{"id":9174,"date":"2012-02-03T10:50:59","date_gmt":"2012-02-03T13:50:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9174"},"modified":"2012-02-03T10:50:59","modified_gmt":"2012-02-03T13:50:59","slug":"pesquisa-diz-que-planta-achada-em-manaus-e-capaz-de-absorver-metais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9174","title":{"rendered":"Pesquisa diz que planta achada em Manaus \u00e9 capaz de absorver metais"},"content":{"rendered":"<p><strong>Esp\u00e9cie pode agir como biorremediadora em \u00e1reas contaminadas.<\/strong><br \/>\n<strong>Planta absorve c\u00e1dmio, cromo, cobre, chumbo, n\u00edquel e zinco.<\/strong><\/p>\n<p>Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) comprovou a efici\u00eancia de uma planta da regi\u00e3o como biorremediadora em \u00e1reas contaminadas. Trata-se da\u00a0<em>Alocasia macrorhiza<\/em>, conhecida popularmente como orelha-de-elefante-gigante. De acordo com a pesquisa, a esp\u00e9cie tem a capacidade de absorver metais pesados do solo, como c\u00e1dmio, cromo, cobre, chumbo, n\u00edquel e zinco.<\/p>\n<p>Fruto do trabalho de doutorado denominado &#8216;Avalia\u00e7\u00e3o da Alocasia macrorhiza como fitorremediadora dos metais Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn&#8217;, realizado por Josias Coriolano de Freitas, o estudo teve como objetivo testar a capacidade de absor\u00e7\u00e3o dos metais pesados pela planta, que pode ser encontrada na flora de algumas matas ciliares da cidade de Manaus.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, o estudo teve in\u00edcio em 2006 e foi conclu\u00edda em 2010. Neste per\u00edodo, foi realizada a coleta das plantas em \u00e1reas cujo n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 elevado, como locais pr\u00f3ximos aos igarap\u00e9s da Universidade Luterana, no conjunto At\u00edlio Andreazza; na Avenida Torquato Tapaj\u00f3s, no bairro Flores; no Conjunto Jardim de Versalles, no bairro Planalto; no Posto Rodovi\u00e1rio de Manaus da Rodovia BR-174, quil\u00f4metro 7, e em uma \u00e1rea n\u00e3o impactada localizada na Ufam, no bairro Coroado. &#8220;O uso de plantas para a descontamina\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua contaminados por produtos qu\u00edmicos \u00e9 utilizado h\u00e1 mais de tr\u00eas s\u00e9culos. A fitorremedia\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou import\u00e2ncia mundial por ser uma tecnologia que extrai ou imobiliza contaminantes de origem org\u00e2nica e inorg\u00e2nica&#8221;, salientou.<\/p>\n<p>Os testes mostraram que todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local, informou Freitas. O pesquisador ressaltou que o chumbo foi o metal que apresentou maior concentra\u00e7\u00e3o na planta, seguido por cromo, c\u00e1dmio, cobre, n\u00edquel e zinco, sequ\u00eancia que se repete nas partes (caule, folhas e ra\u00edzes) analisadas da planta.<\/p>\n<p>No Amazonas, segundo Freitas, a ocorr\u00eancia de metais pesados se deve ao processo de ocupa\u00e7\u00e3o desordenada, res\u00edduos industriais, principalmente, na esta\u00e7\u00e3o seca, quando foram encontrados os maiores valores de concentra\u00e7\u00e3o. Conforme levantamentos feitos em 2007, as concentra\u00e7\u00f5es dos metais pesados estavam acima dos valores permitidos pela Resolu\u00e7\u00e3o 357\/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). &#8220;Outras fontes comuns s\u00e3o os res\u00edduos urbanos, pilhas, baterias e l\u00e2mpadas fluorescentes que cont\u00eam merc\u00fario (Hg), muitas tintas cont\u00eam chumbo, enquanto baterias de celular e pl\u00e1sticos coloridos cont\u00eam c\u00e1dmio (Cd)&#8221;, pontuou.<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><br \/>\nO pesquisador explicou que a planta n\u00e3o prioriza uma regi\u00e3o para acumular metais. Acredita-se que a fisiologia e o mecanismo molecular de transporte facilita a distribui\u00e7\u00e3o dos metais. Plantas com esta caracter\u00edstica s\u00e3o conhecidas como exclusoras. Significa que a concentra\u00e7\u00e3o do metal nos tecidos \u00e9 mantida constante at\u00e9 um determinado n\u00edvel.<\/p>\n<p>Plantas exclusoras, normalmente, s\u00e3o capazes de tolerar grandes quantidades de metais pesados em tecidos, al\u00e9m de ser tolerantes a m\u00faltiplos metais. &#8220;O resultado permite afirmar que a Alocasia macrorhiza \u00e9 uma planta promissora para ser usada na implanta\u00e7\u00e3o de um programa de fitorremedia\u00e7\u00e3o, pois ela \u00e9 hiperacumuladora desses metais&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>Segundo Freitas, todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local (impacto e n\u00e3o impactado). Todas as concentra\u00e7\u00f5es encontradas dos metais Pb, Cr, Cd, Cu e Ni estavam acima dos limites normais de absor\u00e7\u00e3o de uma planta, apenas o Zn permaneceu no limite.<\/p>\n<p>Fonte: G1, AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie pode agir como biorremediadora em \u00e1reas contaminadas. Planta absorve c\u00e1dmio, cromo, cobre, chumbo, n\u00edquel e zinco. Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) comprovou a efici\u00eancia de uma planta da regi\u00e3o como biorremediadora em \u00e1reas contaminadas. Trata-se da\u00a0Alocasia macrorhiza, conhecida popularmente como orelha-de-elefante-gigante. De acordo com a pesquisa, a esp\u00e9cie tem a capacidade &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9174\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pesquisa diz que planta achada em Manaus \u00e9 capaz de absorver metais<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[232],"tags":[2371,3066,3064,3065,275,1372],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9174"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9174"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9176,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9174\/revisions\/9176"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}