{"id":8085,"date":"2011-09-15T10:30:00","date_gmt":"2011-09-15T13:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8085"},"modified":"2011-09-15T10:30:00","modified_gmt":"2011-09-15T13:30:00","slug":"mp-denuncia-fraude-em-estudo-ambiental-do-porto-da-cargill-no-para","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8085","title":{"rendered":"MP denuncia fraude em estudo ambiental do Porto da Cargill, no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Promotoria investiga altera\u00e7\u00f5es nas informa\u00e7\u00f5es sobre o desmatamento.<\/strong><br \/>\n<strong>Entidades locais pedem que empresa refa\u00e7a os estudos<\/strong>.<\/p>\n<p>Os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) do porto da Cargill, em Santar\u00e9m, no Par\u00e1, foram alvo de denuncia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE). A promotoria pediu investiga\u00e7\u00e3o sobre as informa\u00e7\u00f5es relacionadas aos estudos do desmatamento na regi\u00e3o de influ\u00eancia do porto, usado para escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, principalmente a soja plantada na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Apenas a empresa respons\u00e1vel pelo estudo, a Consultoria Paulista de Estudos Ambientais (Cpea), foi responsabilizada pelo MPE. A multinacional que administra o terminal n\u00e3o foi inclu\u00edda na den\u00fancia. A modifica\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es de pesquisas sobre o desmatamento foram as causas da den\u00fancia.<\/p>\n<p>O processo, de autoria das promotoras de Justi\u00e7a Janaina Anadrade de Sousa e Ione Missae da Silva Nakamura, conclui que o estudo de impacto ambiental aponta que &#8220;a agricultura mecanizada n\u00e3o era a principal respons\u00e1vel pelo desmatamento da regi\u00e3o, quando, na verdade, no entendimento da maioria dos autores utilizados como base bibliogr\u00e1fica para a elabora\u00e7\u00e3o do estudo em tela, tal pr\u00e1tica era sim, a principal respons\u00e1vel pelo desmatamento da regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O MPE afirma que a altera\u00e7\u00e3o na conclus\u00e3o dos estudos beneficia a Cargill. \u201cAssim, o EIA confeccionado pelos denunciados se constitui, pois, pe\u00e7a que retrata uma realidade dos fatos mais ben\u00e9fica a empresa Cargill S.A. A conclus\u00e3o apontada pelo referido EIA induz em erro o \u00f3rg\u00e3o licenciador, a sociedade e prejudica sobremaneira a an\u00e1lise judicial dos fatos que se encontram em plena discuss\u00e3o processual\u201d, conclui o Minist\u00e9rio P\u00fablico na den\u00fancia.<\/p>\n<p><strong>Novos Estudos<\/strong><br \/>\nInstitui\u00e7\u00f5es da sociedade civil de Santar\u00e9m exigem que Cargill refa\u00e7a os estudos de impacto ambiental. \u201cN\u00e3o concordamos com a medida do MPE que retirou a empresa da den\u00fancia e a direcionou apenas para a consultoria respons\u00e1vel pelo EIA\u201d, afirma Jo\u00e3o Camerin da Terra de Direitos, uma das ONGs que assinam um pedido de amplia\u00e7\u00e3o da den\u00fancia tamb\u00e9m para a multinacional.<\/p>\n<p>As entidades acusam o terminal portu\u00e1rio de aumentar o desmatamento e os conflitos sociais pela terra. \u201cA instala\u00e7\u00e3o sem licenciamento ambiental aumentou a disputa pela terra e trouxe uma situa\u00e7\u00e3o de instabilidade social para os moradores da regi\u00e3o\u201d, diz Camerin. \u201cGostar\u00edamos de saber por que a empresa respons\u00e1vel pelo EIA n\u00e3o ouviu as comunidades quilombolas que vivem na zona de influ\u00eancia do porto. E se ouviu, como est\u00e1 no estudo, porque n\u00e3o publicou o que elas disseram\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Outro lado<\/strong><br \/>\nA assessoria de imprensa da Cargill afirma que todas as explica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre os estudos j\u00e1 foram dadas \u00e0 Secretaria estadual de Meio Ambiente do Par\u00e1 e que a empresa aguarda o parecer o \u00f3rg\u00e3o para falar sobre o caso.<\/p>\n<p>A Consultoria Paulista de Estudos Ambientais (Cpea) contratada da Cargill para fazer o estudo de impacto ambiental do Porto, afirma que ainda n\u00e3o foi citada pelo MPE. E por desconhecer o teor da den\u00fancia, n\u00e3o pode formular respostas. Sobre a consulta aos quilombolas o Cpea afirma que o diagn\u00f3stico do EIA considerou sua presen\u00e7a na \u00e1rea de influ\u00eancia do projeto, n\u00e3o tendo sido constatadas interfer\u00eancias significativas relacionadas ao empreendimento nessas \u00e1reas. A empresa tamb\u00e9m confirma\u00a0 ter visitado a Associa\u00e7\u00e3o dos Quilombolas de Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o do Porto sem estudos de impacto ambiental data de 1999. Em 2003, uma a\u00e7\u00e3o da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica exigiu que a Cargill apresentasse os estudos para as obras. A Cargill iniciou os estudos em 2008, mediante o cumprimento de uma determina\u00e7\u00e3o judicial. Desde 2009, a empresa j\u00e1 fez modifica\u00e7\u00f5es no documento a pedido da secretaria de Meio Ambiente do Par\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Promotoria investiga altera\u00e7\u00f5es nas informa\u00e7\u00f5es sobre o desmatamento. Entidades locais pedem que empresa refa\u00e7a os estudos. Os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) do porto da Cargill, em Santar\u00e9m, no Par\u00e1, foram alvo de denuncia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE). 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