{"id":9188,"date":"2012-02-06T10:10:25","date_gmt":"2012-02-06T13:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9188"},"modified":"2012-02-06T10:10:25","modified_gmt":"2012-02-06T13:10:25","slug":"com-uso-de-gavioes-noronha-espera-reduzir-populacao-de-garca-vaqueira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9188","title":{"rendered":"Com uso de gavi\u00f5es, Noronha espera reduzir popula\u00e7\u00e3o de gar\u00e7a vaqueira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Apesar de migrat\u00f3ria, ave chegou h\u00e1 20 anos e n\u00e3o deixou o arquip\u00e9lago.<\/strong><br \/>\n<strong>Gar\u00e7as representam risco para a avia\u00e7\u00e3o e para alguns animais nativos.<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/05\/gavioes_distrito.jpg\" alt=\"Gar\u00e7a ataca lagartixa do tipo mabuia, nativa de Fernando de Noronha (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Administra\u00e7\u00e3o da Ilha)\" width=\"210\" height=\"280\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Gar\u00e7a ataca lagartixa do tipo mabuia, que s\u00f3 existe em Noronha (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Administra\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fernando de Noronha deu in\u00edcio a mais uma tentativa para controlar a popula\u00e7\u00e3o de gar\u00e7as no arquip\u00e9lago. A administra\u00e7\u00e3o do distrito fez parceria com uma empresa do Rio Grande do Sul e levou pra Noronha tr\u00eas gavi\u00f5es, que est\u00e3o fazendo a captura das gar\u00e7as vaqueiras (<em>Bubulcus ibis<\/em>), aves que se estabeleceram no arquip\u00e9lago e s\u00e3o respons\u00e1veis por uma s\u00e9rie de problemas. Entre outros transtornos, elas representam um risco a avia\u00e7\u00e3o, porque chocam-se contra as aeronaves, com frequ\u00eancia, podendo at\u00e9 causar acidentes graves.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do risco para os avi\u00f5es que pousam e decolam na ilha, as gar\u00e7as tamb\u00e9m representam um desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico. Segundo a bi\u00f3loga Lourdes Alves, pesquisadora do meio ambiente de Noronha h\u00e1 mais de 20 anos, as gar\u00e7as est\u00e3o expulsando as aves nativas dos locais de procria\u00e7\u00e3o e matando os filhotes. Eles tamb\u00e9m se alimentam de mabuias, lagartixas end\u00eamicas que s\u00f3 existem no arquip\u00e9lago.\u201dO ideal \u00e9 que as gar\u00e7as sejam eliminadas por completo. Elas s\u00e3o malvadas e t\u00eam um alto poder de reprodu\u00e7\u00e3o quando sentem que a esp\u00e9cie est\u00e1 amea\u00e7ada\u201d, avalia a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p>Os gavi\u00f5es s\u00e3o treinados para a atividade e fazem o chamado \u201ccontrole ecol\u00f3gico\u201d. Eles s\u00e3o levados para \u00e1reas onde as gra\u00e7as se concentram &#8211; a pista do aeroporto e a usina de lixo s\u00e3o os principais locais de a\u00e7\u00e3o. Extremamente \u00e1geis, eles fazem o ataque seguindo a ordem do adestrador, que ficam numa viatura, em m\u00e9dia a 50 metros da presa. Dado o sinal, imobilizam a gar\u00e7a e s\u00f3 n\u00e3o a matam de imediato porque as garras est\u00e3o protegidas por mi\u00e7angas. \u201cAs mi\u00e7angas foram colocadas para evitar o sofrimento da v\u00edtima. Depois de capturada, aplicamos um anest\u00e9sico e, em seguida, fazemos a eutan\u00e1sia. As gar\u00e7as s\u00e3o mortas sem dor, conforme protocolo firmado com o Conselho Federal de Medicina Veterin\u00e1ria\u201d, explica Carlos Di\u00f3genes, veterin\u00e1rio do distrito que est\u00e1 coordenando o trabalho.<\/p>\n<p>As gar\u00e7as vaqueiras s\u00e3o migrat\u00f3rias, vieram da \u00c1frica para uma temporada na ilha e ficaram. Isso aconteceu h\u00e1 quase 20 anos e, de l\u00e1 para c\u00e1, a popula\u00e7\u00e3o dessas aves s\u00f3 fez crescer. Por conta do perigo avi\u00e1rio, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal determinou a eutan\u00e1sia em 2007. V\u00e1rias reuni\u00f5es foram realizadas com \u00f3rg\u00e3os ambientais e o trabalho de captura com armadilhas foi executando durante tr\u00eas anos, quando cerca de 580 aves da esp\u00e9cie foram eliminadas. Segundo estimativas dos pesquisadores em Noronha, ainda existem aproximadamente 800 gar\u00e7as na ilha. O controle tem sido acompanhado de perto pelo Instituto Chico Mendes: o diretor do Parque Nacional Marinho, Ricardo Ara\u00fajo, tem participado das a\u00e7\u00f5es de captura realizadas com os gavi\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Noronha, s\u00e3o utilizadas tr\u00eas gavi\u00f5es f\u00eameas, animais com maior porte do que os machos. R\u00e1pidas, elas seguem \u00e0 risca as determina\u00e7\u00f5es dos treinadores. Depois da captura de cada gar\u00e7a, recebem como pr\u00eamio carne de codorna. Os gavi\u00f5es t\u00eam vis\u00e3o privilegiada, enxergam com acuidade oito vezes maior que o ser humano.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/05\/gavioes_bia.jpg\" alt=\"Gavi\u00f5es usados para capturar gar\u00e7as em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro \/ TV Globo)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Com seus adestradores, Lina (E), Hel\u00f4 e Taka s\u00e3o os gavi\u00f5es f\u00eameas usados para capturar gar\u00e7as em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro \/ TV Globo)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Entre a captura com gavi\u00f5es e com armadilhas, na primeira fase do trabalho, conclu\u00edda neste m\u00eas de fevereiro, foram eliminadas 168 gar\u00e7as, incineradas ap\u00f3s a eutan\u00e1sia. O objetivo \u00e9 reduzir em 80% a popula\u00e7\u00e3o das gar\u00e7as vaqueiras .\u201dEstamos muito satisfeitos com o resultado desta primeira fase. Para refor\u00e7ar a a\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3xima etapa vamos implementar o &#8216;tapete de la\u00e7os&#8217;\u201d, informou Fernando Magalh\u00e3es, representante da Vigil\u00e2ncia Ambiental da ilha que participa do trabalho. O tapete de la\u00e7os a que ele se refere \u00e9 a armadilha terrestre que prende as patas da gar\u00e7a quando ela pisa.<\/p>\n<p>A atividade ser\u00e1 feita por dez dias todo o m\u00eas, at\u00e9 o final do ano. Os gavi\u00f5es s\u00e3o transportados do Rio Grande do Sul para Fernando de Noronha acompanhados pelos adestradores. A empresa que executa o trabalho \u00e9 Haybusa, e o custo da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas a viagem e manuten\u00e7\u00e3o da equipe em Noronha. Para a empresa ga\u00facha, a atividade est\u00e1 sendo realizada como uma a\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/05\/gavioes_acm.jpg\" alt=\"Gavi\u00f5es usados para capturar gar\u00e7as em Fernando de Noronha (Foto: Ana Clara Marinho \/ TV Globo)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Gavi\u00f5es far\u00e3o miss\u00f5es mensais, de 10 dias cada, at\u00e9 o final deste ano (Foto: Ana Clara Marinho \/ TV Globo)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Ana Clara Marinho, Globo Nordeste<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de migrat\u00f3ria, ave chegou h\u00e1 20 anos e n\u00e3o deixou o arquip\u00e9lago. Gar\u00e7as representam risco para a avia\u00e7\u00e3o e para alguns animais nativos. 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