{"id":8254,"date":"2011-09-27T09:46:32","date_gmt":"2011-09-27T12:46:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8254"},"modified":"2011-09-27T09:47:10","modified_gmt":"2011-09-27T12:47:10","slug":"nao-falta-agua-no-mundo-afirmam-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8254","title":{"rendered":"N\u00e3o falta \u00e1gua no mundo, afirmam especialistas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Maior desafio n\u00e3o \u00e9 a escassez de \u00e1gua, mas a utiliza\u00e7\u00e3o ineficiente do recurso<\/strong><\/p>\n<p>Existe \u00e1gua suficiente no mundo para responder \u00e0s necessidades alimentares, energ\u00e9ticas, industriais e ambientais no s\u00e9culo XXI. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada em n\u00fameros publicados na revista\u00a0<em>Water International<\/em>, lan\u00e7ada nesta segunda-feira no XIV Congresso Mundial da \u00c1gua. De acordo com dados da publica\u00e7\u00e3o, o maior desafio h\u00eddrico n\u00e3o \u00e9 a escassez de \u00e1gua, mas combater a utiliza\u00e7\u00e3o ineficiente e a distribui\u00e7\u00e3o irregular do recurso natural que flui das principais bacias hidrogr\u00e1ficas do mundo, como as dos rios S\u00e3o Francisco, no Brasil, e Nilo, na \u00c1frica.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, os governos precisam atuar com mais empenho na distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua para impedir a competi\u00e7\u00e3o e ajudar a enfrentar um dos maiores problemas da humanidade: aumentar a produ\u00e7\u00e3o de comida enquanto a popula\u00e7\u00e3o do mundo cresce. As conclus\u00f5es foram tra\u00e7adas com base em um estudo de cinco anos, feita por cientistas de 30 pa\u00edses em 10 bacias ao redor do mundo: Andes e S\u00e3o Francisco na Am\u00e9rica do Sul; Limpopo, N\u00edger, Nilo e Volta, na \u00c1frica; e os rios Indo-Ganges, Karkheh, Mekong e Amarelo, na \u00c1sia.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua da chuva &#8211;\u00a0<\/strong>Uma sugest\u00e3o do relat\u00f3rio \u00e9 aproveitar mais a \u00e1gua da chuva, particularmente nas regi\u00f5es chuvosas da \u00c1frica subsaariana. Com investimentos modestos, afirmam os especialistas, seria poss\u00edvel produzir entre duas e tr\u00eas vezes mais comida do que atualmente. Os pesquisadores identificaram grandes \u00e1reas f\u00e9rteis na \u00c1sia e na Am\u00e9rica do Sul onde a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1, pelo menos, 10% abaixo do seu potencial. Por exemplo, no sistema Indo-Ganges, na \u00cdndia, 23% do cultivo de arroz est\u00e1 rendendo metade do seu potencial. De acordo com o relat\u00f3rio, se os governos aproveitarem melhor a \u00e1gua da chuva, a produ\u00e7\u00e3o pode aumentar rapidamente e, ainda, a press\u00e3o sobre as bacias e rios seria aliviada.<\/p>\n<p><strong>Conflitos &#8211;\u00a0<\/strong>Apesar de existir \u00e1gua suficiente no mundo, os conflitos continuar\u00e3o se os desafios da agricultura, pecu\u00e1ria e produ\u00e7\u00e3o de energia forem considerados isolados. De acordo com os especialistas, a maioria das regi\u00f5es estudadas possui uma administra\u00e7\u00e3o fragmentada das bacias e n\u00e3o relaciona os diferentes setores que utilizam a \u00e1gua. &#8220;Precisamos repensar completamente como os setores podem tirar vantagem dos benef\u00edcios das bacias&#8221;, disseram os autores.<\/p>\n<figure style=\"width: 476px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/50480\/rio-nilo-espaco-620-size-598.jpg?1317047163\" alt=\"O Rio Nilo, na \u00c1frica, um dos maiores do mundo, visto do espa\u00e7o\" width=\"476\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O Rio Nilo, na \u00c1frica, um dos maiores do mundo, visto do espa\u00e7o (Creatas \/ ThinkStock)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior desafio n\u00e3o \u00e9 a escassez de \u00e1gua, mas a utiliza\u00e7\u00e3o ineficiente do recurso Existe \u00e1gua suficiente no mundo para responder \u00e0s necessidades alimentares, energ\u00e9ticas, industriais e ambientais no s\u00e9culo XXI. 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