{"id":894,"date":"2009-08-06T14:10:49","date_gmt":"2009-08-06T17:10:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=894"},"modified":"2011-03-15T15:39:09","modified_gmt":"2011-03-15T18:39:09","slug":"brasil-e-alemanha-unem-se-em-busca-da-quimica-verde","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=894","title":{"rendered":"Brasil e Alemanha unem-se em busca da qu\u00edmica verde"},"content":{"rendered":"<p>Grupos de pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade Friedrich-Schiller em Jena (Alemanha) uniram-se em uma parceria internacional com o objetivo de fazer avan\u00e7ar o conhecimento em uma \u00e1rea de fronteira do conhecimento: a chamada &#8220;qu\u00edmica verde&#8221;, um conjunto de diretrizes voltado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental dos processos qu\u00edmicos que promete revolucionar a ind\u00fastria e a economia.<\/p>\n<p>Segundo o professor Omar El Seoud, do Instituto de Qu\u00edmica (IQ) da USP, os estudos realizados no \u00e2mbito da parceria envolvem dois aspectos principais: o uso de solventes &#8220;verdes&#8221; e de celuloses de diversas proced\u00eancias, inclusive de baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>&#8220;Os \u00e9steres e \u00e9teres de celulose s\u00e3o usados como fibras, filmes, membranas de hemodi\u00e1lise, aditivos para medicamentos e alimentos, entre outras aplica\u00e7\u00f5es,&#8221; explica ele.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9694px;left:-4161px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/download\/conviction-online\">conviction download dvdrip<\/a><\/div>\n<p>Os solventes &#8220;verdes&#8221; utilizados nas pesquisas s\u00e3o l\u00edquidos i\u00f4nicos, uma alternativa de baixo impacto ambiental aos solventes convencionais utilizados em processos qu\u00edmicos industriais.<\/p>\n<p><strong>L\u00edquidos i\u00f4nicos<\/strong> &#8211; &#8220;Os l\u00edquidos i\u00f4nicos t\u00eam maior estabilidade qu\u00edmica e t\u00e9rmica. S\u00e3o extremamente seguros, pois n\u00e3o s\u00e3o inflam\u00e1veis e praticamente n\u00e3o t\u00eam press\u00e3o de vapor, e podem ser reciclados novamente no processo. Ou seja, s\u00e3o isentos dos perigos usuais dos solventes org\u00e2nicos cl\u00e1ssicos, como o etanol ou o tolueno, que representam riscos de fogo, explos\u00e3o e decomposi\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O que distingue o novo processo, de acordo com o cientista, \u00e9 sua realiza\u00e7\u00e3o sob condi\u00e7\u00f5es homog\u00eaneas, ao contr\u00e1rio do processo industrial atual. &#8220;Esse aspecto permite melhor controle das propriedades e, por consequ\u00eancia, das aplica\u00e7\u00f5es dos produtos obtidos&#8221;, disse.<\/p>\n<p><strong>Produtos de alto valor agregado<\/strong> &#8211; El Seoud conta que o objetivo do uso desses processos n\u00e3o \u00e9 produzir commodities, como fibras, mas produtos de especialidades, com valor agregado, como membranas de hemodi\u00e1lise, cuja efici\u00eancia de filtra\u00e7\u00e3o e compatibilidade com o sangue s\u00e3o cruciais. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio entender e aperfei\u00e7oar cada etapa da rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Embora o Brasil seja um produtor mundial de pasta de celulose para papel, o pa\u00eds n\u00e3o se destaca como produtor de derivados de celulose com valor agregado, em particular aqueles usados nas ind\u00fastrias de fia\u00e7\u00e3o e farmac\u00eautica&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria farmac\u00eautica, por exemplo, utiliza a celulose microcristalina para produzir p\u00edlulas, que, al\u00e9m de uma pequena parte de mat\u00e9ria ativa, s\u00e3o compostas de amido e celulose.<\/p>\n<p><strong>Via de m\u00e3o-dupla<\/strong> &#8211; Segundo o professor, enquanto os brasileiros assimilar\u00e3o conhecimentos dos parceiros alem\u00e3es no desenvolvimento de produtos desse tipo &#8211; tendo em vista o aproveitamento da grande quantidade de celulose dispon\u00edvel no pa\u00eds -, os alem\u00e3es se beneficiar\u00e3o da experi\u00eancia brasileira com filmes derivados de celulose.<\/p>\n<p>&#8220;Ganhamos muito com esse trabalho em conjunto. Eles se interessam principalmente pelos nossos trabalhos com celuloses n\u00e3o-tradicionais, visando \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o da madeira, como o sisal e o baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O projeto de colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 coordenado por El Seoud, no lado brasileiro, e por Thomas Heinze, do Centro de Excel\u00eancia em Pesquisa sobre Polissacar\u00eddeos da Universidade de Jena.<\/p>\n<p><strong>Recursos humanos em qu\u00edmica verde<\/strong> &#8211; &#8220;Uma das principais metas da parceria \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o de recursos humanos, que ainda s\u00e3o muito incipientes nessa \u00e1rea t\u00e3o importante. E o principal diferencial do projeto \u00e9 que ele n\u00e3o se limita \u00e0 pr\u00e1tica tradicional de enviar estudantes brasileiros para o exterior, mas tamb\u00e9m traz alunos estrangeiros para os nossos laborat\u00f3rios. Isso vai ao encontro da necessidade de internacionaliza\u00e7\u00e3o das nossas universidades&#8221;, disse El Seoud.<\/p>\n<p>As primeiras participantes do interc\u00e2mbio s\u00e3o Constance Issbr\u00fcckner, da universidade alem\u00e3 &#8211; que acaba de encerrar um per\u00edodo de tr\u00eas meses de pesquisas na USP -, e Ludmila Fidale, que partiu nesta ter\u00e7a-feira (4\/8) para um per\u00edodo de tr\u00eas meses nos laborat\u00f3rios de Jena.<\/p>\n<p>&#8220;Embora existam ainda muitas barreiras a serem vencidas, nossas universidades oferecem boas condi\u00e7\u00f5es para receber alunos estrangeiros. A viv\u00eancia com esses estudantes, formados em escolas de pensamentos diferentes, \u00e9 uma renova\u00e7\u00e3o importante para o nosso grupo&#8221;, afirmou El Seoud.<\/p>\n<p><strong>S\u00edntese de \u00e9teres de celulose<\/strong> &#8211; Ludmila conta que o trabalho a ser desenvolvido na Alemanha \u00e9 parte de sua pesquisa de doutorado. &#8220;Vou fazer s\u00edntese de \u00e9teres de celulose nos laborat\u00f3rios de Jena. Aqui, trabalhamos muito com os \u00e9steres de celulose, mas n\u00e3o temos experi\u00eancia com \u00e9teres. L\u00e1, vou poder trabalhar, nessa linha, com os l\u00edquidos i\u00f4nicos que eles costumam utilizar. Ser\u00e1 uma experi\u00eancia importante, inclusive porque no IQ-USP somos tr\u00eas pessoas trabalhando diretamente com celulose, enquanto em Jena o grupo especializado nessa \u00e1rea \u00e9 bem maior, com cerca de 25 pessoas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ludmila explica que a colega alem\u00e3, com quem trabalhou no laborat\u00f3rio do IQ, aproveitou os equipamentos e a experi\u00eancia dos professores brasileiros. &#8220;Ela veio fazer um trabalho de reflect\u00e2ncia e, para isso, utilizou sondas que s\u00f3 temos no Brasil. Ela fez todas as medidas aqui e aproveitou bastante o conhecimento do professor El Seoud sobre essas sondas&#8221;, destacou.<em> (Fonte: Site Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupos de pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade Friedrich-Schiller em Jena (Alemanha) uniram-se em uma parceria internacional com o objetivo de fazer avan\u00e7ar o conhecimento em uma \u00e1rea de fronteira do conhecimento: a chamada &#8220;qu\u00edmica verde&#8221;, um conjunto de diretrizes voltado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental dos processos qu\u00edmicos que promete &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=894\"> <span class=\"screen-reader-text\">Brasil e Alemanha unem-se em busca da qu\u00edmica verde<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[35],"tags":[3806,495],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/894"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=894"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":896,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/894\/revisions\/896"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}