{"id":836,"date":"2009-07-15T21:06:17","date_gmt":"2009-07-16T00:06:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=836"},"modified":"2011-03-07T15:30:55","modified_gmt":"2011-03-07T18:30:55","slug":"dna-revela-historia-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=836","title":{"rendered":"DNA revela hist\u00f3ria da mata atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Diversidade gen\u00e9tica de r\u00e3 mostra que variedade biol\u00f3gica do bioma surgiu de ref\u00fagios onde esp\u00e9cies se diversificavam. \u00c1reas permanentes de floresta, sem secas, ondas de frio nem invas\u00e3o do mar moldaram biodiversidade local em 12 milh\u00f5es de anos<\/p>\n<p>Eduardo Geraque escreve para a \u201cFolha de SP\u201d:<\/p>\n<p>Uma nova teoria baseada na gen\u00e9tica oferece uma explica\u00e7\u00e3o para a origem da grande variedade de vida da mata atl\u00e2ntica. Os grupos animais desse ecossistema teriam se diversificado a partir de &#8220;ref\u00fagios&#8221; localizados por todo o litoral do sudeste do Brasil, processo que ocorreu ao longo dos \u00faltimos 12 milh\u00f5es de anos, pelo menos.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese foi elaborada pelo grupo de Cinthia Brasileiro, ec\u00f3loga da Unifesp (Universidade Federal de S\u00e3o Paulo). J\u00e1 se sabia que o sul da Bahia atuava como um desses n\u00facleos que funcionavam como &#8220;f\u00e1bricas de esp\u00e9cies&#8221;, mas o trabalho da cientista mostra que havia v\u00e1rios deles. E o surgimento dos cinco grandes agrupamentos de ref\u00fagios n\u00e3o ocorreu em sentido \u00fanico, do norte para o sul, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o significa que eram cinco grandes ref\u00fagios. Cada uma das regi\u00f5es tinha v\u00e1rias dessas \u00e1reas&#8221;, disse Brasileiro \u00e0 Folha, comentando estudo que publicou na revista &#8220;Molecular Ecology&#8221;. &#8220;Elas [as \u00e1reas] existiram mais ou menos da mesma forma por milh\u00f5es de anos.&#8221;<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9849px;left:-5974px;\"><a href=\"http:\/\/www.reportcomplaints.com\/watch\/faster-dvdrip\">psp faster movie download<\/a><\/div>\n<p>O segredo dos ref\u00fagios \u00e9 que eles est\u00e3o sempre florestadas, n\u00e3o sofrem secas, \u00e9pocas de frio ou oscila\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar. Por isso, dentro deles, a diversidade da vida tende sempre a aumentar. Um dos motivos, por exemplo, \u00e9 o grande n\u00famero de nichos ecol\u00f3gicos dispon\u00edveis para colonizar.<\/p>\n<p>Para um anf\u00edbio que tem uma popula\u00e7\u00e3o vivendo em brom\u00e9lias, por exemplo, o universo dele est\u00e1 restrito apenas a um determinado bromelial. Mas outra popula\u00e7\u00e3o pode colonizar um \u00fanico riacho, e assim sucessivamente. O surgimento de novas esp\u00e9cies da fauna e da flora -al\u00e9m da diferencia\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es de uma mesma esp\u00e9cie- pode ocorrer a partir disso.<\/p>\n<p>Para que os dois processos se desenrolem, por\u00e9m, \u00e9 preciso que o clima seja favor\u00e1vel por milh\u00f5es de anos provavelmente, ou que o n\u00edvel do mar des\u00e7a (no per\u00edodo estudado ele oscilou por volta de 200 metros). Com isso, a floresta aumenta de tamanho e os bichos passam a ter uma \u00e1rea maior para prospectar novos habitats.<\/p>\n<p>A biodiversidade ampliada, na sequ\u00eancia, passar\u00e1 a ocupar novas regi\u00f5es geogr\u00e1ficas. Na pr\u00e1tica, o surgimento do centro de biodiversidade no sul de S\u00e3o Paulo, entre S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Cananeia, ilustra a tese defendida por Brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;A diversidade, nessa \u00e1rea, come\u00e7ou h\u00e1 1 milh\u00e3o de anos, aproximadamente. Essa \u00e1rea \u00e9 mais antiga do que a identificada no norte de S\u00e3o Paulo, mas mais nova do que as \u00e1reas estudadas no Rio de Janeiro e no Esp\u00edrito Santo &#8220;, diz a cientista da Unifesp.<\/p>\n<p>Portanto, o que o grupo de pesquisa defende \u00e9 que houve uma origem diferente entre as duas \u00e1reas e n\u00e3o um processo que come\u00e7ou no norte da regi\u00e3o ocupada pela mata atl\u00e2ntica e veio em dire\u00e7\u00e3o ao sul.<\/p>\n<p>Biografadas pelo DNA<\/p>\n<p>A ferramenta gen\u00e9tica usada por Brasileiro foi o estudo do DNA de duas esp\u00e9cies de r\u00e3s -amostras de 137 indiv\u00edduos, no total. As amostras foram comparadas, e as diferen\u00e7as entre elas revelam a biografia dos dois grupos de anf\u00edbios.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 apenas um estudo de filogeografia [o mapeamento das diversidades gen\u00e9ticas de uma esp\u00e9cie ao longo do tempo] que corrobora a ideia dos ref\u00fagios para toda a mata atl\u00e2ntica&#8221;, diz Brasileiro. H\u00e1 outros estudos em andamento procurando confirmar a hip\u00f3tese, alguns deles com dados coletados nas ilhas do litoral paulista.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da atual Jureia, a mata ficou separada do resto do continente at\u00e9 5.000 anos atr\u00e1s, aproximadamente. &#8220;A diversidade nessa \u00e1rea \u00e9 ainda mais recente do que nas outras regi\u00f5es estudadas, com 200 mil anos.&#8221; Isso indica, segundo Brasileiro, que a separa\u00e7\u00e3o pelo mar acabou criando, neste caso, mais um ref\u00fagio.<\/p>\n<p>Processo mais ou menos parecido pode estar em curso hoje em ilhas paulistas como Queimada Grande ou Alcatrazes.<br \/>\n(Folha de SP, 12\/7) <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversidade gen\u00e9tica de r\u00e3 mostra que variedade biol\u00f3gica do bioma surgiu de ref\u00fagios onde esp\u00e9cies se diversificavam. \u00c1reas permanentes de floresta, sem secas, ondas de frio nem invas\u00e3o do mar moldaram biodiversidade local em 12 milh\u00f5es de anos Eduardo Geraque escreve para a \u201cFolha de SP\u201d: Uma nova teoria baseada na gen\u00e9tica oferece uma explica\u00e7\u00e3o &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=836\"> <span class=\"screen-reader-text\">DNA revela hist\u00f3ria da mata atl\u00e2ntica<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[87,440,20,43],"tags":[457,3854,3801,458],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/836"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=836"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4164,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/836\/revisions\/4164"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}