{"id":7937,"date":"2011-09-06T16:38:22","date_gmt":"2011-09-06T19:38:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7937"},"modified":"2011-09-06T16:38:22","modified_gmt":"2011-09-06T19:38:22","slug":"reflorestamento-a-floresta-prove-servicos-ecologicos-para-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7937","title":{"rendered":"Reflorestamento: &#8216;A floresta prov\u00ea servi\u00e7os ecol\u00f3gicos para sociedade&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><span><strong>De acordo com coordenador do Programa da Amaz\u00f4nia do WWF-Brasil, Mauro Armelin, maior obst\u00e1culo para o replantio \u00e9 a falta de incentivo<\/strong><\/p>\n<p><\/span><span><\/p>\n<figure style=\"width: 291px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/og\/rg\/f\/original\/2011\/09\/02\/mauro_wwf_291x388.jpg\" alt=\"Coordenador do Programa da Amaz\u00f4nia do WWF-Brasil, Mauro Armelin (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"291\" height=\"388\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mauro Armelin fala sobre reflorestamento (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Houve uma \u00e9poca em que n\u00e3o se falava sobre os perigos para o meio ambiente de se extrair madeira, plantar culturas como o caf\u00e9 e a cana-de-a\u00e7\u00facar e abrir pastos sem antes se fazer um estudo sobre a regi\u00e3o, ou melhor, sobre o bioma no qual se desejava atuar. Com a populariza\u00e7\u00e3o do termo, ou melhor, do processo chamado Reflorestamento, muitos hectares de \u00e1reas devastadas est\u00e3o sendo recuperadas em todo o Brasil. De acordo com coordenador do Programa da Amaz\u00f4nia do WWF-Brasil, Mauro Armelin, o maior obst\u00e1culo ainda \u00e9 a falta de incentivo do Governo Federal:<\/p>\n<p>\u201cUm dos maiores obst\u00e1culos \u00e9 o licenciamento. Para fazer a revegeta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para plantar qualquer coisa em qualquer peda\u00e7o de terra. Tem que ter um projeto para fazer uma recupera\u00e7\u00e3o baseada no que existia antes naquela \u00e1rea. Por isso \u00e9 necess\u00e1rio um processo, que custa caro. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar disponibilidade de mudas de esp\u00e9cies nativas. E o maior problema \u00e9 a falta de incentivo. N\u00e3o vejo pol\u00edticas governamentais que ap\u00f3iem ou iniciativas\u201d, afirma Mauro.<\/p>\n<p>O reflorestamento nada mais \u00e9 do que recuperar florestas que foram desmatadas ou inserir esp\u00e9cies para que a \u00e1rea de onde a floresta foi retirada fique parecida com a original. Isso pode levar meses ou anos, dependendo da \u00e1rea, da quantidade de pessoas atuando nela e do tempo de trabalho dedicado por cada um.<\/p>\n<p>\u201cA floresta prov\u00ea servi\u00e7os ecol\u00f3gicos para sociedade como a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, por exemplo. \u00c1reas priorit\u00e1rias para fazer reflorestamento s\u00e3o as margens dos rios e os morros desmatados. E h\u00e1 tamb\u00e9m o reflorestamento que tem como objetivo aumentar a popula\u00e7\u00e3o de algum animal, como foi feito no litoral do Rio de Janeiro, com a inten\u00e7\u00e3o de aumentar o n\u00famero de mico-le\u00e3o-dourado, que estava em extin\u00e7\u00e3o\u201d, diz Mauro.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em fases. Primeiro, s\u00e3o plantadas \u00e1rvores pioneiras, aquelas que crescem sob o sol e protegem as \u00e1rvores secund\u00e1rias, as segundas a serem inseridas na floresta que est\u00e1 no processo. \u00c9 necess\u00e1rio estudar as esp\u00e9cies t\u00edpicas da regi\u00e3o e seguir a vontade de propriet\u00e1rio da terra que est\u00e1 sendo reflorestada. Com elas, \u00e9 poss\u00edvel recuperar a biodiversidade que existia no local.<\/p>\n<p>\u201cPode ser que ele queira ambiente mais fresco em sua fazenda ou uma floresta que ofere\u00e7a produtos, como borracha, palmito ou frutas. O sistema de vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 selecionado de acordo com o gosto, mas com base na sucess\u00e3o florestal\u201d, comenta Mauro.<\/p>\n<p>Apesar da experi\u00eancia na \u00e1rea, a WWF-Brasil n\u00e3o trabalha atualmente em nenhum projeto de reflorestamento. A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental vem trabalhando em pol\u00edticas, tentando encorajar a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas e brigando pelas \u00e1reas protegidas e pela precau\u00e7\u00e3o com elas.<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo hoje n\u00e3o \u00e9 reflorestar, mas criar formas para que isso seja poss\u00edvel. E tamb\u00e9m para que n\u00e3o seja necess\u00e1rio. Estamos trabalhando junto ao governo do Estado do Acre no projeto Conservando Um Bilh\u00e3o de \u00c1rvores, um processo de certifica\u00e7\u00e3o das propriedades agr\u00edcolas para que as fam\u00edlias tenham produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola ou melhorem a pastagem sem destruir a vegeta\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 que aqueles 80% de \u00e1rea que n\u00e3o s\u00e3o de Reserva Legal sejam utilizados, por\u00e9m, conservados como florestas. Assim, os donos daquela propriedade podem tirar renda da floresta e melhorar sua pr\u00f3pria qualidade de vida\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Globo Ecologia<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com coordenador do Programa da Amaz\u00f4nia do WWF-Brasil, Mauro Armelin, maior obst\u00e1culo para o replantio \u00e9 a falta de incentivo Houve uma \u00e9poca em que n\u00e3o se falava sobre os perigos para o meio ambiente de se extrair madeira, plantar culturas como o caf\u00e9 e a cana-de-a\u00e7\u00facar e abrir pastos sem antes se &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7937\"> <span class=\"screen-reader-text\">Reflorestamento: &#8216;A floresta prov\u00ea servi\u00e7os ecol\u00f3gicos para sociedade&#8217;<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[164],"tags":[618,902,2521,2520,3822],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7937"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7937"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7938,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7937\/revisions\/7938"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}