{"id":8438,"date":"2011-10-14T09:30:05","date_gmt":"2011-10-14T12:30:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8438"},"modified":"2011-10-14T09:30:05","modified_gmt":"2011-10-14T12:30:05","slug":"seca-amazonica-gerou-emissao-recorde-com-co2-que-superou-a-india","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8438","title":{"rendered":"Seca amaz\u00f4nica gerou emiss\u00e3o recorde com CO2 que superou a \u00cdndia"},"content":{"rendered":"<p>A seca extrema na regi\u00e3o amaz\u00f4nica de julho a setembro de 2010 causou redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de floresta e a libera\u00e7\u00e3o de 1,8 bilh\u00e3o de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico para a atmosfera &#8211;mais do que a emiss\u00e3o anual de CO2 da \u00cdndia no mesmo ano.<\/p>\n<p>A partir de imagens de sat\u00e9lite indicando o qu\u00e3o verde estava a floresta, combinadas com simula\u00e7\u00f5es computacionais do ciclo do carbono, Christopher Potter, pesquisador do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa (ag\u00eancia espacial dos EUA), apresentou um cen\u00e1rio preocupante para o ecossistema da regi\u00e3o.<\/p>\n<figure style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/11035170.jpeg\" alt=\"Embarca\u00e7\u00f5es encalhadas na areia em Tef\u00e9, no Estado da Amaz\u00f4nia; durante a estiagem devastadora de 2010\" width=\"440\" height=\"246\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Embarca\u00e7\u00f5es encalhadas na areia em Tef\u00e9, no Estado da Amaz\u00f4nia; durante a estiagem devastadora de 2010. (Foto: Rodrigo Baleia\/Folhapress)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em estudo publicado na revista cient\u00edfica &#8220;Environmental Research Letters&#8221;, Potter e colaboradores mostraram que essa foi a pior seca da hist\u00f3ria recente da floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Os efeitos dessa falta de chuva, segundo eles, s\u00e3o &#8220;basicamente equivalentes aos efeitos combinados do desmate e dos inc\u00eandios&#8221;.<\/p>\n<p>Por volta de 40% da \u00e1rea desflorestada da Amaz\u00f4nia teve pouca chuva no per\u00edodo. O n\u00edvel da \u00e1gua do rio Negro no porto de Manaus foi o mais baixo j\u00e1 registrado em cem anos de acompanhamento.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do aprisionamento de CO2 atmosf\u00e9rico pelas plantas e o aumento de sua libera\u00e7\u00e3o na decomposi\u00e7\u00e3o das que morreram foram as consequ\u00eancias ecol\u00f3gicas abordadas no estudo.<\/p>\n<p>As \u00e1reas mais afetadas foram as por\u00e7\u00f5es florestais da Col\u00f4mbia, do Equador, do Acre e do oeste do Amazonas Por um lado, os autores dizem que parte disso pode ser recuperada lentamente a partir da chegada de chuvas, assim como ocorreu com a seca de 2005, a maior at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, segundo as previs\u00f5es dos modelos, esse aumento de secas severas, em parte fruto do desmatamento e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pode sair do controle e levar a Amaz\u00f4nia ao colapso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Marco Varella, Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A seca extrema na regi\u00e3o amaz\u00f4nica de julho a setembro de 2010 causou redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de floresta e a libera\u00e7\u00e3o de 1,8 bilh\u00e3o de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico para a atmosfera &#8211;mais do que a emiss\u00e3o anual de CO2 da \u00cdndia no mesmo ano. 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