{"id":8507,"date":"2011-10-20T08:52:19","date_gmt":"2011-10-20T11:52:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8507"},"modified":"2011-10-20T08:52:19","modified_gmt":"2011-10-20T11:52:19","slug":"comercio-excessivo-de-atum-rabilho-pode-diminuir-populacao-da-especie","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8507","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio excessivo de atum-rabilho pode diminuir popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"<p><strong>Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior \u00e0 permitida.<\/strong><br \/>\n<strong>Entre 1998 a 2010, com\u00e9rcio da esp\u00e9cie movimentou US$ 13 bi no mundo.<\/strong><\/p>\n<p>Levantamento realizado pela organiza\u00e7\u00e3o ambiental Pew Environment Group, dos<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>, aponta que a comercializa\u00e7\u00e3o do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior \u00e0 cota permitida pela Comiss\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o do Atum Atl\u00e2ntico (ICCAT na sigla em ingl\u00eas), fato que pode ser uma amea\u00e7a \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>De acordo com a an\u00e1lise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na \u00c1sia (principalmente na produ\u00e7\u00e3o de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes \u00edndices n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.<\/p>\n<p>Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negocia\u00e7\u00f5es estimadas em US$ 13,5 bilh\u00f5es). Entretanto, no per\u00edodo a cota permitida era de 98 mil toneladas.<\/p>\n<p>Para a organiza\u00e7\u00e3o ambiental, se os limites de comercializa\u00e7\u00e3o do atum-rabilho, tamb\u00e9m conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atl\u00e2ntico, n\u00e3o forem respeitados, a chance de aumentar a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie at\u00e9 2022 cai em 24%, segundo uma avalia\u00e7\u00e3o feita por cientistas a pedido da ICCAT.<\/p>\n<figure style=\"width: 532px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\" \" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/06\/28\/aptopix-south-korea_fran.jpg\" alt=\"Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cort\u00e1-lo em peda\u00e7os no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho j\u00e1 pescado no pa\u00eds, e seu pre\u00e7o \u00e9 avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man\/AP)\" width=\"532\" height=\"336\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Esp\u00e9cie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido \u00e0 sobrepesca (Foto: Lee Jin-man\/AP)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Risco de desaparecer<\/strong><br \/>\nEste peixe corre risco de extin\u00e7\u00e3o de acordo com a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN da sigla em ingl\u00eas). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido \u00e0 ocorr\u00eancia de sobrepesca (retirada acima do que \u00e9 permitido por \u00f3rg\u00e3os ambientais) em algumas regi\u00f5es, a esp\u00e9cie pode ser uma das primeiras a desaparecer.<\/p>\n<p>O estudo da Pew Environment Group aponta que se os pa\u00edses membros da comiss\u00e3o internacional n\u00e3o desenvolverem um sistema de documenta\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica para controlar a venda da esp\u00e9cie, o combate \u00e0 pesca ilegal ficar\u00e1 mais dif\u00edcil. Al\u00e9m disso, a ONG cobra medidas punitivas para pr\u00e1ticas ilegais.<\/p>\n<p>Fonte: Globo Natureza, S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior \u00e0 permitida. Entre 1998 a 2010, com\u00e9rcio da esp\u00e9cie movimentou US$ 13 bi no mundo. 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