{"id":7925,"date":"2011-09-06T15:40:36","date_gmt":"2011-09-06T18:40:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7925"},"modified":"2011-09-06T15:40:36","modified_gmt":"2011-09-06T18:40:36","slug":"pela-1%c2%aa-vez-estudo-acha-plastico-em-mar-do-polo-norte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7925","title":{"rendered":"Pela 1\u00aa vez, estudo acha pl\u00e1stico em mar do polo Norte"},"content":{"rendered":"<p><span>A grua do navio levanta e despeja no conv\u00e9s uma rede em formato de cone. A ocean\u00f3grafa inglesa Clare Miller, por\u00e9m, sabe o que procura ali &#8211;e n\u00e3o s\u00e3o peixes. Ela logo esvazia a ponta da rede dentro de um balde, revelando algas, pl\u00e2ncton e&#8230; pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Em apenas uma hora dentro d&#8217;\u00e1gua, a rede de Miller coletou peda\u00e7os min\u00fasculos de pl\u00e1stico e nylon numa das regi\u00f5es mais remotas do oceano: o mar de Barents, a noroeste do arquip\u00e9lago de Svalbard, Noruega, a menos de 1.300 km do polo Norte.<\/p>\n<p>A coleta, feita a bordo do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, comprova pela primeira vez algo de que j\u00e1 se desconfiava: o \u00c1rtico tamb\u00e9m est\u00e1 contaminado por lixo.<\/p>\n<p>A descoberta \u00e9 preliminar: foram apenas quatro amostras coletadas, que ainda ser\u00e3o analisadas num laborat\u00f3rio em Exeter, Reino Unido.<\/p>\n<p>Mas a mera exist\u00eancia de pl\u00e1stico nas \u00e1guas supostamente l\u00edmpidas do \u00c1rtico \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m sabia o que encontrar\u00edamos. O local onde lan\u00e7amos a rede \u00e9 uma regi\u00e3o selvagem, sem nenhum assentamento humano por perto&#8221;, disse Miller, mestranda em oceanografia na Universidade de Southampton.<\/p>\n<p>O lixo \u00e9 dif\u00edcil de ver a olho nu. Ele \u00e9 composto, em sua maior parte, de pedacinhos de pl\u00e1stico bastante degradados pelo Sol, que ficam em suspens\u00e3o na \u00e1gua.<\/p>\n<figure style=\"width: 572px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/11248724.gif\" alt=\"\" width=\"572\" height=\"886\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">(Arte Folha)<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/span><span>Os restos s\u00e3o t\u00e3o pequenos que precisam ser capturados com uma rede especial, feita para coletar pl\u00e2ncton (animais e algas microsc\u00f3picas).<\/p>\n<p>Segundo Miller, o tamanho dos peda\u00e7os de lixo e a aus\u00eancia de outros indicadores de polui\u00e7\u00e3o, como bolas de piche, sugerem que o pl\u00e1stico \u00e9 &#8220;importado&#8221;, chegando ao mar de Barents trazido por correntes marinhas como a do Golfo, que sai do Atl\u00e2ntico tropical e banha a Europa.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o me surpreenderia se encontr\u00e1ssemos no \u00c1rtico condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o ruins quanto em outras partes, por causa das correntes&#8221;, afirma Frida Bergtsson, do Greenpeace.<\/p>\n<p><strong>LIXO GENERALIZADO<\/strong><\/p>\n<p>O lixo marinho invis\u00edvel \u00e9 um problema global. A ONG mant\u00e9m uma base de dados de pl\u00e1stico coletado por seus navios em dez outras regi\u00f5es do planeta. Todas revelam alguma contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De longe a pior situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a do norte do Pac\u00edfico, que abriga a famosa &#8220;grande mancha de lixo&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 uma zona que pode chegar a 15 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup> (quase o dobro do territ\u00f3rio do Brasil) na qual a \u00e1gua concentra uma grande quantidade de pl\u00e1stico trazido da \u00c1sia e da Am\u00e9rica do Norte, mantida ali por correntes em giro.<\/p>\n<p>No mar, o lixo \u00e9 engolido por animais marinhos e entra na cadeia alimentar &#8211;quando n\u00e3o os mata.<\/p>\n<p><strong>RESTO DE REDES<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de restos de redes de pesca de nylon nas amostras coletadas por Miller tamb\u00e9m \u00e9 t\u00edpica da contamina\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Segundo Bengtsson, o problema \u00e9 t\u00e3o disseminado que o governo noruegu\u00eas freta periodicamente barcos de pesca para buscar equipamento descartado no mar.<\/p>\n<p>Em 2008, um mapeamento publicado na revista &#8220;Science&#8221; por cientistas americanos mostrou que 100% dos oceanos sofrem algum tipo de impacto humano. Uma das zonas mais degradadas \u00e9 justamente o mar do Norte, vizinho de baixo do \u00c1rtico.<\/p>\n<p>Fonte: Claudio Angelo, enviado especial a Svalbard, Folha.com<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grua do navio levanta e despeja no conv\u00e9s uma rede em formato de cone. A ocean\u00f3grafa inglesa Clare Miller, por\u00e9m, sabe o que procura ali &#8211;e n\u00e3o s\u00e3o peixes. Ela logo esvazia a ponta da rede dentro de um balde, revelando algas, pl\u00e2ncton e&#8230; pl\u00e1stico. 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