{"id":8175,"date":"2011-09-20T09:45:12","date_gmt":"2011-09-20T12:45:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8175"},"modified":"2011-09-20T09:45:12","modified_gmt":"2011-09-20T12:45:12","slug":"aguas-vivas-estao-substituindo-peixes-no-mar-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8175","title":{"rendered":"\u00c1guas-vivas est\u00e3o substituindo peixes no mar, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>Elas s\u00e3o lerdas, gelatinosas, desengon\u00e7adas e usam um sistema de ca\u00e7a considerado primitivo. Ainda assim, as \u00e1guas-vivas est\u00e3o conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no dom\u00ednio dos mares.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a acontece principalmente nas regi\u00f5es onde a pesca predat\u00f3ria dizimou as esp\u00e9cies dominantes.<\/p>\n<p>Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estrat\u00e9gia de ca\u00e7a que exige contato direto com a presa n\u00e3o conseguiriam competir com peixes r\u00e1pidos e de boa vis\u00e3o, certo?<\/p>\n<p>Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que n\u00e3o \u00e9 bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados s\u00e3o excelentes predadores.<\/p>\n<p>Em uma compila\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios trabalhos, os cientistas -liderados por Jos\u00e9 Luiz Acu\u00f1a, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padr\u00e3o de deslocamento e potencial de ca\u00e7a das \u00e1guas-vivas e de certos peixes comedores de pl\u00e2ncton (organismos min\u00fasculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).<\/p>\n<p>Eles perceberam que, descontando as diferen\u00e7as da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica entre os bichos, \u00e1guas-vivas e peixes como sardinhas t\u00eam taxas de crescimento e reprodu\u00e7\u00e3o que s\u00e3o muito semelhantes.<\/p>\n<p>&#8220;A habilidade competitiva de um predador depende n\u00e3o apenas da captura de presas e das taxas de ingest\u00e3o mas tamb\u00e9m de qu\u00e3o eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o estudo publicado na revista especializada &#8220;Science&#8221;.<\/p>\n<p>Embora o corp\u00e3o da \u00e1gua-viva desfavore\u00e7a seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a ca\u00e7a, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 m\u00e1 ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E v\u00e3o, lentamente, transformando os oceanos.<\/p>\n<figure style=\"width: 572px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/112591007.jpeg\" alt=\"\" width=\"572\" height=\"873\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Editora arte\/folhapress<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Giuliana Miranda, S\u00e3o Paulo, Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas s\u00e3o lerdas, gelatinosas, desengon\u00e7adas e usam um sistema de ca\u00e7a considerado primitivo. Ainda assim, as \u00e1guas-vivas est\u00e3o conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no dom\u00ednio dos mares. A mudan\u00e7a acontece principalmente nas regi\u00f5es onde a pesca predat\u00f3ria dizimou as esp\u00e9cies dominantes. 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