{"id":8902,"date":"2011-12-02T09:57:43","date_gmt":"2011-12-02T12:57:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8902"},"modified":"2011-12-02T09:57:43","modified_gmt":"2011-12-02T12:57:43","slug":"animais-preveem-tremores-por-mudancas-na-agua-dizem-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8902","title":{"rendered":"Animais preveem tremores por mudan\u00e7as na \u00e1gua, dizem cientistas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Teoria \u00e9 de que certos animais sentem altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas no ambiente causadas por part\u00edculas liberadas por rochas sob estresse.<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/12\/01\/h110405152011_cane_toad_304.jpg\" alt=\"Animais que vivem na \u00e1gua ou perto dela s\u00e3o sens\u00edveis a mudan\u00e7as na sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. (Foto: Getty Images \/ via BBC)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Animais que vivem na \u00e1gua ou perto dela s\u00e3o sens\u00edveis a mudan\u00e7as na sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. (Foto: Getty Images \/ via BBC)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cientistas dizem que animais podem ser capazes de perceber mudan\u00e7as qu\u00edmicas que ocorrem na \u00e1gua quando um terremoto est\u00e1 prestes a ocorrer. Este fen\u00f4meno poderia explicar os estranhos comportamentos apresentados por animais em per\u00edodos que antecedem um tremor de terra.<\/p>\n<p>A equipe de cientistas, integrada por pesquisadores da Nasa, nos Estados Unidos, e da Open University da Gr\u00e3-Bretanha, come\u00e7ou a investigar os efeitos qu\u00edmicos dos terremotos ap\u00f3s observar uma col\u00f4nia de sapos que abandonou a lagoa em que vivia na cidade de L&#8217;Aquila, na It\u00e1lia, dias antes de um terremoto, em abril de 2009.<\/p>\n<p>Os especialistas sugerem que as mudan\u00e7as no comportamento dos animais passem a ser observadas e integradas aos mecanismos de previs\u00e3o de terremotos. As conclus\u00f5es dos cientistas foram publicadas na revista cient\u00edfica International Journal of Environmental Research and Public Health.<\/p>\n<p>O artigo descreve um processo pelo qual rochas sob estresse na crosta terrestre liberam part\u00edculas carregadas eletricamente que reagem com a \u00e1gua no solo.<\/p>\n<p>Animais que vivem na \u00e1gua ou perto dela s\u00e3o altamente sens\u00edveis a mudan\u00e7as na sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que eles sejam capazes de sentir essas altera\u00e7\u00f5es dias antes de as rochas finalmente se moverem, provocando o terremoto.<\/p>\n<p>A equipe, liderada por Friedemann Freund, da Nasa, e Rachel Grant, da Open University, espera que sua hip\u00f3tese inspire bi\u00f3logos e ge\u00f3logos a trabalhar juntos para descobrir exatamente como os animais poderiam nos ajudar a reconhecer alguns dos sinais sutis de um terremoto iminente.<\/p>\n<p><strong>Comportamento estranho<\/strong><br \/>\nOs sapos de L&#8217;Aquila n\u00e3o s\u00e3o o primeiro exemplo de comportamento animal estranho antes de um grande abalo s\u00edsmico. Ao longo da Hist\u00f3ria, houve muitos relatos de r\u00e9pteis, anf\u00edbios e peixes se comportando de maneira pouco usual nesses per\u00edodos.<\/p>\n<p>Em julho de 2009, horas ap\u00f3s um grande terremoto na cidade de San Diego, na Calif\u00f3rnia, Estados Unidos, residentes encontraram dezenas de lulas Humboldt nas praias da regi\u00e3o. Essas lulas s\u00e3o normalmente encontradas no fundo do mar, a profundidades de entre 200 a 600 metros.<\/p>\n<p>Em 1975, em Haicheng, na China, muitos moradores relataram ter visto cobras saindo de suas tocas um m\u00eas antes de a cidade ser sacudida por um grande tremor.<\/p>\n<p>O comportamento das cobras era particularmente estranho por ter ocorrido no inverno, per\u00edodo em que elas deveriam estar hibernando. Em temperaturas pr\u00f3ximas de 0\u00baC, sair da toca era praticamente suic\u00eddio para r\u00e9pteis, que dependem de fontes externas de calor para aquecer seus corpos.<\/p>\n<p>Cada um dos exemplos de comportamento animal an\u00f4malo citados \u00e9 \u00fanico. Terremotos de grandes magnitudes s\u00e3o t\u00e3o raros que fica quase imposs\u00edvel estudar detalhadamente os eventos associados a eles.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse aspecto que o caso dos sapos de L&#8217;Aquila se diferencia.<\/p>\n<p><strong>\u00caxodo de sapos<\/strong><br \/>\nA bi\u00f3loga brit\u00e2nica Grant estava monitorando a col\u00f4nia de sapos como parte de um projeto de PhD. &#8220;Foi muito dram\u00e1tico&#8221;, ela lembrou. &#8220;(O n\u00famero de sapos) foi de 96 sapos para quase zero em tr\u00eas dias.&#8221;<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es de Grant foram publicadas na revista cient\u00edfica Journal of Zoology. &#8220;Depois disso, fui contatada pela Nasa&#8221;, ela disse \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>Cientistas da ag\u00eancia espacial americana vinham estudando as mudan\u00e7as qu\u00edmicas que ocorrem quando as rochas est\u00e3o sob extremo estresse. Eles se perguntaram se essas altera\u00e7\u00f5es estariam associadas ao \u00eaxodo em massa dos sapos.<\/p>\n<p>Agora, exames laboratoriais feitos pela equipe revelaram que a crosta da Terra pode afetar diretamente a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da \u00e1gua dentro do lago onde os sapos viviam e se reproduziam naquele momento.<\/p>\n<p>O geof\u00edsico americano Friedemann Freund demonstrou que quando rochas est\u00e3o sob n\u00edveis muito altos de estresse &#8211; provocado, por exemplo, por imensas for\u00e7as tect\u00f4nicas logo antes de um terremoto &#8211; elas liberam part\u00edculas carregadas eletricamente.<\/p>\n<p>Essas part\u00edculas se espalham pelas rochas nas imedia\u00e7\u00f5es, explicou Freund. E quando chegam \u00e0 superf\u00edcie da Terra, reagem com o ar, convertendo mol\u00e9culas de ar em part\u00edculas carregadas eletricamente.<\/p>\n<p>&#8220;\u00cdons positivos presentes no ar s\u00e3o conhecidos na comunidade m\u00e9dica por provocar dores de cabe\u00e7a e n\u00e1usea em seres humanos e por aumentar o n\u00edvel de serotonina, um horm\u00f4nio associado ao estresse, no sangue de animais&#8221;, disse Freund.<\/p>\n<p>Essa rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em cadeia poderia afetar mat\u00e9ria org\u00e2nica dissolvida na \u00e1gua do lago, transformando subst\u00e2ncias org\u00e2nicas inofensivas em materiais t\u00f3xicos para animais aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Trata-se de um mecanismo complicado e os cientistas enfatizaram que a teoria precisa ser testada.<\/p>\n<p>Grant disse, no entanto, que esta \u00e9 a primeira descri\u00e7\u00e3o convincente de um poss\u00edvel mecanismo que funcionaria como um &#8216;sinal pr\u00e9-terremoto&#8217; que animais aqu\u00e1ticos, semi-aqu\u00e1ticos ou que vivem em tocas seriam capazes de perceber, reagindo a ele.<\/p>\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea pensa em todas as coisas que est\u00e3o acontecendo com essas rochas, seria estranho se os animais n\u00e3o fossem afetados de alguma forma&#8221;, ela disse.<\/p>\n<p>Freund disse que o comportamento de animais poderia ser um entre v\u00e1rios acontecimentos interligados que poderiam prever um terremoto.<\/p>\n<p>Fonte: Da BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teoria \u00e9 de que certos animais sentem altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas no ambiente causadas por part\u00edculas liberadas por rochas sob estresse. 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