{"id":842,"date":"2009-07-17T00:15:19","date_gmt":"2009-07-17T03:15:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=842"},"modified":"2011-02-23T02:06:12","modified_gmt":"2011-02-23T05:06:12","slug":"especiacao-sem-barreiras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=842","title":{"rendered":"Especia\u00e7\u00e3o sem barreiras"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Estudo feito por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos prop\u00f5e mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies biol\u00f3gicas que n\u00e3o envolve barreiras f\u00edsicas ou isolamento geogr\u00e1fico. Trabalho foi publicado na revista Nature<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9143px;left:-5389px;\"><a href=\"http:\/\/www.upstartblogger.com\/movie\/download-the-tourist\">the tourist full movie<\/a><\/div>\n<p>Trabalhando com simula\u00e7\u00f5es em modelos matem\u00e1ticos, um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos acaba de propor um mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies biol\u00f3gicas que n\u00e3o envolve barreiras f\u00edsicas ou isolamento geogr\u00e1fico. O estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o desta quinta-feira (16\/7) da revista Nature.<\/p>\n<p>De acordo com o primeiro autor do artigo, o professor Marcus Aloizio Martinez de Aguiar, do Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mecanismo mais conhecido de forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies biol\u00f3gicas \u00e9 a chamada especia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica: barreiras ecol\u00f3gicas impedem a troca de genes entre indiv\u00edduos de uma mesma popula\u00e7\u00e3o que, ao longo do tempo e submetidos a distintas press\u00f5es de sele\u00e7\u00e3o natural, acabam por gerar esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<p>Segundo ele, a principal contribui\u00e7\u00e3o do novo estudo \u00e9 ter sugerido um mecanismo de especia\u00e7\u00e3o que prescinde das barreiras espaciais e da sele\u00e7\u00e3o natural, mas cujos resultados s\u00e3o compat\u00edveis com os padr\u00f5es de abund\u00e2ncia de esp\u00e9cies observadas na natureza.<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de esp\u00e9cies existentes atualmente \u00e9 muito grande \u2013 cerca de 100 milh\u00f5es \u2013, o que indica que a especia\u00e7\u00e3o \u00e9 a regra e n\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o. Portanto, os mecanismos de especia\u00e7\u00e3o devem ser muito simples, embora sua compreens\u00e3o n\u00e3o seja trivial. Um deles, sem d\u00favida, \u00e9 o processo de isolamento geogr\u00e1fico, mas \u00e9 improv\u00e1vel que seja o \u00fanico. Nosso estudo aponta para a exist\u00eancia de um mecanismo diferente, em conson\u00e2ncia com as observa\u00e7\u00f5es experimentais\u201d, disse Aguiar \u00e0 Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n<p>O artigo foi publicado pelo f\u00edsico e colegas das universidades de Boston e do Arizona e do New England Complex Systems Institute, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Segundo Aguiar, uma das hip\u00f3teses aceitas para explicar a diferencia\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies com mecanismo de especia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00e9 o avan\u00e7o das geleiras nas eras glaciais, que formavam barreiras e isolavam grupos de animais por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>\u201cMas alguns estudos confirmaram casos, como o da forma\u00e7\u00e3o de certas esp\u00e9cies de aves, que n\u00e3o tinham correla\u00e7\u00e3o com a glacia\u00e7\u00e3o, sugerindo que deveria haver outros mecanismos. Aparentemente, o isolamento geogr\u00e1fico n\u00e3o d\u00e1 conta de observar toda a variedade de esp\u00e9cies observada na natureza\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Utilizando modelos matem\u00e1ticos, os pesquisadores simularam popula\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos id\u00eanticos distribu\u00eddos no espa\u00e7o de forma a permitir a reprodu\u00e7\u00e3o entre aqueles que n\u00e3o estivessem muito distantes uns dos outros. Mas, a partir de certa dist\u00e2ncia, essa reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorria.<\/p>\n<p>\u201cConseguimos determinar que existe uma dist\u00e2ncia cr\u00edtica para que um indiv\u00edduo escolha um parceiro para a reprodu\u00e7\u00e3o, mesmo sem a exist\u00eancia de barreiras. O tamanho dessa vizinhan\u00e7a onde as escolhas s\u00e3o feitas foi um dos par\u00e2metros do modelo\u201d, explicou Aguiar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do fator relacionado \u00e0 dist\u00e2ncia, o estudo determinou tamb\u00e9m que a reprodu\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorre quando os indiv\u00edduos t\u00eam um certo grau de semelhan\u00e7a gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m da dist\u00e2ncia espacial, h\u00e1 tamb\u00e9m uma dist\u00e2ncia gen\u00e9tica cr\u00edtica. O que mostramos \u00e9 que, se a dist\u00e2ncia espacial ou gen\u00e9tica for muito grande, n\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies. Existe uma regi\u00e3o de par\u00e2metros na qual a especia\u00e7\u00e3o ocorre e uma outra na qual n\u00e3o ocorre\u201d, disse.<\/p>\n<p>Congestionamento natural<\/p>\n<p>No modelo desenvolvido, cada vez que a especia\u00e7\u00e3o ocorria os cientistas analisavam quantas esp\u00e9cies eram formadas e quantos indiv\u00edduos apareciam em cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cEsses padr\u00f5es de n\u00fameros de indiv\u00edduos e de esp\u00e9cies s\u00e3o mais ou menos universais. As an\u00e1lises estat\u00edsticas dessas quantidades se mostraram bastante compat\u00edveis com o que \u00e9 observado na natureza. Esse foi um dos pontos fortes do estudo\u201d, disse Aguiar.<\/p>\n<p>Segundo ele, o mecanismo de especia\u00e7\u00e3o proposto, que n\u00e3o envolve o processo de sele\u00e7\u00e3o natural, \u00e9 conhecido como mecanismo neutro. \u201cTrata-se de uma forma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de esp\u00e9cies, sem nenhuma press\u00e3o seletiva. \u00c9 um processo natural que aparece simplesmente por conta de uma forma\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>O surgimento de esp\u00e9cies sem barreiras f\u00edsicas espec\u00edficas, segundo o estudo, pode ser comparado aos pesados fluxos de tr\u00e1fego de ve\u00edculos, que podem formar engarrafamentos mesmo em casos isentos de acidentes ou barreiras.<\/p>\n<p>O artigo Global patterns of speciation and diversity, de Marcus Aguiar e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com<br \/>\n(F\u00e1bio de Castro, da Ag\u00eancia Fapesp, 16\/7) <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo feito por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos prop\u00f5e mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies biol\u00f3gicas que n\u00e3o envolve barreiras f\u00edsicas ou isolamento geogr\u00e1fico. 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