{"id":8842,"date":"2011-11-28T09:56:03","date_gmt":"2011-11-28T12:56:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8842"},"modified":"2011-11-28T09:56:03","modified_gmt":"2011-11-28T12:56:03","slug":"tartarugas-marinhas-sao-ameacadas-por-virus-raro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8842","title":{"rendered":"Tartarugas marinhas s\u00e3o amea\u00e7adas por v\u00edrus raro"},"content":{"rendered":"<p>Um v\u00edrus que produz tumores est\u00e1 dizimando a popula\u00e7\u00e3o de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Corais, situada ao norte da Austr\u00e1lia, onde a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie corre perigo pela falta de alimentos e pela deteriora\u00e7\u00e3o ambiental do habitat.<\/p>\n<p>Algumas tartarugas afetadas pela doen\u00e7a sobrevivem durante certo tempo quando os tumores s\u00e3o externos, mas os tumores causam tamb\u00e9m perda de vis\u00e3o, o que dificulta cada vez mais o animal a buscar alimentos e fugir dos predadores. Quando os tumores s\u00e3o interiores, eles obstruem os \u00f3rg\u00e3os at\u00e9 provocando a morte do animal.<\/p>\n<p>Uma vez contra\u00eddo, o v\u00edrus pode ficar incubado durante anos, assim como a herpes labial nos seres humanos, mas qualquer circunst\u00e2ncia estressante vivida pela tartaruga pode motivar sua manifesta\u00e7\u00e3o, dizem especialistas.<\/p>\n<p>As tartarugas-verdes\u00a0<em>(Chelonia mydas)<\/em>, animais que povoaram a Terra h\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de anos, foram consideradas como esp\u00e9cies em perigo de extin\u00e7\u00e3o em seu habitat natural, os mares tropicais e subtropicais.<\/p>\n<p>Capazes de viajar 2,6 mil quil\u00f4metros na \u00e9poca de migra\u00e7\u00e3o, essas tartarugas habitam v\u00e1rias \u00e1reas do norte da Austr\u00e1lia, entre elas a Grande Barreira de Corais, uma das grandes reservas mundiais de fauna marinha.<\/p>\n<p>Fatores como o desaparecimento de alimentos, a progressiva polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, doen\u00e7as, o desenvolvimento urbano no litoral australiano e o uso das redes por parte dos pescadores aumentam a amea\u00e7a da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Estresse ambiental<\/strong>\u00a0\u2013 H\u00e1 sete anos, os especialistas descobriram que o novo inimigo da tartaruga-verde \u00e9 uma doen\u00e7a denominada \u201cfibropapilomatose\u201d, um herpes-v\u00edrus que produz tumores na superf\u00edcie e muitas vezes no interior do animal, explica a pesquisadora Ellen Ariel, da Universidade James Cook (Austr\u00e1lia).<\/p>\n<p>Por isso, segundo ela, os cientistas acreditam que a doen\u00e7a seja causada por \u201cestresse ambiental\u201d, e aparentemente muitas tartarugas doentes ficam em zonas espec\u00edficas. A pesquisadora acrescenta que o desafio agora \u00e9 determinar a origem da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Neste ano, no nordeste australiano, houve grandes inunda\u00e7\u00f5es e a passagem do ciclone \u201cYasi\u201d, desastres que custaram muitas vidas de tartarugas-verdes, diz o diretor-executivo da representa\u00e7\u00e3o australiana da ONG internacional WWF, Dermot O\u2019Gorman.<\/p>\n<p>Muitos leitos vegetais litor\u00e2neos, considerados uma importante fonte de alimentos das tartarugas-verdes, foram cobertos com sedimentos e polui\u00e7\u00e3o depois das inunda\u00e7\u00f5es e da passagem do \u201cYasi\u201d.<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, as tartarugas doentes n\u00e3o t\u00eam a energia para buscar alimentos e morrem. \u201cMuitas tartarugas sobreviveram, mas agora est\u00e3o morrendo devido aos prolongados per\u00edodos de crise de fome\u201d, conta Ellen.<\/p>\n<p>Estudos recentes revelam que mais da metade das tartarugas-verdes que habitam a ba\u00eda Brisk, no litoral da Grande Barreira de Corais, tinham fibropapilomatose, em um n\u00edvel alt\u00edssimo se comparado com as que vivem em outras zonas, nas quais a incid\u00eancia do v\u00edrus \u00e9 de 5%.<\/p>\n<p>O fato de o v\u00edrus ser quase end\u00eamico na ba\u00eda de Brisk levantou a hip\u00f3tese de que o detonante da doen\u00e7a poderia ser o uso de pesticidas e outros poluentes industriais.<\/p>\n<p>Segundo o WWF, tanto na ba\u00eda Brisk como em outras partes do mundo, entre elas a Fl\u00f3rida (EUA), o v\u00edrus est\u00e1 mais presente em \u00e1reas pr\u00f3ximas aos assentamentos humanos.<\/p>\n<p>Comunidades abor\u00edgenes, autoridades, a Universidade James Cook e o WWF uniram for\u00e7as na regi\u00e3o da Grande Barreira de Corais para tentar salvar as tartarugas-verdes e realizar estudos, incluindo a etiquetagem que permite identificar os animais, para poder assim analisar a fundo suas doen\u00e7as.<\/p>\n<figure style=\"width: 522px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/i0.ig.com\/bancodeimagens\/a1\/1e\/7t\/a11e7t2ufddmwnff2aec7oo5i.jpg\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"326\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Veterin\u00e1rio Leo Foyle, da Universidade James Cook, trata de tartaruga infectada pelo v\u00edrus que produz tumores. Foto: EFE<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte: Portal iG<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um v\u00edrus que produz tumores est\u00e1 dizimando a popula\u00e7\u00e3o de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Corais, situada ao norte da Austr\u00e1lia, onde a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie corre perigo pela falta de alimentos e pela deteriora\u00e7\u00e3o ambiental do habitat. 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