{"id":8252,"date":"2011-09-27T09:44:17","date_gmt":"2011-09-27T12:44:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8252"},"modified":"2011-09-27T12:19:39","modified_gmt":"2011-09-27T15:19:39","slug":"brasil-reivindica-extensao-maior-da-amazonia-azul","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8252","title":{"rendered":"Brasil reivindica extens\u00e3o maior da Amaz\u00f4nia Azul"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o 3,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, aos quais o Brasil quer somar mais 960 mil quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea em \u00e1guas internacionais, que seriam extens\u00e3o da plataforma continental brasileira.<\/p>\n<p>Um territ\u00f3rio pouco explorado, com a mesma extens\u00e3o de \u00e1rea da Amaz\u00f4nia Legal, rico em biodiversidade e recursos naturais. Um mundo submarino com vastas reservas de ouro, diamante, fosfatos, cobalto, entre outras riquezas repousam nesse local. \u00c9 a Amaz\u00f4nia Azul, assim batizada pela Marinha Brasileira, e que inclui o mar territorial e a Zona Econ\u00f4mica Exclusiva da plataforma continental jur\u00eddica brasileira, somando 200 milhas a partir da costa. S\u00e3o 3,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, aos quais o Brasil quer somar mais 960 mil quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea em \u00e1guas internacionais, que seriam extens\u00e3o da plataforma continental brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para isso, o Pa\u00eds pediu em 2004 a extens\u00e3o de seus direitos econ\u00f4micos sobre essa \u00e1rea, de acordo com a Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas Sobre o Direito do Mar. Do total pleiteado, 190 mil quil\u00f4metros quadrados n\u00e3o foram concedidos pela ONU, que alegou inconsist\u00eancias no pedido brasileiro. O Brasil agora realiza novos estudos para reapresentar o pleito e conseguir a totalidade da \u00e1rea junto \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que esconde o subsolo marinho da Amaz\u00f4nia Azul? Come\u00e7ando pelo b\u00e1sico, areia e cascalho para constru\u00e7\u00e3o civil e reconstru\u00e7\u00e3o de praias. Depois, mat\u00e9ria-prima para insumos agr\u00edcolas, como carbonatos, fosforitas e sais de pot\u00e1ssio. &#8220;O potencial nessa \u00e1rea \u00e9 grande e o Brasil importa 90% dos fertilizantes usados na agricultura&#8221;, destaca Kaiser de Souza, chefe da divis\u00e3o de geologia marinha do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (CPRM). Tamb\u00e9m h\u00e1 possibilidade de se explorar ouro e diamante na foz de rios que cruzam prov\u00edncias aur\u00edferas e diamant\u00edferas. &#8220;Especialmente na Foz do Jequitinhonha, na Bahia, e do Rio Gurupi, entre o Maranh\u00e3o e o Par\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra riqueza potencial da Amaz\u00f4nia Azul s\u00e3o as crostas cobalt\u00edferas, ricas em minerais met\u00e1licos, como cobalto, mangan\u00eas, n\u00edquel, cobre e terras raras. &#8220;A China, que controla o mercado mundial de terras raras, hoje pesquisa sua plataforma continental e tamb\u00e9m \u00e1reas internacionais do Atl\u00e2ntico Sul&#8221;, diz Kaiser. O mapa tamb\u00e9m aponta reservas de sulfetos polimet\u00e1licos, ricos em zinco, ouro e platina, associados \u00e0 Cordilheira Meso-Oce\u00e2nica, no Atl\u00e2ntico Sul. &#8220;H\u00e1 ainda petr\u00f3leo e minerais f\u00f3sseis, como o carv\u00e3o no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina&#8221;, afirma Kaiser. &#8220;Ou dos hidratos de g\u00e1s, que s\u00e3o bols\u00f5es de g\u00e1s natural congelados sob a press\u00e3o do subsolo, presentes no litoral da Amaz\u00f4nia e do Rio Grande do Sul.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o deve esperar um desfecho para seu pedido de extens\u00e3o dos direitos de explora\u00e7\u00e3o marinha para come\u00e7ar sua jornada na Amaz\u00f4nia Azul. Segundo Kaiser, o Brasil est\u00e1 atrasado na corrida internacional pela minera\u00e7\u00e3o submarina. &#8220;China, Jap\u00e3o, Coreia, \u00cdndia, Fran\u00e7a, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra est\u00e3o desenvolvendo tecnologia para isso. A Austr\u00e1lia explora sulfetos polimet\u00e1licos a 1,6 mil metros de profundidade.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para acelerar o ritmo, \u00e9 necess\u00e1rio intensificar as pesquisas iniciadas na \u00faltima d\u00e9cada e investir em tecnologia, bem como criar um marco regulat\u00f3rio adequado para a explora\u00e7\u00e3o mineral submarina. &#8220;\u00c9 preciso que tudo isso aconte\u00e7a simultaneamente&#8221;, diz Kaiser. Ele lembra que o Brasil come\u00e7ou a pesquisar a tecnologia de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em \u00e1guas profundas h\u00e1 quase quatro d\u00e9cadas e hoje \u00e9 l\u00edder nessa \u00e1rea. &#8220;Naquela \u00e9poca, a explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o era comercialmente vi\u00e1vel, exatamente como as reservas minerais da Amaz\u00f4nia Azul, hoje.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto o governo n\u00e3o avan\u00e7a na regulamenta\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Azul, algumas empresas d\u00e3o os primeiros passos nessa \u00e1rea, explorando algas calc\u00e1rias do tipo lithotamnium para uso na agricultura e pecu\u00e1ria. \u00c9 o caso da Dragamar, criada em 2006, para explorar reservas desse material na regi\u00e3o de Tut\u00f3ia, no litoral do Maranh\u00e3o. No fim de 2010, o Ibama liberou uma licen\u00e7a para a explora\u00e7\u00e3o de 500 toneladas do produto por m\u00eas. Paulo Wetzel, diretor da empresa, considera o volume pouco atraente do ponto de vista comercial e diz que a empresa entrou com um pedido de aumento nesse limite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto aguarda a amplia\u00e7\u00e3o do limite, a Dragamar investiu de R$ 15 milh\u00f5es em uma planta industrial na regi\u00e3o para processar o material in natura retirado da jazida de Tut\u00f3ia. &#8220;O mercado potencial para o litothamnium \u00e9 muito promissor&#8221;, diz Wetzel. &#8220;Estudos realizados por n\u00f3s, ao longo dos \u00faltimos quatro anos, demonstram ganhos expressivos de produtividade tanto na agricultura, como na pecu\u00e1ria, confirmando as enormes vantagens do material, difundido na Europa h\u00e1 s\u00e9culos. Sendo assim, o mercado exterior tamb\u00e9m se mostra muito atrativo, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da larga utiliza\u00e7\u00e3o que o produto j\u00e1 experimenta nos mercado europeu, asi\u00e1tico e americano.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra pioneira da minera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Azul \u00e9 a TWB Minera\u00e7\u00e3o. A empresa, que realiza pesquisas na \u00e1rea h\u00e1 duas d\u00e9cadas, vinha prospectando algas calc\u00e1rias na regi\u00e3o entre o Arquip\u00e9lago de Trindade e o Esp\u00edrito Santo. Segundo o gerente-executivo da empresa, Luiz Eduardo Anchieta da Silva, trata-se de uma outra variedade de lithotamniun, mais leve e rica em minerais do que as esp\u00e9cies similares encontradas perto do litoral. &#8220;Nossas pesquisas apontam excelentes resultados do produto na fruticultura, na soja e especialmente na cana-de-a\u00e7\u00facar.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar do resultado promissor, a TWB amargou um rev\u00e9s. A empresa teve seus alvar\u00e1s cassados pelo Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DPNM), porque o governo considerou que a atividade estava sendo em \u00e1reas internacionais.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o 3,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, aos quais o Brasil quer somar mais 960 mil quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea em \u00e1guas internacionais, que seriam extens\u00e3o da plataforma continental brasileira. Um territ\u00f3rio pouco explorado, com a mesma extens\u00e3o de \u00e1rea da Amaz\u00f4nia Legal, rico em biodiversidade e recursos naturais. 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