{"id":8187,"date":"2011-09-22T13:24:17","date_gmt":"2011-09-22T16:24:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8187"},"modified":"2011-09-22T13:24:17","modified_gmt":"2011-09-22T16:24:17","slug":"sociedade-meio-ambiente-ensino-e-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8187","title":{"rendered":"Sociedade, Meio Ambiente, Ensino e Cidadania"},"content":{"rendered":"<p>Artigo enviado para o JCEmail pelos autores.<\/p>\n<p>O discurso de uma educa\u00e7\u00e3o voltada para a forma\u00e7\u00e3o de um aluno que exer\u00e7a\u00a0 plenamente sua cidadania n\u00e3o \u00e9 algo recente na hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 anos esse discurso est\u00e1 difundido na sociedade brasileira. Mas, ser\u00e1 que as pr\u00e1ticas educativas desenvolvidas em nossas escolas forneciam subs\u00eddios para a pr\u00e1tica da cidadania por parte dos alunos? Sendo assim, este texto tem por objetivo abordar as contradi\u00e7\u00f5es entre o discurso e os subs\u00eddios fornecidos pelo sistema educacional brasileiro. Decorrente deste, pretende-se verificar como a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental vem sendo abordada nos livros did\u00e1ticos do 7\u00ba ano [antiga 6\u00aa serie] adotados pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de Pernambuco\/ PE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, o ensino de Ci\u00eancias, em nossas escolas, ocorreu em fun\u00e7\u00e3o de conceitos e defini\u00e7\u00f5es, que deveriam ser reproduzidos [na \u00edntegra] pelos alunos. Com isso, o ensino dessa disciplina teve como foco apenas a supervaloriza\u00e7\u00e3o de conceitos cient\u00edficos. Esse posicionamento refletiu-se n\u00e3o s\u00f3 na metodologia de ensino dessa disciplina, mas tamb\u00e9m nos livros did\u00e1ticos, o que excluia a possibilidade de o aluno refletir acerca de quest\u00f5es atreladas \u00e0 realidade, de ter acesso a um mundo politizado e, por conseguinte, exercar a pr\u00e1tica da cidadania. Tal postura persistiu em nossas escolas durantes anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, nos \u00faltimos trinta anos, a quest\u00e3o ambiental tornou-se objeto de in\u00fameras discuss\u00f5es, por conta da situa\u00e7\u00e3o calamitosa na qual se encontra o planeta. Atualmente, o mundo convive com dramas originados pela falta de uma consci\u00eancia ecol\u00f3gica, que coloque em n\u00edveis de equidade o desenvolvimento econ\u00f4mico e natural. Diante disso, surgiram diversos estudos sobre a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental. Tais estudos t\u00eam por objetivo levar o homem a refletir sobre o equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e naturais. E, sobretudo, despertar nele uma consci\u00eancia cr\u00edtica e preventiva. No Brasil, esses estudos refletiram-se nos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais -PCNs. Esses novos paradigmas est\u00e3o sendo adotados por diversos livros did\u00e1ticos, com a pretens\u00e3o de levar os alunos a compreender sua rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e, sobretudo, lev\u00e1 &#8211; los a refletir acerca dos efeitos de suas a\u00e7\u00f5es. O que ocasiona o desenvolvimento de uma consci\u00eancia cr\u00edtica e preventiva. Assim, o livro did\u00e1tico passa a abordar quest\u00f5es sociais, para levar o aluno a refletir e, consequentemente, atuar na sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, nem sempre essa perspectiva esteve presente nos manuais did\u00e1ticos dessa disciplina. Essa afirmativa surge a partir da an\u00e1lise de tr\u00eas livros did\u00e1ticos de Ci\u00eancias da 6\u00aa serie, de duas d\u00e9cadas distintas. S\u00e3o eles: Os Seres Vivos (CRUZ, 1995), Os Seres Vivos (BARROS, 2000) e Projeto Ararib\u00e1 Ci\u00eancias (CRUZ, 2006). Esses livros foram usados em Escolas da Rede Estadual de Ensino em Pernambuco &#8211; PE. Os resultados apontam que: os dois primeiros livros retratam a quest\u00e3o ambiental de forma sint\u00e9tica, superficial e resumida. Tal abordagem consiste em pequenas notas e coment\u00e1rios no final de cada cap\u00edtulo. Assim, percebe &#8211; se uma incipiente abordagem da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental. Ambos d\u00e3o \u00eanfase \u00e0s defini\u00e7\u00f5es, com base em textos te\u00f3ricos e atividades que requerem respostas localizadoras. Essas respostas d\u00e3o \u00eanfase aos posicionamentos do autor, em detrimento da reflex\u00e3o do aluno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, percebe-se que as quest\u00f5es s\u00e3o acr\u00edticas, na medida em que restringem-se a conceitos apenas. O terceiro livro, por sua vez, tem uma abordagem mais ampla, que objetiva n\u00e3o s\u00f3 levar o aluno a compreender os conceitos, abrangendo, assim, o processo de conscientiza\u00e7\u00e3o dos alunos, levando-os a refletir sobre problem\u00e1ticas sociais e, por conseguinte, inser\u00ed-los no contexto de participa\u00e7\u00e3o social. Para isso, o autor utiliza atividades de compreens\u00e3o textual, com base em textos, gr\u00e1ficos, imagens, tabelas, etc. Al\u00e9m disso, as atividades usadas estimulam a capacidade do aluno de opinar e argumentar. Nesse sentido, percebe &#8211; se que, apesar de os trabalhos sobre a problem\u00e1tica ambiental terem se iniciado h\u00e1 d\u00e9cadas, sua inser\u00e7\u00e3o nos manuais did\u00e1ticos ocorreu tardiamente. Mas, sobretudo, percebe-se que o sistema educacional brasileiro n\u00e3o fornecia subs\u00eddios para o exerc\u00edcio pleno da cidadania, ainda que esse discurso estivesse propagado na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Silvio Profirio da Silva, Wilka de Andrade Dias, Andr\u00e9 Almeida da Silva e Jacineide Gabriel Arcanjo, professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Jornal da Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo enviado para o JCEmail pelos autores. O discurso de uma educa\u00e7\u00e3o voltada para a forma\u00e7\u00e3o de um aluno que exer\u00e7a\u00a0 plenamente sua cidadania n\u00e3o \u00e9 algo recente na hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 anos esse discurso est\u00e1 difundido na sociedade brasileira. 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