{"id":9171,"date":"2012-02-03T10:44:10","date_gmt":"2012-02-03T13:44:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9171"},"modified":"2012-02-03T10:44:10","modified_gmt":"2012-02-03T13:44:10","slug":"nascimento-de-tartarugas-no-interior-da-amazonia-quase-triplica-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9171","title":{"rendered":"Nascimento de tartarugas no interior da Amaz\u00f4nia quase triplica em 2011"},"content":{"rendered":"<p><strong>Projeto que integra bi\u00f3logos e comunidade protege ninhos de quel\u00f4nios.<\/strong><br \/>\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 afetada por ca\u00e7a; carne e ovos s\u00e3o consumidos na regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>O nascimento de quel\u00f4nios no interior da Amaz\u00f4nia quase triplicou em 2011, gra\u00e7as ao trabalho de preven\u00e7\u00e3o que uniu bi\u00f3logos e a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha da regi\u00e3o de Mamirau\u00e1 (AM), na reserva de mesmo nome \u2013 uma \u00e1rea de 10 mil km\u00b2, equivalente a sete vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es para proteger ninhadas e conter a ca\u00e7a ilegal de exemplares de tartarugas-da-amaz\u00f4nica (<em>Podocnemis expansa<\/em>), tracaj\u00e1s (<em>P. unifilis<\/em>) e ia\u00e7\u00e1s (<em>P. sextuberculata<\/em>), cuja carne e ovos s\u00e3o utilizados na alimenta\u00e7\u00e3o humana, fez com que a quantidade de nascimentos aumentasse de 11.500, em 2010, para mais de 42 mil em 2011.<\/p>\n<p>Um aumento de 265%, segundo o Instituto Mamirau\u00e1, respons\u00e1vel pelo trabalho de conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies vertebradas aqu\u00e1ticas (projeto Aquavert).<\/p>\n<p>De acordo com a bi\u00f3loga C\u00e1ssia Santos Camillo, pesquisadora do instituto e coordenadora do projeto, um envolvimento maior de 3.500 moradores, distribu\u00eddos em 40 comunidades ribeirinhas, elevou a prote\u00e7\u00e3o dos ninhos de tartarugas.<\/p>\n<p>Em entrevista ao\u00a0<strong>Globo Natureza<\/strong>\u00a0direto da Costa Rica, onde conclui estudos, a especialista afirma que o trabalho na regi\u00e3o dos Rios Solim\u00f5es e Japur\u00e1 pode reverter o processo de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies consideradas amea\u00e7adas, como a tartaruga-da-amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cApesar dela n\u00e3o estar na lista brasileira dos animais com risco de desaparecimento (elaborada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama), aqui na regi\u00e3o ela \u00e9 considerada ecologicamente extinta\u201d, afirma C\u00e1ssia.<\/p>\n<p><strong>Esp\u00e9cie quase dizimada<\/strong><br \/>\nSegundo C\u00e1ssia, pesquisa hist\u00f3rica feita por ambientalistas afirma que a popula\u00e7\u00e3o desta tartaruga foi quase dizimada na \u00e1rea desde 1850. Relatos feitos na regi\u00e3o de Tef\u00e9, tamb\u00e9m no<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/amazonas.html\">Amazonas<\/a>, afirmavam que anualmente eram encontrados cerca de 48 milh\u00f5es de ovos da esp\u00e9cie amea\u00e7ada. Hoje, este n\u00famero n\u00e3o passa de 20 mil.<\/p>\n<p>\u201cIsto porque os ovos de tartaruga-da-amaz\u00f4nia eram recolhidos e utilizados para fabricar \u00f3leo para ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica de cidades como Manaus e Santar\u00e9m (PA)\u201d, explica a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p>Os ninhos desta esp\u00e9cie aumentaram de 75, em 2010, para 150 em 2011. Cada ninhada pode gerar at\u00e9 120 filhotes. De acordo com a especialista, o per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o dos quel\u00f4nios se inicia durante a seca na Amaz\u00f4nia, que come\u00e7a em julho.<\/p>\n<p>\u201cTodo ano a gente espera um aumento no n\u00famero de ninhos, mas isso \u00e9 consequ\u00eancia da quantidade de regi\u00f5es que est\u00e3o sob prote\u00e7\u00e3o. Esperamos aumentar, gradativamente, nossa \u00e1rea de cobertura com o apoio das comunidades, que come\u00e7am a definir em mar\u00e7o quais ser\u00e3o as praias que ficar\u00e3o protegidas. O problema \u00e9 que nem sempre h\u00e1 respeito dessas normas, com a persist\u00eancia da ca\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/01\/tarta2.jpg\" alt=\"Tartarugas na Amaz\u00f4nia (Foto: Diogo Grabin\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Filhote de tartaruga da esp\u00e9cie ia\u00e7\u00e1 \u00e9 analisada por bi\u00f3logo no Amazonas. (Foto: Diogo Grabin\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/01\/tarta1.jpg\" alt=\"Tartarugas na Amaz\u00f4nia (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Augusto Rodrigues)\" width=\"496\" height=\"231\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Tartarugas entram em rio da Amaz\u00f4nia pr\u00f3ximo \u00e0 reserva de Mamirau\u00e1 (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Augusto Rodrigues)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto que integra bi\u00f3logos e comunidade protege ninhos de quel\u00f4nios. Reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 afetada por ca\u00e7a; carne e ovos s\u00e3o consumidos na regi\u00e3o. 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