{"id":8400,"date":"2011-10-10T10:41:28","date_gmt":"2011-10-10T13:41:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8400"},"modified":"2011-10-10T10:41:28","modified_gmt":"2011-10-10T13:41:28","slug":"estudo-mostra-evolucao-das-florestas-de-11-paises","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8400","title":{"rendered":"Estudo mostra evolu\u00e7\u00e3o das florestas de 11 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p>A ideia de que s\u00f3 o Brasil protege suas florestas e que os outros pa\u00edses acabaram com elas para se desenvolver, argumento forte da bancada ruralista ao propor mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal, est\u00e1 em xeque em um estudo divulgado ontem pelo Greenpeace.<\/p>\n<p>A Su\u00e9cia tinha 56% de cobertura florestal em 1950 e hoje tem 69%. A China tinha entre 5% a 9% de florestas originais e plantadas h\u00e1 60 anos, e hoje, com o intenso esfor\u00e7o de reflorestar, aumentou o percentual para 22%. O dado polon\u00eas era 24%, hoje \u00e9 30%. A ideia de que s\u00f3 o Brasil protege suas florestas e que os outros acabaram com elas para se desenvolver, argumento forte da bancada ruralista ao propor mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal, est\u00e1 em xeque em um estudo divulgado ontem pelo Greenpeace. O trabalho faz uma compara\u00e7\u00e3o do que aconteceu e o que acontece com as florestas de onze na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo foi assinado por dois importantes institutos de pesquisa em floresta, o brasileiro Imazon e o brit\u00e2nico Proforest, ligado \u00e0 Universidade de Oxford. Um dos objetivos era investigar &#8220;o quanto de verdade existe por tr\u00e1s de uma antiga cren\u00e7a &#8211; a de que o C\u00f3digo Florestal, como a jabuticaba, \u00e9 s\u00f3 nosso&#8221;, diz o pr\u00f3logo do estudo. A inten\u00e7\u00e3o era descobrir qual a trajet\u00f3ria das florestas de cada pa\u00eds, qual o marco legal em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento e quais os incentivos para quem quer reflorestar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alguns pa\u00edses foram escolhidos porque s\u00e3o pot\u00eancias econ\u00f4micas e tamb\u00e9m pelo tamanho do territ\u00f3rio, como China e Estados Unidos. A China, al\u00e9m do fato de ser a principal pot\u00eancia emergente contempor\u00e2nea e ter desmatado muito at\u00e9 recentemente, est\u00e1 em curva ascendente sob o ponto de vista de cobrir de verde suas terras. Os EUA n\u00e3o poderiam faltar: o pa\u00eds desmatou apenas 1% em 100 anos, mas &#8220;\u00e9 o que mais produz gr\u00e3os no mundo&#8221;, lembra Paulo Adario, diretor da campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace. Tamb\u00e9m est\u00e3o no estudo Alemanha, Fran\u00e7a e Jap\u00e3o, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Holanda, Pol\u00f4nia, Su\u00e9cia e Reino Unido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1948, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), o Brasil tinha mais de 90% de seu territ\u00f3rio coberto, diz Adalberto Ver\u00edssimo, pesquisador s\u00eanior do Imazon e coordenador do estudo. Hoje, este percentual est\u00e1 em 56%. &#8220;Proporcionalmente, o Brasil tem menos floresta que Jap\u00e3o e Su\u00e9cia&#8221;, diz ele. O caso japon\u00eas \u00e9 surpreendente: pa\u00eds pequeno e populoso, tem 69% de cobertura vegetal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a FAO, o Brasil continua desmatando a uma taxa de 0,6% ao ano. &#8220;Se continuar assim, em 10 anos teremos perdido algo perto a 12 vezes o Estado do Rio de Janeiro&#8221;, diz Ver\u00edssimo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo mostra que a trajet\u00f3ria florestal dos pa\u00edses come\u00e7a muito alta e depois h\u00e1 um decr\u00e9scimo bastante relacionado \u00e0 expans\u00e3o da agricultura, diz Adario. Com a percep\u00e7\u00e3o de que o desmatamento prejudica a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, ocorre press\u00e3o da sociedade e a curva muda de dire\u00e7\u00e3o. Entre os 11 pa\u00edses analisados, apenas a Indon\u00e9sia prossegue desmatando. &#8220;O Brasil n\u00e3o estabilizou o desmatamento, continua caminhando ladeira abaixo&#8221;, diz ele. &#8220;Temos que discutir exatamente isso: o Brasil quer ser moderno e manter floresta ou o qu\u00ea?&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O estudo \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o ao debate&#8221;, diz Adario. &#8220;Mas o debate esteve marcado por premissas falsas, que, de tanto repetidas, viraram verdadeiras.&#8221; Uma delas \u00e9 que o marco legal brasileiro amarra os propriet\u00e1rios, a agricultura nacional e que o Pa\u00eds \u00e9 \u00fanico no mundo a proceder assim, diz. &#8220;O trabalho do Imazon-Proforest demonstra que isso n\u00e3o \u00e9 verdade.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele lembra que, na Fran\u00e7a, a convers\u00e3o de florestas em terras particulares tem de ser justificada, e s\u00f3 pode ocorrer em \u00e1reas de at\u00e9 quatro hectares. Na \u00cdndia, onde quase todas as \u00e1reas florestais s\u00e3o estatais, uma decis\u00e3o do governo central n\u00e3o pode ser revertida pelos Estados. O C\u00f3digo Florestal japon\u00eas n\u00e3o permite a convers\u00e3o de florestas estatais ou privadas, exceto em casos muito espec\u00edficos e raros. No Reino Unido, derrubar floresta para a agricultura n\u00e3o \u00e9 permitido. A lei florestal chinesa, no geral, impede que florestas sejam suprimidas para dar lugar \u00e0 minera\u00e7\u00e3o ou projetos de infraestrutura.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ideia de que s\u00f3 o Brasil protege suas florestas e que os outros pa\u00edses acabaram com elas para se desenvolver, argumento forte da bancada ruralista ao propor mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal, est\u00e1 em xeque em um estudo divulgado ontem pelo Greenpeace. 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