{"id":8519,"date":"2011-10-20T09:17:38","date_gmt":"2011-10-20T12:17:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8519"},"modified":"2011-10-20T09:17:38","modified_gmt":"2011-10-20T12:17:38","slug":"pais-faz-mais-obras-mas-diminui-gastos-com-a-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8519","title":{"rendered":"Pa\u00eds faz mais obras, mas diminui gastos com a conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil est\u00e1 fazendo mais obras de infraestrutura, mas est\u00e1 investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 de uma an\u00e1lise de economistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles calculam que a propor\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente no bolo da infraestrutura caiu de quase 6% para 2% nos \u00faltimos oito anos.<\/p>\n<figure style=\"width: 385px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/11288177.gif\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"659\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Editoria de arte\/Folhapress<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Carlos Eduardo Young e Andr\u00e9 Santoro, a verba para a pasta, exclu\u00edda a folha de pagamento, tem se mantido estagnada em cerca de R$ 500 milh\u00f5es pelo menos desde o ano 2000.<\/p>\n<p>As dota\u00e7\u00f5es de outras pastas, como Transporte e Cidades, por\u00e9m, explodiram: a primeira viu seus recursos crescerem 257% entre 2000 e 2010; a \u00faltima, 558%.<\/p>\n<p>A distor\u00e7\u00e3o se agravou ap\u00f3s o in\u00edcio do PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento), em 2007. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 nenhuma indica\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o de recursos para o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, mesmo este sendo parte fundamental do setor&#8221;, escreve a dupla.<\/p>\n<p>Mesmo quando s\u00e3o considerados os gastos ambientais de outros setores do governo &#8211;por exemplo, a\u00e7\u00f5es de despolui\u00e7\u00e3o da ba\u00eda da Guanabara, a cargo do Minist\u00e9rio das Cidades-, Young e Santoro apontam estagna\u00e7\u00e3o: somadas, as verbas para controle e preserva\u00e7\u00e3o ambiental do governo n\u00e3o chegaram a R$ 300 milh\u00f5es em 2010.<\/p>\n<p>O resultado, afirmam, \u00e9 uma m\u00e1 gest\u00e3o ambiental dos novos projetos. Ap\u00f3s o PAC, a cria\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas protegidas estagnou. E as que existem n\u00e3o encontram recursos para sua regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria &#8211;como a\u00a0<strong>Folha<\/strong>\u00a0mostrou em mar\u00e7o, existe uma \u00e1rea equivalente \u00e0 do Paran\u00e1 em propriedades e posses privadas dentro de unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o depende de recursos pesados&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. Ele admite que o Brasil &#8220;est\u00e1 devendo&#8221; nesse quesito.<\/p>\n<p>Gaetani afirma que para 2012 houve um &#8220;aumento substancial&#8221; dos recursos para a pasta, mas diz que dinheiro s\u00f3 n\u00e3o resolve os problemas do minist\u00e9rio. &#8220;Mais do que or\u00e7amento, nosso problema \u00e9 de gente&#8221;, prossegue.<\/p>\n<p>De acordo com Gaetani, as atribui\u00e7\u00f5es do minist\u00e9rio cresceram nos \u00faltimos anos, sem que houvesse aumento correspondente no quadro. Desde 2009 tramita na C\u00e2mara um projeto de lei para amplia\u00e7\u00e3o do quadro de analistas ambientais do Ibama e do Instituto Chico Mendes.<\/p>\n<p>Fonte: Claudio Angelo, Bras\u00edlia, Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil est\u00e1 fazendo mais obras de infraestrutura, mas est\u00e1 investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas. 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