{"id":8636,"date":"2011-10-31T11:17:07","date_gmt":"2011-10-31T14:17:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8636"},"modified":"2011-10-31T11:17:07","modified_gmt":"2011-10-31T14:17:07","slug":"veterinarios-usam-a-criatividade-para-salvar-animais-em-uberaba","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8636","title":{"rendered":"Veterin\u00e1rios usam a criatividade para salvar animais em Uberaba"},"content":{"rendered":"<p><strong>Foram criadas rodas para locomo\u00e7\u00e3o, casco de resina e perna mec\u00e2nica.<\/strong><br \/>\n<strong>Profissionais ajudam at\u00e9 no enfrentamento de doen\u00e7as como o c\u00e2ncer.<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/10\/28\/loboguarauberaba1.jpg\" alt=\"Lobo-guara analisado por estudante no Hospital Veterin\u00e1rio de Uberaba (Foto: Veterin\u00e1rio Cl\u00e1udio Yudi)\" width=\"300\" height=\"226\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Lobo-guara analisado por estudante no Hospital Veterin\u00e1rio (Foto: Cl\u00e1udio Yudi\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Hospital Veterin\u00e1rio de Uberaba, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, tem chamado a aten\u00e7\u00e3o pelo cuidado com os animais e pela criatividade nas t\u00e9cnicas adotadas em tratamentos. Para ajudar os bichos sobreviverem a problemas de sa\u00fade como c\u00e2ncer e defici\u00eancias f\u00edsicas, os profissionais j\u00e1 fizeram rodinhas para jabuti, criaram casco de resina, t\u00eam ensinado filhotes de cachorros a andar com duas patas, implantaram cauda em beija-flor e at\u00e9 perna mec\u00e2nica em um lobo-guar\u00e1, animal t\u00edpico da regi\u00e3o do Cerrado.<\/p>\n<div><strong>saiba mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/minas-gerais\/triangulo-mineiro\/fotos\/2011\/10\/animais-assistidos-pelo-hospital-veterinario-de-uberaba.html\">GALERIA DE FOTOS: Profissionais usam t\u00e9cnicas para facilitar a vida dos bichos<br \/>\n<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Os animais s\u00e3o para muita gente parte da fam\u00edlia, tanto que quando est\u00e3o doentes a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer o que antes parecia imposs\u00edvel se tornar poss\u00edvel. Recentemente veterin\u00e1rios da cidade tentam ajudar tr\u00eas filhotes de cachorro a andar. Bethoven, Pitoco e Vit\u00f3ria t\u00eam um problema gen\u00e9tico chamado amelia, que causa a falta dos membros superiores. A defici\u00eancia \u00e9 causada tanto por fatores gen\u00e9ticos quanto pelo ambiente. O caso, que \u00e9 uma raridade na ci\u00eancia, despertou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores do Hospital Veterin\u00e1rio: eles n\u00e3o t\u00eam as patas da frente.<\/p>\n<p>Segundo o veterin\u00e1rio Cl\u00e1udio Yudi, filhotes de uma mesma ninhada nasceram com a mesma defici\u00eancia, que \u00e9 algo raro. \u201cOs dois machos j\u00e1 conseguiram andar s\u00f3 com as duas patas de tr\u00e1s, mas a f\u00eamea ainda enfrenta dificuldades e talvez seja preciso a implanta\u00e7\u00e3o de uma pr\u00f3tese\u201d, explicou. Ainda conforme Yudi, a pr\u00f3tese deve ser uma esp\u00e9cie de cadeira de rodas que ir\u00e1 dar suporte para o animal onde seriam as patas dianteiras. Quando atingirem a idade adulta os animais ser\u00e3o castrados para evitar que as futuras gera\u00e7\u00f5es sejam afetadas pelo mesmo problema.<\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/10\/28\/jabutirodinhasirmamariahelena.jpg\" alt=\"Jabuti rodinhas irm\u00e3 Maria Helena em Uberaba (Foto: Luiz Vieira\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Irm\u00e3 Maria Helena e jabuti rodinhas em Uberaba (Foto: Luiz Vieira\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Jabutis ganham nova vida\u00a0<\/strong><br \/>\nEles t\u00eam a fama de serem lentos e at\u00e9 pregui\u00e7osos, mas a hist\u00f3ria de Miguinho, um jabuti que vive na Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Dominicanas em Uberaba, \u00e9 um pouco diferente. Ap\u00f3s sofrer um acidente ao passar pr\u00f3ximo de um fio de cerca el\u00e9trica, o animal pegou uma infec\u00e7\u00e3o e perdeu uma das patas. Ele foi um dos pacientes do Hospital Veterin\u00e1rio e l\u00e1 ganhou vida nova, ou melhor, rodinhas. Foram feitas duas adapta\u00e7\u00f5es, a primeira delas implantada no in\u00edcio de mar\u00e7o deste ano, onde foi implantada uma rodinha para substituir o membro amputado.<\/p>\n<p>Como o animal demonstrou certa dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o, uma semana depois foi implantada outra rodinha para dar estabilidade aos movimentos. Hoje Miguinho n\u00e3o enfrenta mais dificuldades, passa apenas por algumas manuten\u00e7\u00f5es nas rodinhas no hospital, quando necess\u00e1rio. Segundo a irm\u00e3 dominicaca, Maria Helena Salazar, o jabuti esta cada vez melhor. \u201cEle est\u00e1 mais ligeiro, temos que ficar atentos e deixar ele em local plano como foi recomendado pelo veterin\u00e1rio. Quando ele fica solto \u00e9 preciso ficar atento pra n\u00e3o perder ele no jardim.\u201d-completa.<\/p>\n<p>Outro jabuti que recebeu aten\u00e7\u00e3o especial foi Jabite, de apenas oito anos. O animal teve 95% do corpo queimado em um inc\u00eandio e n\u00e3o sobreviveria sem a carapa\u00e7a. Para n\u00e3o sacrific\u00e1-lo, a equipe desenvolveu um casco feito com resina odontol\u00f3gica. Foi necess\u00e1rio aproximadamente um ano de tratamento para que Jabite ficasse recuperado e a pr\u00f3tese ajustada. Hoje s\u00e3o necess\u00e1rias apenas algumas revis\u00f5es, pois o jabuti ainda \u00e9 jovem e dever\u00e1 triplicar de tamanho, ou seja, o novo casco pode quebrar se n\u00e3o for ajustado constantemente. \u201c\u00c9 preciso um acompanhamento para ver o estado da pr\u00f3tese de resina, pois Jabite ainda deve crescer e pode quebrar o casco. Ser\u00e1 preciso fazer pequenos reparos\u201d, ressaltou Cl\u00e1udio Yudi.<\/p>\n<p><strong>Papagaio passa por cirurgia ap\u00f3s ser diagnosticado com c\u00e2ncer<br \/>\n<\/strong>H\u00e1 alguns anos o papagaio Frederico foi diagnosticado com dois n\u00f3dulos causados pela fuma\u00e7a do cigarro. A fam\u00edlia que vive com a ave h\u00e1 19 anos t\u00eam v\u00e1rios fumantes e isso transformou Frederico em um fumante passivo. O animal foi tratado no Hospital Veterin\u00e1rio de Uberaba e l\u00e1 passou por uma cirurgia. Hoje curado vive bem ao lado da fam\u00edlia, que dispensou o cigarro quando est\u00e1 perto do falante Frederico.<\/p>\n<p><strong>Beija-flor recebe transplante de cauda<\/strong><br \/>\nOutro caso curioso tratado pelos especialistas de Uberaba foi o transplante de cauda feito em um beija-flor. A ave teve a cauda arrancada ap\u00f3s um ataque de um cachorro. No hospital foi feito um implante para que o beija-flor voltasse a voar normalmente. A cauda do p\u00e1ssaro foi recuperada e colada com cola cir\u00fargica especial, depois disso ele foi solto.<\/p>\n<p><strong>Animal t\u00edpico do cerrado, lobo-guar\u00e1 ganha perna mec\u00e2nica\u00a0<\/strong><br \/>\nUm lobo guar\u00e1 de aproximadamente dois anos foi encontrado em uma fazenda no munic\u00edpio de Ver\u00edssimo, no Tri\u00e2ngulo Mineiro. O animal foi resgatado pela 5\u00aa Companhia da Pol\u00edcia Militar, muito ferido e com dificuldade para andar. A suspeita \u00e9 que ele tenha sido atropelado numa rodovia que corta a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s exames foi constatado que o animal estava debilitado, desidratado e com uma fratura exposta no tornozelo da pata traseira esquerda. \u201cA fratura \u00e9 antiga, ou seja, j\u00e1 existem pontos de cicatriza\u00e7\u00e3o do osso, mas infelizmente de forma inadequada, o que impede uma poss\u00edvel cirurgia para a corre\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o veterin\u00e1rio Cl\u00e1udio. O lobo-guar\u00e1 foi encaminhado para o setor de quarentena do zool\u00f3gico de Uberaba. Uma pr\u00f3tese met\u00e1lica est\u00e1 sendo fabricada na cidade para que o animal volte a andar normalmente. Dependendo de como o animal reagir \u00e0 pr\u00f3tese n\u00e3o ser\u00e1 preciso amputar a perna. O lobo-guar\u00e1 \u00e9 uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto as pr\u00f3teses n\u00e3o ficam prontas, a equipe do Hospital Veterin\u00e1rio de Uberaba, composta por especialistas e estudantes, continua desenvolvendo novas ideias e equipamentos para garantir a qualidade de vida dos animais. Para o professor Cl\u00e1udio Yudi \u00e9 uma oportunidade para que os alunos tenham contato com a rotina da profiss\u00e3o e tamb\u00e9m com as mais variadas alternativas de tratamento. \u201cO contato com esses animais \u00e9 sem d\u00favida nenhuma um aprendizado para todos n\u00f3s\u201d, afirmou o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Luiz Vieira, G1, Tri\u00e2ngulo Mineiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram criadas rodas para locomo\u00e7\u00e3o, casco de resina e perna mec\u00e2nica. Profissionais ajudam at\u00e9 no enfrentamento de doen\u00e7as como o c\u00e2ncer. O Hospital Veterin\u00e1rio de Uberaba, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, tem chamado a aten\u00e7\u00e3o pelo cuidado com os animais e pela criatividade nas t\u00e9cnicas adotadas em tratamentos. 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