{"id":8117,"date":"2011-09-16T09:43:45","date_gmt":"2011-09-16T12:43:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8117"},"modified":"2011-09-16T09:43:45","modified_gmt":"2011-09-16T12:43:45","slug":"laboratorios-focam-o-biocombustivel-de-segunda-geracao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8117","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rios focam o biocombust\u00edvel de segunda gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Avan\u00e7am no Pa\u00eds os estudos para o desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis de segunda gera\u00e7\u00e3o, aqueles produzidos a partir de biomassa e n\u00e3o por meio da fermenta\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar da cana.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas rotas de desenvolvimento: os processos bioqu\u00edmico e termoqu\u00edmico. A mais avan\u00e7ada \u00e9 a pesquisa de processos termoqu\u00edmicos por meio da queima com pouco oxig\u00eanio do baga\u00e7o e da palha da cana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Universidades e institutos de pesquisas, como o Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT), a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com apoio de empresas como Braskem, Oxiteno, Raizen (Shell e Cosan), Petrobras e Vale est\u00e3o investindo em uma planta de gaseifica\u00e7\u00e3o no campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba. O projeto exigir\u00e1 investimentos de R$ 80 milh\u00f5es &#8211; R$ 70 milh\u00f5es do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Governo de S\u00e3o Paulo e R$ 10 milh\u00f5es das empresas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Estamos negociando a propriedade intelectual com as empresas, um ponto fundamental para o BNDES, que pr\u00e9-aprovou o projeto, liberar o financiamento&#8221;, diz Fernando Landgraf, diretor de inova\u00e7\u00e3o do IPT. O processo permitir\u00e1 dobrar a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis como o etanol em menor \u00e1rea de plantio por aproveitar o baga\u00e7o e a palha da cana, que representam dois ter\u00e7os da parte s\u00f3lida do vegetal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Cada empresa que est\u00e1 apoiando o projeto tem um interesse espec\u00edfico&#8221;, diz Landgraf. A Vale est\u00e1 de olho em todos os compostos que possam ser utilizados como fonte de energia, explica Ivo Fouto, diretor respons\u00e1vel pelos assuntos ligados a biocombust\u00edveis na Vale e presidente da Biopalma. Esta vai atuar na produ\u00e7\u00e3o de biodiesel a partir do \u00f3leo de dend\u00ea cultivado na regi\u00e3o do Vale do Acar\u00e1 e Baixo Tocantins, abrangendo sete munic\u00edpios no estado do Par\u00e1. Em janeiro, a Vale adquiriu participa\u00e7\u00e3o de 70% do controle da Biopalma por US$ 173,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Fouto, a empresa j\u00e1 realizou a metade do plantio e a primeira das seis unidades de extra\u00e7\u00e3o come\u00e7a a operar no fim do ano. A planta de produ\u00e7\u00e3o de biodiesel come\u00e7a a funcionar em 2014. A expectativa \u00e9 de atingir a produ\u00e7\u00e3o anual de 500 mil toneladas em 2019, quando a lavoura atingir sua maturidade. O B20 (mistura de 20% de biodiesel e 80% de diesel comum) ser\u00e1 utilizado para alimentar a frota de locomotivas, m\u00e1quinas e os equipamentos de grande porte da Petrobras no Brasil. Esse biocombust\u00edvel tem mais biodiesel que a mistura padr\u00e3o brasileira, de 5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mineradora tamb\u00e9m fomenta, por meio do Instituto Tecnol\u00f3gico, o desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas que ainda est\u00e3o em fase experimental. \u00c9 o caso da produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis de segunda gera\u00e7\u00e3o pelo processo bioqu\u00edmico enzim\u00e1tico e de s\u00edntese biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa \u00e1rea, uma das pesquisas mais avan\u00e7adas \u00e9 desenvolvida pela Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Universidade de Tingshua, na China, para a cria\u00e7\u00e3o de um novo processo de utiliza\u00e7\u00e3o de enzimas na produ\u00e7\u00e3o de biodiesel. A tecnologia ser\u00e1 testada em usina piloto, a ser instalada no Instituto Internacional de Mudan\u00e7as Globais (IVIG), e os pesquisadores da Coppe avaliar\u00e3o os custos de produ\u00e7\u00e3o de biodiesel com o uso dessa tecnologia, com base na realidade brasileira. Uma das vantagens \u00e9 o melhor aproveitamento do \u00f3leo e seus res\u00edduos. Segundo Luiz Pingueli Rosa, diretor da Coppe, a ideia \u00e9 quebrar a hegemonia da soja na produ\u00e7\u00e3o do biodiesel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A enzima permite processar uma variedade maior de insumos como o dend\u00ea que tem uma vantagem energ\u00e9tica maior, com mais produtividade por hectare&#8221;, observa Rosa. Outro projeto, na \u00e1rea de biocombust\u00edveis, desenvolvido no Brasil pela Coppe, em parceria com o Instituto de Qu\u00edmica da UFRJ, tamb\u00e9m j\u00e1 suscitou o interesse dos chineses. Trata-se da produ\u00e7\u00e3o de etanol a partir do baga\u00e7o de cana, que vai permitir duplicar a produtividade do etanol sem ser necess\u00e1rio aumentar a \u00e1rea plantada ou competir com a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar ou qualquer outro alimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Coppe, o projeto est\u00e1 sendo desenvolvido por pesquisadores do IVIG. Eles querem combinar seu conhecimento sobre biodiesel com o do Instituto de Qu\u00edmica sobre hidr\u00f3lise, um processo qu\u00edmico estudado por diferentes grupos de pesquisa no Brasil, devido a sua aplica\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de etanol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Tecnologia tamb\u00e9m participa do projeto e integra um cons\u00f3rcio com uma empresa brasileira para disputar os recursos de uma chamada lan\u00e7ada pelo BNDES e a Finep no \u00e2mbito do Plano Conjunto BNDES\/Finep de Apoio a Inova\u00e7\u00e3o Industrial dos setores sucroalcooleiro e sucroqu\u00edmico (PAISS). Segundo Viridiana Santana Ferreira, pesquisadora do INT, o instituto estuda o uso do baga\u00e7o e da palha da cana para gera\u00e7\u00e3o de biocombustivel por meio do processo de pr\u00e9-tratamento e hidr\u00f3lise enzim\u00e1tica. Esse processo vem sendo procurado por empresas estrangeiras interessadas nas pesquisas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Ap\u00f3s os testes na planta piloto, que entrar\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o em 2012, a ideia \u00e9 chegar na escala de demonstra\u00e7\u00e3o que resultar\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de uma mini usina de segunda gera\u00e7\u00e3o. Ela ser\u00e1 instalada ao lado de uma usina de primeira gera\u00e7\u00e3o&#8221;, adianta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) \u00e9 outro instituto que participa de cons\u00f3rcio para disputar os recursos do PAISS. Segundo Jaime Finguerut, gerente de desenvolvimento estrat\u00e9gico industrial, o CTC iniciou os estudos dos processos bioqu\u00edmicos em 1997 em parceria com a Dedini. A linha adotada na \u00e9poca, baseada no uso de \u00e1cido como catalisador, n\u00e3o se mostrou economicamente vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2007, os pesquisadores passaram a estudar o processo enzim\u00e1tico em parceira com a NovoZymes, fornecedora de enzimas. Pelo acordo, o CTC desenvolve o processo e a empresa, as enzimas adequadas. &#8220;O CTC j\u00e1 completou todo o processo em escala piloto. Agora, est\u00e1 trabalhando na engenharia da planta de demonstra\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 ficar pronta em 2012. A expectativa \u00e9 que o projeto trabalhe em escala industrial em 2014&#8221;, explica Finguerut.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7am no Pa\u00eds os estudos para o desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis de segunda gera\u00e7\u00e3o, aqueles produzidos a partir de biomassa e n\u00e3o por meio da fermenta\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar da cana. H\u00e1 duas rotas de desenvolvimento: os processos bioqu\u00edmico e termoqu\u00edmico. 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