{"id":9217,"date":"2012-02-10T09:48:50","date_gmt":"2012-02-10T12:48:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9217"},"modified":"2012-02-10T09:48:50","modified_gmt":"2012-02-10T12:48:50","slug":"fotos-em-3d-ineditas-da-amazonia-revelam-detalhes-fisicos-e-quimicos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9217","title":{"rendered":"Fotos em 3D in\u00e9ditas da Amaz\u00f4nia revelam detalhes f\u00edsicos e qu\u00edmicos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em vez de um tapete verde, imagens mostram um caleidosc\u00f3pio de cores.<\/strong><br \/>\n<strong>Elas representam diferentes composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas das plantas da floresta.<\/strong><\/p>\n<p>A floresta amaz\u00f4nica tem outras tonalidades em fotos feitas por pesquisadores americanos. Em vez de um tapete verde, um caleidosc\u00f3pio de cores em 3D surge a partir imagens produzidas por equipamentos de alta tecnologia do Instituto Carnegie para Ci\u00eancia, ligado \u00e0 Universidade Stanford, nos Estados Unidos. \u00c9 um mapa completo da biodiversidade, que faz medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e qu\u00edmicas da floresta, a partir de uma aeronave.<\/p>\n<p>Imagens in\u00e9ditas recebidas pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0mostram dois mapas 3D da Amaz\u00f4nia no\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/peru\/\">Peru<\/a>. Eles foram feitos por um novo sistema da aeronave-observat\u00f3rio, a Carnegie &#8216;A\u00e9rea&#8217; (CAO, na sigla em ingl\u00eas), que \u00e9 capaz de registrar aspectos invis\u00edveis ao olho nu, como componentes qu\u00edmicos de diferentes esp\u00e9cies e o estoque de carbono da floresta.<\/p>\n<p>Em uma delas, uma \u00e1rea preservada de mata aparece em vermelho, o que representa alta concentra\u00e7\u00e3o de carbono, e os rios s\u00e3o mostrados em azul. Na outra, a cobertura florestal \u00e9 exibida em diversas cores, que significam a presen\u00e7a de variadas esp\u00e9cies e uma grande diversidade.<\/p>\n<p>De acordo com Gregory Asner, diretor e cientista respons\u00e1vel pelo projeto, as imagens obtidas pelo CAO ajudaram os cientistas a entender melhor a biodiversidade da floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>\u201cNo Peru, n\u00f3s descobrimos uma varia\u00e7\u00e3o muito grande de biodiversidade e de estoques de carbono. (&#8230;) Isso significa que n\u00f3s n\u00e3o podemos encarar o \u2018tapete verde\u2019 como uma coisa s\u00f3. \u00c9 um caleidosc\u00f3pio de varia\u00e7\u00e3o\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, o CAO ajudou a descobriu que varia\u00e7\u00f5es na altitude, cobertura vegetal e regime h\u00eddrico t\u00eam um papel importante na diversidade de estoques de carbono na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia<br \/>\n<\/strong>Denominado Atoms (sigla em ingl\u00eas para Sistema A\u00e9reo de Mapeamento Taxon\u00f4mico), o novo sistema da aeronave foi lan\u00e7ado em junho de 2011 e une um poderoso laser a dois tipos de espectr\u00f4metros &#8211; aparelho que mede diferentes propriedades da luz. Um deles foi desenvolvido pela Nasa e \u00e9 capaz de registrar 400 frequ\u00eancias, do ultravioleta at\u00e9 o infravermelho, com 60 mil medi\u00e7\u00f5es por segundo.<\/p>\n<p>O resultado obtido \u00e9 comparado com uma base de dados composta por propriedades qu\u00edmicas e de emiss\u00e3o de luz de cerca de cinco mil plantas &#8211; coletadas em um detalhado trabalho de campo, em que a equipe chegou a escalar \u00e1rvores e at\u00e9 a usar arco-e-flecha. J\u00e1 o laser atinge o solo e coleta informa\u00e7\u00f5es como estrutura em 3D da floresta.<\/p>\n<p>As imagens feitas com o Atoms fornecem ainda mais detalhes que os dois sistemas usados anteriormente, o CAO Alpha e o CAO Beta, e representam um avan\u00e7o no mapeamento da biodiversidade.<\/p>\n<p>O CAO, que tamb\u00e9m j\u00e1 registrou savanas africanas, ainda n\u00e3o fez imagens da por\u00e7\u00e3o brasileira da Amaz\u00f4nia, mas os cientistas esperam conseguir fundos para vir ao pa\u00eds em breve. O mapeamento costuma ser feito com apoio de governos locais e financiamentos de empresas.<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nO mapeamento 3D da biodiversidade da Amaz\u00f4nia pode ajudar a medir a degrada\u00e7\u00e3o da floresta, al\u00e9m do pr\u00f3prio desmatamento verificado com sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s desenvolvemos um m\u00e9todo para usar a combina\u00e7\u00e3o de dados de sat\u00e9lite e de aeronaves para produzir mapas e monitoramentos muito detalhados da degrada\u00e7\u00e3o florestal\u201d, explica Asner.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a tecnologia auxilia na cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas adequadas de preserva\u00e7\u00e3o da floresta em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, segundo Asner.<\/p>\n<p>\u201cEle oferece uma nova forma de avaliar as florestas em termos de seus estoques de carbono, composi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de \u00e1rvores, habitat para animais outras esp\u00e9cies n\u00e3o vegetais. Como resultado, somos capazes de mapear, pela primeira vez, os impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Outra poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 a medi\u00e7\u00e3o do estoque de carbono da floresta, que pode servir de base para o Programa de Redu\u00e7\u00e3o das Emiss\u00f5es do Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (REDD, na sigla em ingl\u00eas), um mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o financeira para os pa\u00edses em desenvolvimento pela preserva\u00e7\u00e3o de suas florestas.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/08\/120207_cao_interna_inedita.jpg\" alt=\"Imagem in\u00e9dita obtida pelo G1 mostra \u00e1reas de florestas protegidas no Peru; regi\u00f5es em vermelho representam alta concentra\u00e7\u00e3o de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem in\u00e9dita obtida pelo G1 mostra \u00e1reas de florestas protegidas no Peru; regi\u00f5es em vermelho representam alta concentra\u00e7\u00e3o de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/09\/sem-titulo-1_1.jpg\" alt=\"Imagem in\u00e9dita faz mostra detalhes qu\u00edmicos da cobertura vegetal da Amaz\u00f4nia peruana  (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem in\u00e9dita mostra detalhes qu\u00edmicos da cobertura vegetal da Amaz\u00f4nia peruana (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza, S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em vez de um tapete verde, imagens mostram um caleidosc\u00f3pio de cores. Elas representam diferentes composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas das plantas da floresta. A floresta amaz\u00f4nica tem outras tonalidades em fotos feitas por pesquisadores americanos. 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