{"id":8429,"date":"2011-10-11T12:24:40","date_gmt":"2011-10-11T15:24:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8429"},"modified":"2011-10-11T12:24:40","modified_gmt":"2011-10-11T15:24:40","slug":"mata-atlantica-guarda-menos-carbono-devido-a-fragmentacao-drastica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8429","title":{"rendered":"Mata Atl\u00e2ntica guarda menos carbono devido \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica"},"content":{"rendered":"<p>A mata atl\u00e2ntica \u00e9 uma das florestas mais fragmentadas e devastadas do mundo. Atualmente cerca de 12% da floresta sobrevive, grande parte em fragmentos pequenos, muito menores que 100 hectares. O estudo \u201cCarbon storage in a fragmented landscape of Atlantic forest: the role played by edge-affected habitats and emergent trees\u201d, publicado no peri\u00f3dico<em>\u00a0Tropical Conservation Science<\/em>\u00a0demonstra como esta fragmenta\u00e7\u00e3o impacta a capacidade do bioma em seq\u00fcestrar o carbono.<\/p>\n<p>O estudo revelou que 92% da floresta armazenam apenas metade do potencial de carbono devido \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o e efeito de borda, que inclui os danos devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o maior aos ventos e secas nas \u00e1reas mais externas da floresta.<\/p>\n<p>Os pesquisadores mediram o carbono ao longo de tr\u00eas habitats da Mata Atl\u00e2ntica e descobriram que os estoques variam entre 42 toneladas de carbono por hectare (t\/C\/ha) na borda da floresta e 579 t\/C\/ha em seu interior. Em m\u00e9dia, o interior das florestas guarda quase tr\u00eas vezes mais carbono do que os fragmentos ou bordas das florestas.<\/p>\n<p>\u201cNossos resultados indicam que a redu\u00e7\u00e3o do carbono nos habitats afetados pela borda resulta (parcialmente) da menor abundancia de \u00e1rvores grandes (especialmente \u00e1rvores muito altas) assim como da aus\u00eancia de compensa\u00e7\u00e3o do carbono proveniente do dossel remanescente e de esp\u00e9cies de \u00e1rvores do sub-bosque\u201d, explicam os autores. Eles constaram que as florestas estocam menos carbono a uma distancia de at\u00e9 500 metros da borda.<\/p>\n<p>Extrapolando os resultados para toda a Mata Atl\u00e2ntica, os cientistas descobriram que atualmente apenas 8% da floresta \u00e9 capaz de alcan\u00e7ar o potencial completo de seq\u00fcestro de carbono. O resto sofre impactos diversos do efeito de borda e fragmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos chamar aten\u00e7\u00e3o para o potencial colapso da capacidade de estoque de carbono da Mata Atl\u00e2ntica devido a atual configura\u00e7\u00e3o dos remanescentes, amplamente dominados por habitats sob efeito de borda\u201d, escreveram os autores.<\/p>\n<p>\u201cPresumindo que as paisagens modificadas pelos humanos (na sua maioria hiper fragmentadas) podem representar o futuro da maioria das florestas tropicais, outros estudos devem verificar os padr\u00f5es e mecanismos examinados aqui para o bem dos servi\u00e7os ecol\u00f3gicos da floresta tropical\u201d, completaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Mater Natura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mata atl\u00e2ntica \u00e9 uma das florestas mais fragmentadas e devastadas do mundo. Atualmente cerca de 12% da floresta sobrevive, grande parte em fragmentos pequenos, muito menores que 100 hectares. 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