{"id":8744,"date":"2011-11-14T08:33:56","date_gmt":"2011-11-14T11:33:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8744"},"modified":"2011-11-14T08:33:56","modified_gmt":"2011-11-14T11:33:56","slug":"estudo-mostra-risco-de-incendio-na-amazonia-com-antecipacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8744","title":{"rendered":"Estudo mostra risco de inc\u00eandio na Amaz\u00f4nia com antecipa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Um novo m\u00e9todo promete prever com at\u00e9 cinco meses de anteced\u00eancia os surtos de inc\u00eandios florestais que ocorrem na Amaz\u00f4nia cada vez que uma seca inesperada atinge parte da floresta.<\/p>\n<p>A nova t\u00e9cnica foi apresentada ontem por cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine e do Centro Goddard da Nasa. Os pesquisadores elaboraram o m\u00e9todo com base em medi\u00e7\u00f5es feitas entre 2001 e 2009, analisando a influ\u00eancia do clima dos oceanos sobre a floresta.<\/p>\n<p>O modelo de computador que os cientistas criaram conseguiu prever como oscila\u00e7\u00f5es no superaquecimento do Pac\u00edfico (o El Ni\u00f1o) est\u00e3o relacionadas a secas no leste da Amaz\u00f4nia. Anomalias de temperatura no Atl\u00e2ntico, por outro lado, favorecem mais o espalhamento de inc\u00eandios no sul e sudoeste.<\/p>\n<p>Fazer esse tipo de previs\u00e3o \u00e9 complicado porque, al\u00e9m de estimar quando e onde a floresta vai estar seca, \u00e9 preciso saber onde agricultores v\u00e3o iniciar os inc\u00eandios nas lavouras.<\/p>\n<p>Quando o fogo para limpar o campo de plantio sai do controle \u00e9 que a floresta come\u00e7a a queimar.<\/p>\n<p><strong>SALTO DE F\u00c9<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Yang Chien, autor principal do trabalho, a cria\u00e7\u00e3o do novo modelo precisou de uma esp\u00e9cie de salto de f\u00e9 dos cientistas.<\/p>\n<p>&#8220;Estudos anteriores em geral separavam esse problema em dois, primeiro observando como a temperatura da superf\u00edcie do mar afeta as chuvas e, segundo, como o n\u00edvel de chuvas afeta a ocorr\u00eancia de fogo&#8221;, diz. &#8220;No nosso estudo, decidimos combinar isso diretamente para inferir como a temperatura do mar afeta os inc\u00eandios.&#8221;<\/p>\n<p>O que os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram foi procurar correla\u00e7\u00f5es de longo prazo entre o clima oce\u00e2nico e o florestal. O mecanismo com que essa influ\u00eancia se d\u00e1 ainda \u00e9 pouco compreendido.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s sugerimos que as temperaturas oce\u00e2nicas durante a esta\u00e7\u00e3o \u00famida e no come\u00e7o da esta\u00e7\u00e3o seca s\u00e3o muito importantes para recarregar o n\u00edvel de umidade do solo&#8221;, diz Chien. &#8220;Elas afetam a umidade que alimenta a chuva na esta\u00e7\u00e3o seca.&#8221;<\/p>\n<p>O trabalho dos pesquisadores, publicado nesta sexta-feira na revista &#8220;Science&#8221;, segue os passos de um estudo publicado em julho, liderado pela brasileira K\u00e1tia Fernandes, que j\u00e1 tinha conseguido previs\u00f5es at\u00e9 mais precisas que as de Chien, mas apenas para o oeste da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Segundo Fernandes, as duas t\u00e9cnicas podem ajudar a aumentar a robustez dos sistemas de monitoramento do clima da regi\u00e3o, que hoje s\u00f3 conseguem identificar secas violentas com tr\u00eas semanas de anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;No ano passado, que teve uma seca forte, o governo do Acre suspendeu as permiss\u00f5es de queima para os agricultores, porque o tempo j\u00e1 estava seco e a previs\u00e3o era que continuasse assim&#8221;, conta. Com uma previs\u00e3o de tr\u00eas meses, diz Fernandes, os governos podem antecipar o planejamento desse tipo de medida complicada.<\/p>\n<p>Outros climat\u00f3logos, por\u00e9m, ainda s\u00e3o c\u00e9ticos quanto \u00e0 confiabilidade do m\u00e9todo para per\u00edodos t\u00e3o longos.<br \/>\n&#8220;Faltou os autores desse estudo trabalharem com as previs\u00f5es reais, e n\u00e3o s\u00f3 com os dados coletados&#8221;, diz Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).<\/p>\n<p>Chien, por\u00e9m, afirma que o modelo conseguiu uma previs\u00e3o adequada para meados de 2011. &#8220;S\u00f3 n\u00e3o inclu\u00edmos no estudo porque a esta\u00e7\u00e3o seca ainda n\u00e3o tinha acabado.&#8221;<\/p>\n<figure style=\"width: 508px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/11315227.gif\" alt=\"\" width=\"508\" height=\"668\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Editoria de Arte \/ folhapress<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Rafael Garcia, Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo m\u00e9todo promete prever com at\u00e9 cinco meses de anteced\u00eancia os surtos de inc\u00eandios florestais que ocorrem na Amaz\u00f4nia cada vez que uma seca inesperada atinge parte da floresta. 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