{"id":816,"date":"2009-07-09T18:49:25","date_gmt":"2009-07-09T21:49:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=816"},"modified":"2011-02-21T19:50:22","modified_gmt":"2011-02-21T22:50:22","slug":"projeto-de-lei-52262009-para-alteracoes-no-codigo-florestal-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=816","title":{"rendered":"Projeto de Lei 5226\/2009 para altera\u00e7\u00f5es no C\u00f3digo Florestal Brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>PT prop\u00f5e mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal<\/p>\n<p>Partido apresenta projeto de lei que flexibiliza legisla\u00e7\u00e3o ambiental e<br \/>\nantecipa discurso para as elei\u00e7\u00f5es de 2010. Petistas defendem plantio em<br \/>\n\u00e1reas de encosta j\u00e1 ocupadas e aceitam reduzir faixas de preserva\u00e7\u00e3o ao<br \/>\nlongo de rios.<\/p>\n<p>O PT trabalha para aprovar um projeto de lei, apresentado por quatro<br \/>\ndeputados, com uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal brasileiro. As<br \/>\npropostas formuladas pela\u00a0 ala desenvolvimentista do partido flexibilizam a<br \/>\nlegisla\u00e7\u00e3o atual e se contrap\u00f5em, em alguns pontos, \u00e0s posi\u00e7\u00f5es defendidas<br \/>\npela bancada ruralista no Congresso.<\/p>\n<p>A iniciativa tamb\u00e9m tem o objetivo estrat\u00e9gico de posicionar o PT no debate<br \/>\ndos assuntos ambientais nas elei\u00e7\u00f5es de 2010. O projeto de lei foi<br \/>\nprotocolado em maio pelos deputados Leonardo Monteiro (MG), Geraldo Magela<br \/>\n(DF), Nilson Mour\u00e3o (AC) e Dr. Rosinha (RS). Recebeu, ainda, apoio do<br \/>\nministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.<\/p>\n<p>O PL 5226\/09 modifica, mas n\u00e3o revoga, o C\u00f3digo Florestal brasileiro e<br \/>\nestabelece um discurso pol\u00edtico para os petistas. &#8220;N\u00e3o \u00e9 justo dizer que o<br \/>\ngoverno n\u00e3o est\u00e1 preocupado com as quest\u00f5es ambientais&#8221;, afirma Leonardo<br \/>\nMonteiro (PT-MG). &#8220;Vivemos um problema de transi\u00e7\u00e3o, em que sa\u00edmos de uma<br \/>\n\u00e9poca em que os governos tinham como pol\u00edticas de crescimento derrubar<br \/>\n\u00e1rvores e drenar c\u00f3rregos. Hoje o momento \u00e9 outro e a quest\u00e3o ambiental est\u00e1<br \/>\nem evolu\u00e7\u00e3o dentro do governo Lula&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>A cartada verde do PT<br \/>\n<a href=\"http:\/\/congressoemfoco.ig.com.br\/noticia.asp?cod_canal=4&amp;cod_publicacao=28486\">http:\/\/congressoemfoco.ig.com.br\/noticia.asp?cod_canal=4&amp;cod_publicacao=28486<\/a><br \/>\nantecipada pelo articulista Olympio Barbanti Jr. em texto publicado com<br \/>\nexclusividade pelo *Congresso em Foco* no \u00faltimo domingo (7). A proposta<br \/>\npetista surgiu a partir do consenso de que o atual C\u00f3digo Florestal,<br \/>\npromulgado em 1965, est\u00e1 em desacordo com a realidade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O atual C\u00f3digo Florestal \u00e9 uma lei de mais de quatro d\u00e9cadas e est\u00e1 muito<br \/>\nultrapassado. Temos que atualiz\u00e1-lo de acordo com nova realidade, criando um<br \/>\nc\u00f3digo que possa atender a expectativa desenvolvimentista&#8221;, diz Monteiro,<br \/>\n\u00fanico membro petista da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente da C\u00e2mara.<\/p>\n<p>O projeto de lei dos petistas tramita na C\u00e2mara apensado ao PL 1.876\/1999,<br \/>\ndo ex-deputado S\u00e9rgio Carvalho (PSDB-RO), que est\u00e1 na Comiss\u00e3o de<br \/>\nConstitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) e depois seguir\u00e1 para plen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Aos dois, deve ser apensado tamb\u00e9m o PL 5367\/09, protocolado<br \/>\n<a href=\"http:\/\/congressoemfoco.ig.com.br\/noticia.asp?cod_canal=1&amp;cod_publicacao=28457\">http:\/\/congressoemfoco.ig.com.br\/noticia.asp?cod_canal=1&amp;cod_publicacao=28457<\/a><br \/>\npela bancada ruralista junto \u00e0 Mesa Diretora da C\u00e2mara na \u00faltima quarta-feira<br \/>\n(3\/6). A proposta apresentada por um grupo de parlamentares ligados ao setor<br \/>\nprodutivo, com 45 assinaturas, pretende revogar o atual C\u00f3digo Florestal e<br \/>\ncriar o C\u00f3digo Ambiental Brasileiro, baseado em uma nova pol\u00edtica nacional<br \/>\ndo meio ambiente.<\/p>\n<p>*Pol\u00eamica*<\/p>\n<p>Entre as mudan\u00e7as propostas pelos deputados petistas, est\u00e1 a previs\u00e3o de<br \/>\npagamento para quem preservar florestas al\u00e9m das \u00e1reas obrigat\u00f3rias por lei.<br \/>\nSe, por exemplo, um dono de terra na Amaz\u00f4nia, onde \u00e9 obrigat\u00f3ria a<br \/>\npreserva\u00e7\u00e3o de 80% das matas nativas, decidir deixar em p\u00e9 90% dessa<br \/>\nvegeta\u00e7\u00e3o, ele poder\u00e1 receber pagamento por esse servi\u00e7o ambiental.<\/p>\n<p>Um dos pontos pol\u00eamicos do projeto envolve a permiss\u00e3o para plantar nas<br \/>\nchamadas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APPs). O projeto autoriza que<br \/>\nplantios j\u00e1 existentes em encostas de morros sejam mantidos. A atual<br \/>\nlegisla\u00e7\u00e3o ambiental pro\u00edbe qualquer planta\u00e7\u00e3o em \u00e1rea com declividade<br \/>\nsuperior a 45\u00b0, equivalente a 100% na linha de maior declive. A proposta<br \/>\npetista, no entanto, admite a continuidade das atividades econ\u00f4micas nas<br \/>\n\u00e1reas em altitude superior a 1,8 mil metros, ocupadas com culturas at\u00e9 a<br \/>\ndata de publica\u00e7\u00e3o da lei, se aprovada.<\/p>\n<p>Em contrapartida, o projeto prev\u00ea que devem ser firmados termos de<br \/>\ncompromisso entre o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel e o \u00f3rg\u00e3o estadual ou federal<br \/>\ncompetente, para que sejam estabelecidas medidas mitigadoras\u00a0 &#8220;ou seja, para<br \/>\ndiminuir o dano ambiental na \u00e1rea&#8221; e medidas compensat\u00f3rias\u00a0&#8220;para<br \/>\ncompensar aquele preju\u00edzo ao meio ambiente.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade, a proposta reconhece que existe plantio em encostas, mas<br \/>\nestabelece que aquela atividade precisa ser menos danosa e que ser\u00e1 preciso<br \/>\nmedidas para compensar aquele dano ambiental. O produtor dever\u00e1 avaliar, por<br \/>\nexemplo, a necessidade de plantio em curva de n\u00edvel, conten\u00e7\u00e3o de encosta,<br \/>\nmudan\u00e7as de cultura e outras medidas&#8221;, explica o assessor t\u00e9cnico da<br \/>\nLideran\u00e7a do PT Titan de Lima, que participou da elabora\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>*Preserva\u00e7\u00e3o*<\/p>\n<p>O projeto traz tamb\u00e9m normas sobre as quest\u00f5es ambientais em meio urbano,<br \/>\ndiferentemente do atual c\u00f3digo que apresenta diretrizes apenas para \u00e1reas<br \/>\nrurais. Entre os dispositivos, est\u00e1 a permiss\u00e3o para que sejam implantados<br \/>\nespa\u00e7os de esporte, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre<br \/>\n\u00e0 beira de rios, c\u00f3rregos e lagos e outras \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente<br \/>\nem per\u00edmetros urbanizados.<\/p>\n<p>A permiss\u00e3o \u00e9 condicionada, entre outros requisitos, \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o ao plano<br \/>\ndiretor municipal referido no art. 182, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e ao<br \/>\nlicenciamento ambiental dos empreendimentos.<\/p>\n<p>Segundo o texto do PL, o uso legal desses espa\u00e7os ser\u00e1 poss\u00edvel desde que &#8220;a<br \/>\nsupress\u00e3o [retirada] de vegeta\u00e7\u00e3o requerida n\u00e3o descaracterize a fun\u00e7\u00e3o<br \/>\nambiental&#8221; da \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, o que na pr\u00e1tica, significa<br \/>\nque n\u00e3o \u00e9 permitido, por exemplo, o desmate da vegeta\u00e7\u00e3o nativa para o<br \/>\nplantio de grama nas beiras dos rios.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos limites de APPs, o projeto mant\u00e9m os mesmos percentuais<br \/>\nprevistos no atual C\u00f3digo Florestal. \u00c9 mantido, por exemplo, a<br \/>\nobrigatoriedade de preservar 500 metros ao longo de rios com largura<br \/>\nsuperior a 600 metros. Tamb\u00e9m permanece a faixa m\u00ednima de 50 metros em toda<br \/>\na extens\u00e3o de lagos naturais de largura de 100 metros.<\/p>\n<p>O PL, no entanto, permite que essas faixas tenham o limite reduzido. Ele<br \/>\ntraz a possibilidade para que os limites m\u00ednimos de APPs ao longe de rios,<br \/>\nnascentes, lagos e outros cursos d\u00b4\u00e1gua possam ser reduzidos em at\u00e9 50%.<br \/>\nEssa redu\u00e7\u00e3o, entretanto, s\u00f3 poder\u00e1 ser feita a partir do plano de recursos<br \/>\nh\u00eddricos elaborado para a bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>*Confronto*<\/p>\n<p>O projeto petista contraria outras propostas em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara. A<br \/>\nprincipal delas ser\u00e1 a proposta que cria o C\u00f3digo Ambiental Brasileiro<br \/>\napresentada pelos ruralistas. Entre as duas propostas, o ponto de maior<br \/>\nimpasse se dar\u00e1 em torno do entendimento sobre a participa\u00e7\u00e3o de estados e<br \/>\nmunic\u00edpios no processo legislativo.<\/p>\n<p>Os ruralistas entendem que, a exemplo do C\u00f3digo Ambiental de Santa Catarina<br \/>\nque tem artigos questionados no Supremo Tribunal Federal (STF), os<br \/>\nestados devem ter autonomia para legislar sobre quest\u00f5es ambientais locais.<br \/>\nLeis estaduais e municipais, pela proposta da bancada, devem estabelecer<br \/>\nlimites de \u00e1reas a serem preservadas, enquanto a legisla\u00e7\u00e3o federal traz<br \/>\napenas normas gerais, sem especificidades.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da proposta ruralista, o projeto do PT estabelece que os<br \/>\nestados, o Distrito Federal e os munic\u00edpios s\u00f3 poder\u00e3o estabelecer normas<br \/>\npeculiares \u00e0s quest\u00f5es locais se as regras forem mais restritivas do que o<br \/>\nprevisto em \u00e2mbito federal. &#8220;Entendemos que norma geral n\u00e3o \u00e9 norma vazia,<br \/>\ntem conte\u00fado de comando, tem o teto e o m\u00ednimo. Os estados podem fazer uma<br \/>\nlei estadual ambiental, mas com mais rigor&#8221;, afirma Titan.<\/p>\n<p>*Reserva legal*<\/p>\n<p>A proposta do PT modifica ainda a defini\u00e7\u00e3o e o conceito do que hoje se<br \/>\nadmite como reserva legal. De acordo com a proposta, essa reserva passa a<br \/>\nser denominada de \u00e1rea de reserva e uso sustent\u00e1vel. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 deixar<br \/>\nmais claro o fato de que nessa \u00e1rea \u00e9 permitida a atividade econ\u00f4mica, desde <\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9028px;left:-5868px;\"><a href=\"http:\/\/www.ecogiochi.it\/watch\/movie-online-how-to-train-your-dragon\">movie net how to train your dragon<\/a><\/div>\n<p>que use de modo sustent\u00e1vel, ou seja, preservando os recursos naturais.<\/p>\n<p>&#8220;Mudamos o conceito para deixar claro que essa reserva pode ser usada, desde<br \/>\nque seja usada de maneira sustent\u00e1vel. Ou seja, a pessoa pode retirar cip\u00f3<br \/>\nda \u00e1rea de reserva, desde que garanta a preserva\u00e7\u00e3o da floresta&#8221;, considera<br \/>\nMonteiro.<\/p>\n<p>O projeto petista explicita tamb\u00e9m a gratuidade do processo de averba\u00e7\u00e3o da<br \/>\n\u00e1rea de reserva. O atual c\u00f3digo j\u00e1 prev\u00ea que pequenos propriet\u00e1rios tenham<br \/>\nisen\u00e7\u00e3o de taxas nesse processo. Mas, por falta de clareza na norma, muitos<br \/>\nprodutores acabam pagando para oficializar essa demarca\u00e7\u00e3o de reserva. &#8220;Hoje<br \/>\n\u00e9 caro e burocr\u00e1tico averbar terras. O projeto prop\u00f5e a desburocratiza\u00e7\u00e3o<br \/>\ndesse processo e refor\u00e7a a gratuidade&#8221;, finaliza o deputado mineiro.<\/p>\n<p>VEJA AQUI O PROJETO DE LEI 5226\/2009\u00a0 NA \u00cdNTEGRA <a href=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/sileg\/integras\/656436.pdf\">http:\/\/www.camara.gov.br\/sileg\/integras\/656436.pdf<\/a><\/p>\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o:\u00a0<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/sileg\/Prop_Detalhe.asp?id=434522\">http:\/\/www.camara.gov.br\/sileg\/Prop_Detalhe.asp?id=434522<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PT prop\u00f5e mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal Partido apresenta projeto de lei que flexibiliza legisla\u00e7\u00e3o ambiental e antecipa discurso para as elei\u00e7\u00f5es de 2010. Petistas defendem plantio em \u00e1reas de encosta j\u00e1 ocupadas e aceitam reduzir faixas de preserva\u00e7\u00e3o ao longo de rios. 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