{"id":8935,"date":"2011-12-06T11:11:16","date_gmt":"2011-12-06T14:11:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8935"},"modified":"2011-12-06T11:11:16","modified_gmt":"2011-12-06T14:11:16","slug":"borboletas-inglesas-evoluiram-para-fugir-do-aquecimento-global-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=8935","title":{"rendered":"Borboletas inglesas evolu\u00edram para fugir do aquecimento global, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Esp\u00e9cie de borboleta que vivia apenas no sul do Reino Unido migrou para o norte, mais frio. Pesquisa identificou mudan\u00e7as gen\u00e9ticas em grupos migrantes<\/strong><\/p>\n<p>Borboletas inglesas est\u00e3o migrando para o norte do pa\u00eds para fugir das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e se adaptando a novos habitats para sobreviver, segundo cientistas das universidades de Bristol e Sheffield, ambas da Gr\u00e3-Bretanha. De acordo com os pesquisadores, \u00e9 o primeiro caso documentado de evolu\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie causada pelo aquecimento global.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s comparamos marcadores gen\u00e9ticos do DNA dessas borboletas com diferentes popula\u00e7\u00f5es de borboletas do Reino Unido e notamos que esses marcadores mostraram diferen\u00e7as entre grupos da mesma esp\u00e9cie&#8221;, afirmou o bi\u00f3logo James Buckley, do Instituto de Biodiversidade da Universidade de Glasgow, na Esc\u00f3cia, em entrevista ao site de VEJA. &#8220;Essas diferen\u00e7as nesses marcadores indicam que houve mudan\u00e7a evolutiva durante a expans\u00e3o para o norte. Mas, com esses dados, ainda n\u00e3o conseguimos identificar que genes podem estar sob sele\u00e7\u00e3o&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Esses marcadores gen\u00e9ticos s\u00e3o pontos espec\u00edficos do DNA das borboletas. Eles s\u00e3o comparados com marcadores que est\u00e3o na mesma posi\u00e7\u00e3o no DNA de outros animais, para identificar diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre elas.<\/p>\n<p>As borboletas, da esp\u00e9cie Brown Argus (<em>Aricia agestis<\/em>), eram end\u00eamicas na regi\u00e3o sul da Gr\u00e3-Bretanha, mas come\u00e7aram a ser vistas na parte mais ao norte da ilha, em regi\u00f5es da Esc\u00f3cia. A pesquisa buscou entender o papel da evolu\u00e7\u00e3o nessa migra\u00e7\u00e3o e os resultados foram publicados nesta quarta-feira na vers\u00e3o digital da revista\u00a0<em>Molecular Ecology<\/em>.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, outras esp\u00e9cies animais est\u00e3o migrando para o norte, mas, provavelmente, muitas n\u00e3o conseguir\u00e3o se adaptar \u00e0 nova moradia. A capacidade evolutiva da Brown Angus impressiona porque a esp\u00e9cie, que voa baixo e se alimenta do p\u00f3len de flores, est\u00e1 habitando paisagens diferentes entre si e da regi\u00e3o original onde eram encontradas originalmente.<\/p>\n<p>Buckley acrescenta que essas descobertas s\u00e3o importantes pois entender a probabilidade e velocidade de mudan\u00e7as adaptativas ajuda a determinar a taxa de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso.<\/p>\n<figure style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/58186\/Borboleta-Brown-Argus-20111130-size-598.jpg?1322675142\" alt=\"Borboleta Brown Angus\" width=\"434\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Borboleta Brown Angus. A esp\u00e9cie inglesa est\u00e1 evolu\u00edndo e migrando do sul para o norte do pa\u00eds para escapar das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (Neil Hulme\/Butterfly Conservation)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie de borboleta que vivia apenas no sul do Reino Unido migrou para o norte, mais frio. 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