{"id":8444,"date":"2011-10-14T09:43:33","date_gmt":"2011-10-14T12:43:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8444"},"modified":"2011-10-14T09:43:33","modified_gmt":"2011-10-14T12:43:33","slug":"reserva-ajuda-a-preservar-a-flora-e-a-fauna-da-mata-atlantica-em-al","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8444","title":{"rendered":"Reserva ajuda a preservar a flora e a fauna da Mata Atl\u00e2ntica em AL"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lugar tem se tornando fonte inesgot\u00e1vel para pesquisas acad\u00eamicas.\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Mais de 600 esp\u00e9cies da flora foram catalogadas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A natureza caprichou nas paisagens da cidade de Coruripe, litoral sul de\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/alagoas\/\">Alagoas<\/a>. A maior riqueza do lugar brota na terra desde os tempos da coloniza\u00e7\u00e3o. O verde dos canaviais se estende por toda parte. Pequenas ilhas de um verde mais escuro escaparam do desmatamento que a monocultura da cana produziu.<\/p>\n<p>De um lado fica a Mata Atl\u00e2ntica e do outro o canavial. Durante s\u00e9culos as planta\u00e7\u00f5es de cana avan\u00e7aram pelo territ\u00f3rio que era da floresta. Fragmentada e dividida em peda\u00e7os, a mata ainda abriga tesouros preciosos da natureza, como o s\u00edtio do pau-brasil, que tem a import\u00e2ncia reconhecida pelo mundo.<\/p>\n<p>\u00c1rvores centen\u00e1rias que est\u00e3o entre as mais antigas do pa\u00eds transformaram o peda\u00e7o da floresta em um posto avan\u00e7ado da reserva da biosfera da Mata Atl\u00e2ntica, t\u00edtulo conferido pela Unesco, a organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e cultura.<\/p>\n<p><strong>Intoc\u00e1vel<\/strong><br \/>\nO cen\u00e1rio \u00e9 bem parecido com a \u00e9poca do descobrimento, com \u00e1rvores nativas gigantes misturadas a outras esp\u00e9cies da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>&#8220;Eu diria que este \u00e9 um dos mais importantes s\u00edtios de pau-brasil nativos para o Brasil de forma geral porque s\u00e3o poucos os lugares onde \u00e9 poss\u00edvel encontrar popula\u00e7\u00f5es de pau-brasil em estado nativo\u201d, explica a bi\u00f3loga Ros\u00e2ngela Lemos.<\/p>\n<p>A vigil\u00e2ncia \u00e9 constante e necess\u00e1ria. Armadilhas foram aprendidas com ca\u00e7adores que provocariam cicatrizes na floresta. Para guardar para sempre este patrim\u00f4nio da natureza, a usina criou duas RPPNs, Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural, que t\u00eam 288 hectares de mata nativa. As \u00e1reas s\u00e3o separadas por uma propriedade de outro dono. \u00c9 uma parte pequena dos 36 mil hectares de um gigante do setor sucroalcooleiro. A usina esmaga mais de 11 milh\u00f5es de toneladas de cana por ano.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que o ganho maior foi a conscientiza\u00e7\u00e3o como um todo. N\u00f3s t\u00ednhamos j\u00e1 o objetivo da RPPN porque n\u00f3s t\u00ednhamos a mata nativa. Essa nativa era para preservar os mananciais h\u00eddricos e todas as nossas nascentes. \u00c9 a grande vantagem\u201d, justifica C\u00edcero Augusto, gerente da usina.<\/p>\n<p><strong>Conhecimento cient\u00edfico<\/strong><br \/>\nA RPPN est\u00e1 completando 10 anos e t\u00eam se tornando uma fonte inesgot\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas acad\u00eamicas. Pesquisadores de todo o pa\u00eds encontram no \u00fanico fragmento de 219 hectares uma biodiversidade riqu\u00edssima que nem sequer imaginavam.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Marcelo Oliveira, de Minas Gerais, instalou 12 c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas no meio da mata. O projeto, da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Biotr\u00f3picos, pretende mapear e calcular a quantidade de animais que ainda restam na reserva. Para atrair os bichos, o bi\u00f3logo usa sardinha como isca. Em um ano de trabalho, foram feitos centenas de registros. Os bichos da mata foram fotografados de dia e de noite, em quantidade e diversidade surpreendentes<\/p>\n<p>A maior fa\u00e7anha das armadilhas fotogr\u00e1ficas foi registrar em movimento a a\u00e7\u00e3o de uma jaguatirica, uma on\u00e7a pequena. O quati, atra\u00eddo pelo cheiro da isca, logo outro apareceu. A cotia desfilou diante da c\u00e2mera e foi farejando de um lado para o outro. S\u00f3 conhecendo os moradores \u00e9 poss\u00edvel proteg\u00ea-los.<\/p>\n<p>Para que a mata fique de p\u00e9 foi preciso mudar a rela\u00e7\u00e3o do maior predador com a floresta. Quinhentas fam\u00edlias que moram no povoado vizinho e estavam acostumadas a transformar \u00e1rvores em lenha e animais em refei\u00e7\u00e3o passaram a respeitar a mata. A estrat\u00e9gia passou pela conscientiza\u00e7\u00e3o e o fortalecimento dos moradores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Globo Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lugar tem se tornando fonte inesgot\u00e1vel para pesquisas acad\u00eamicas.\u00a0 Mais de 600 esp\u00e9cies da flora foram catalogadas.\u00a0 A natureza caprichou nas paisagens da cidade de Coruripe, litoral sul de\u00a0Alagoas. A maior riqueza do lugar brota na terra desde os tempos da coloniza\u00e7\u00e3o. O verde dos canaviais se estende por toda parte. 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