{"id":9150,"date":"2012-01-27T16:11:54","date_gmt":"2012-01-27T19:11:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9150"},"modified":"2012-01-27T16:17:47","modified_gmt":"2012-01-27T19:17:47","slug":"nova-sacolinha-biodegradavel-reduz-impacto-do-plastico-diz-greenpeace","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9150","title":{"rendered":"Nova sacolinha biodegrad\u00e1vel reduz impacto do pl\u00e1stico, diz Greenpeace"},"content":{"rendered":"<p>A partir de 25 de janeiro, com a entrada em vigor da substitui\u00e7\u00e3o das sacolas pl\u00e1sticas na cidade de S\u00e3o Paulo, os consumidores v\u00e3o precisar se acostumar com novas op\u00e7\u00f5es para carregar as compras do mercado. Uma delas s\u00e3o os pr\u00f3prios sacos de pl\u00e1stico, mas feitos com material renov\u00e1vel, como milho, e que degradam mais r\u00e1pido que a sacola regular, feita com derivados de petr\u00f3leo. Eles ser\u00e3o vendidos nas cadeias de supermercado que optaram por substituir o saco comum.<\/p>\n<p>Enquanto o tempo de decomposi\u00e7\u00e3o de uma sacola regular \u00e9 de mais de 100 anos, as biodegrad\u00e1veis duram apenas dois anos, segundo fabricantes. Caso sejam tratadas em usinas de compostagem, elas podem degradar em 180 dias, afirmam os produtores.<\/p>\n<figure style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/01\/24\/pesquisa_ipt.jpg\" alt=\"Em uma pesquisa do IPT, quatro tipos de sacola s\u00e3o expostas a chuva, luz e vento para testar seu tempo de degrada\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/IPT)\" width=\"600\" height=\"465\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Em uma pesquisa do IPT, quatro tipos de sacola s\u00e3o expostas a chuva, luz e vento para testar seu tempo de degrada\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/IPT)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o duas possibilidades infinitamente melhores que a sacola convencional, que leva centenas de anos para se decompor. Al\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o dessas sacolas vai usar menos combust\u00edvel f\u00f3ssil, ou seja, vai ser menos poluente\u201d, avalia S\u00e9rgio Leit\u00e3o, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a pode gerar um impacto consider\u00e1vel, avalia Leit\u00e3o, j\u00e1 que as sacolas pl\u00e1sticas s\u00e3o respons\u00e1veis pela morte de um milh\u00e3o de aves marinhas e de 100 mil tartarugas por ano, que confundem o material com alimento. Os dados s\u00e3o do Greenpeace. Al\u00e9m disso, elas geram impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo dos lix\u00f5es, dificultando o processo de decomposi\u00e7\u00e3o do lixo, de acordo com dados da campanha Saco \u00e9 um Saco, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA).<\/p>\n<p>Atualmente, s\u00e3o distribu\u00eddas 1,5 milh\u00e3o de sacolas pl\u00e1sticas por hora no Brasil, ou cerca de 13 bilh\u00f5es por ano, segundo a campanha do MMA.<\/p>\n<p><strong>Estudo<br \/>\n<\/strong>A diferen\u00e7a no tempo de degrada\u00e7\u00e3o das sacolas est\u00e1 sendo estudada pelo Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT), ligado \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo. Desde outubro de 2011, est\u00e3o sendo avaliados quatro tipos diferentes de embalagem: polietileno comum (a sacola tradicional de pl\u00e1stico), polietileno com aditivo para degrada\u00e7\u00e3o, papel e TNT (um tipo de saco retorn\u00e1vel).<\/p>\n<p>Elas ficar\u00e3o expostas a sol, chuva e vento durante um ano, simulando condi\u00e7\u00f5es de abandono das sacolas no meio urbano. \u201cEmbora existam muitos artigos sobre isso, n\u00e3o h\u00e1 muitas pesquisas nas condi\u00e7\u00f5es brasileiras. N\u00f3s vimos a necessidade de fazer esse estudo para tentar ajudar a esclarecer um pouco esse assunto\u201d, diz Mara Dantas, pesquisadora do laborat\u00f3rio de Embalagens do IPT.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa ser\u00e3o divulgados ap\u00f3s o per\u00edodo de exposi\u00e7\u00e3o dos materiais, que termina em outubro de 2012. Uma das quest\u00f5es que o estudo pretende responder \u00e9 sobre a efic\u00e1cia de aditivos para tornar o pl\u00e1stico degrad\u00e1vel, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 consenso cient\u00edfico sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00eamica<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 a Plastivida, Instituto S\u00f3cio-Ambiental dos Pl\u00e1sticos, entidade que representa fabricantes do setor, defende que a sacola que ser\u00e1 abolida dos supermercados paulistas \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para o instituto, o problema est\u00e1 na destina\u00e7\u00e3o final inadequada do material. \u201cCom a coleta da sacola para a reciclagem, seria bom que [o processo de decomposi\u00e7\u00e3o] demorasse 100 anos. Assim, ela viraria outro produto e n\u00e3o seria preciso extrair mais mat\u00e9ria prima [para produzi-lo]\u201d, diz o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense.<\/p>\n<p>Outro problema, segundo a Plastivida, \u00e9 o abuso do uso da embalagem. Em 2007, foi iniciada uma campanha para reduzir o desperd\u00edcio de sacolinhas. O consumo atual, de cerca 13 bilh\u00f5es por ano, representa uma queda de 30% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros do come\u00e7o da campanha, de em torno de 18 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, uma pesquisa realizada no Reino Unido e divulgada pela Plastivida aponta que as chamadas ecobags precisam ser reutilizadas por mais de 100 vezes para provocarem menos danos ambientais que o pl\u00e1stico, devido \u00e0 maior quantidade de mat\u00e9ria-prima empregue na sua confec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um ponto de consenso em diferentes pesquisas \u00e9 que o impacto das diferentes sacolas n\u00e3o \u00e9 fixo, mas depende do tipo de consumo que \u00e9 feito delas &#8212; por exemplo, o tempo de uso &#8212; e das condi\u00e7\u00f5es de destina\u00e7\u00e3o final da embalagem &#8212; como o encaminhamento para reciclagem.<\/p>\n<p>Assim, vale seguir a recomenda\u00e7\u00e3o de Mara, do IPT: \u201cO consumidor tem que reutilizar o que tiver em casa e procurar fazer a destina\u00e7\u00e3o correta do material. Mas n\u00e3o pode deixar que a embalagem fique exposta na natureza\u201d, provocando danos ambientais.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1 -Natureza<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de 25 de janeiro, com a entrada em vigor da substitui\u00e7\u00e3o das sacolas pl\u00e1sticas na cidade de S\u00e3o Paulo, os consumidores v\u00e3o precisar se acostumar com novas op\u00e7\u00f5es para carregar as compras do mercado. 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