{"id":8097,"date":"2011-09-15T11:05:27","date_gmt":"2011-09-15T14:05:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8097"},"modified":"2011-09-15T11:05:27","modified_gmt":"2011-09-15T14:05:27","slug":"projeto-usa-microchip-em-abelha-para-investigar-abandono-de-colmeias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8097","title":{"rendered":"Projeto usa microchip em abelha para investigar abandono de colmeias"},"content":{"rendered":"<p>Especialistas em Salamanca, na Espanha, est\u00e3o realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por tr\u00e1s dos elevados \u00edndices de mortalidade entre elas.<\/p>\n<p>&#8220;Iniciamos o projeto porque na regi\u00e3o de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias&#8221;, disse \u00e0 BBC o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apicultores de Salamanca, Castor Fern\u00e1ndez.<\/p>\n<p>&#8220;Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido [um \u00edndice de] 80% de despopula\u00e7\u00e3o, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. \u00c9 algo muito, muito grave.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Fern\u00e1ndez, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Ap\u00f3s um per\u00edodo, a colmeia morre.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sabemos se as abelhas v\u00e3o embora ou se morrem ali perto. N\u00e3o sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum rem\u00e9dio.&#8221;<\/p>\n<p>Os min\u00fasculos chips s\u00e3o acoplados ao t\u00f3rax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que s\u00e3o arquivados em um computador.<\/p>\n<p><strong>CHIPS<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores Jos\u00e9 Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio G\u00f3mez Pajuelo, apicultor, est\u00e3o monitorando abelhas em colmeias saud\u00e1veis, onde n\u00e3o houve qualquer contamina\u00e7\u00e3o por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados res\u00edduos de pesticidas.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos colocando identificadores passivos [sem baterias] para identificar cada abelha de forma individual. Esses dispositivos t\u00eam um tamanho aproximado de 2 por 1,6 mm e espessura de aproximadamente 0,5 mm. O peso aproximado \u00e9 de 5 mg e a abelha pode carregar [o chip] sem problemas&#8221;, disse Bermejo \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>Ele explicou que colocar o chip na abelha n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, embora seja uma opera\u00e7\u00e3o delicada que requer que o inseto esteja adormecido.<\/p>\n<p>&#8220;Temos abelhas marcadas com microchips em colmeias situadas em ambientes saud\u00e1veis, sem res\u00edduos de pesticidas, e em colmeias em ambientes onde h\u00e1 res\u00edduos de pesticidas em n\u00edveis n\u00e3o letais [provocados de forma experimental] encontrados com frequ\u00eancia em colmeias normais&#8221;, disse \u00e0 BBC seu colega Pajuelo.<\/p>\n<p>Pajuelo explicou que a pergunta que a equipe pretende responder \u00e9 a seguinte: Esses \u00edndices de res\u00edduos, encontrados com relativa frequ\u00eancia, afetariam tanto a vida das abelhas a ponto de fazer com que elas morram aos poucos? E ser\u00e1 que essas mortes levariam a colmeia a perder quantidades importantes de abelhas ao longo do inverno, tornando-se despopulada?<\/p>\n<p><strong>PESTICIDAS<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Pajuelo, estudos feitos at\u00e9 o momento v\u00eam levando especialistas a concluir que o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjun\u00e7\u00e3o de tr\u00eas fatores.<\/p>\n<p>A m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o durante o outono por problemas nas flora\u00e7\u00f5es nesse per\u00edodo, a falta de controle do \u00e1caro\u00a0<em>Varroa destructor<\/em>, que parasita as abelhas, e o uso de pesticidas &#8211;os agr\u00edcolas usados externamente e aqueles que v\u00e3o dentro da colmeia para combater o \u00e1caro\u00a0<em>Varroa<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;Os pesticidas s\u00e3o t\u00f3xicos para as abelhas e, em doses baixas, interferem na produ\u00e7\u00e3o dos p\u00e9ptidos antimicrobianos do seu sistema imunol\u00f3gico&#8221;, disse Pajuelo. &#8220;Restos de pesticidas utilizados em torno ou dentro da colmeia contra o\u00a0<em>Varroa<\/em>\u00a0acabam ficando dissolvidos na cera e dali passam para a parte gordurosa do p\u00f3len armazenado pelas abelhas.&#8221;<\/p>\n<p>O pesquisador explicou que quando esse p\u00f3len \u00e9 consumido pelas larvas e abelhas adultas, ocorre uma intoxica\u00e7\u00e3o leve, que n\u00e3o seria suficiente para matar as abelhas, mas que pode encurtar suas vidas e aumentar a incid\u00eancia de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;A influ\u00eancia deste \u00faltimo fator \u00e9 o que tentamos demonstrar marcando as abelhas com chips que nos permitem &#8216;ler&#8217; seu per\u00edodo de vida&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: BBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas em Salamanca, na Espanha, est\u00e3o realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por tr\u00e1s dos elevados \u00edndices de mortalidade entre elas. &#8220;Iniciamos o projeto porque na regi\u00e3o de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias&#8221;, disse \u00e0 BBC o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apicultores de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8097\"> <span class=\"screen-reader-text\">Projeto usa microchip em abelha para investigar abandono de colmeias<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2545],"tags":[2044,2567,116,211,667],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8097"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8097"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8099,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8097\/revisions\/8099"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}