{"id":822,"date":"2009-07-11T19:33:52","date_gmt":"2009-07-11T22:33:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=822"},"modified":"2011-02-25T15:45:10","modified_gmt":"2011-02-25T18:45:10","slug":"extrativismo-nao-e-solucao-para-a-amazonia-diz-pesquisador-da-embrapa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=822","title":{"rendered":"Extrativismo n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o para a Amaz\u00f4nia, diz pesquisador da Embrapa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Produtos da floresta tendem a ser plantados, afirma Alfredo Homma. Para engenheiro, \u00e1rea j\u00e1 derrubada precisa ser mais bem aproveitada<\/p>\n<p>Iber\u00ea Then\u00f3rio escreve para o \u201cGlobo Amaz\u00f4nia\u201d:<\/p>\n<p>A retirada de produtos da floresta, como a seiva da seringueira e a castanha-do-par\u00e1, n\u00e3o s\u00e3o economicamente vi\u00e1veis a longo prazo. Essa \u00e9 a opini\u00e3o do engenheiro agr\u00f4nomo da Embrapa Alfredo Homma, que h\u00e1 mais de 30 anos estuda a economia rural na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, os produtos extrativistas (retirados da natureza) tendem a ser \u201cdomesticados\u201d em planta\u00e7\u00f5es quando a procura por eles \u00e9 muito forte.<\/p>\n<p>\u201cNa natureza h\u00e1 um determinado n\u00famero de seringueiras, castanheiras. Para um seringueiro cortar (retirar seiva de) 450 \u00e1rvores, precisa trabalhar em um espa\u00e7o de 300 a 500 hectares. Essa mesma quantidade de seringueiras voc\u00ea pode plantar em um campo de futebol\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Homma, produtos retirados da floresta, como a castanha-do-par\u00e1, tendem a ser plantados e ter maior rentabilidade. Isso faz com que reservas criadas para a extra\u00e7\u00e3o desses produtos tornem-se economicamente invi\u00e1veis, segundo o pesquisador.<\/p>\n<p>O extrativismo tem sido uma das principais apostas dos governos para proteger a Amaz\u00f4nia. No Brasil, h\u00e1 49 reservas extrativistas e 65 florestas nacionais federais. Esses lugares foram criados especialmente para a retirada controlada de produtos da floresta, preservando a mata.<\/p>\n<p>Para Homma, o fim do extrativismo \u00e9 algo natural, pois a produtividade desse tipo de atividade \u00e9 muito baixa, e tende a n\u00e3o dar conta da demanda. \u201cFoi por isso que os ingleses perceberam que a produ\u00e7\u00e3o extrativa de borracha n\u00e3o dava para sustentar o mundo. Tanto que eles levaram daqui 70 mil sementes em 1876. Logo que essas seringueiras come\u00e7aram a produzir, por volta de 1910, eles venderam a borracha por um pre\u00e7o 30 vezes menor.\u201d<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10253px;left:-5674px;\"><a href=\"http:\/\/www.goldenplec.com\/download\/the-company-men-full-movie\">the company men review movie<\/a><\/div>\n<p>Outro problema, segundo o engenheiro agr\u00f4nomo, \u00e9 que os produtos retirados da mata podem ser trocados por substitutos artificiais. \u201cO pau-rosa, por exemplo, foi substitu\u00eddo pelo linalol sint\u00e9tico, origin\u00e1rio do petr\u00f3leo. Na borracha, dois ter\u00e7os do consumo mundial \u00e9 da borracha sint\u00e9tica.\u201d<\/p>\n<p>Mais planta\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para a agropecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, segundo Homma, \u00e9 aproveitar melhor o espa\u00e7o que j\u00e1 foi desmatado plantando esp\u00e9cies que hoje s\u00e3o retiradas da floresta. Isso protegeria a mata e ao mesmo tempo evitaria o colapso econ\u00f4mico que poderia vir com o fim do extrativismo.<\/p>\n<p>\u201cMuitas plantas da Amaz\u00f4nia j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando a ser cultivadas. Noventa por cento da do cupua\u00e7u, por exemplo, j\u00e1 \u00e9 plantado. Tamb\u00e9m \u00e9 o caso do jaborandi. Hoje a Merck [empresa do ramo farmac\u00eautico] tem uma planta\u00e7\u00e3o de 500 hectares em Barra do Corda, no Maranh\u00e3o, e n\u00e3o compra mais jaborandi [da floresta].\u201d<\/p>\n<p>O engenheiro tamb\u00e9m afirma que parte da \u00e1rea que j\u00e1 foi derrubada deve ser reflorestada. Nos topos de morro e na beira dos rios, deveria ser devolvida a vegeta\u00e7\u00e3o original. No restante, contudo, Homma defende a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores com valor comercial. \u201cAs pessoas n\u00e3o v\u00e3o reflorestar por reflorestar. Um reflorestamento de eucalipto, mogno ou Teka custa R$ 2 mil por hectare. Isso tem que ter retorno\u201d, diz.<br \/>\n(G1, 10\/7)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtos da floresta tendem a ser plantados, afirma Alfredo Homma. Para engenheiro, \u00e1rea j\u00e1 derrubada precisa ser mais bem aproveitada Iber\u00ea Then\u00f3rio escreve para o \u201cGlobo Amaz\u00f4nia\u201d: A retirada de produtos da floresta, como a seiva da seringueira e a castanha-do-par\u00e1, n\u00e3o s\u00e3o economicamente vi\u00e1veis a longo prazo. 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