{"id":9263,"date":"2012-02-14T11:06:04","date_gmt":"2012-02-14T14:06:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9263"},"modified":"2012-02-14T11:06:04","modified_gmt":"2012-02-14T14:06:04","slug":"peixes-da-antartida-estao-ameacados-por-mudanca-climatica-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9263","title":{"rendered":"Peixes da Ant\u00e1rtida est\u00e3o amea\u00e7ados por mudan\u00e7a clim\u00e1tica, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Grupo &#8216;notothenioids&#8217; desenvolveu prote\u00ednas para n\u00e3o congelar em \u00e1guas frias.<\/strong><br \/>\n<strong>Ele pode ser devastado por n\u00e3o se adaptar a um oceano mais quente.<\/strong><\/p>\n<p>Uma linhagem de peixes da Ant\u00e1rtida, que desenvolveu um tipo especial de prote\u00edna para n\u00e3o congelar nas \u00e1guas geladas, est\u00e1 amea\u00e7ada pelo aquecimento do mar, segundo um estudo da Universidade Yale, nos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira (13) pela &#8220;Proceedings of the National Academy of Sciences&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Um aumento de 2\u00baC na temperatura da \u00e1gua deve ter um impacto devastador nessa linhagem de peixe da Ant\u00e1rtida, que est\u00e1 t\u00e3o bem adaptada a temperaturas negativas&#8221;, afirmou Thomas Near, professor de ecologia e biologia evolucion\u00e1ria em Yale e co-autor do estudo, em material de divulga\u00e7\u00e3o. O Oceano Ant\u00e1rtico tem verificado um dos mais r\u00e1pidos aquecimentos da Terra, devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o da linhagem &#8220;notothenioids&#8221;, que se diversificou em mais de cem esp\u00e9cies de peixe. Ela teria sobrevivido a um resfriamento das \u00e1guas, h\u00e1 dezenas de milhares de anos, que provocou a extin\u00e7\u00e3o em massa de esp\u00e9cies adaptadas a um oceano mais quente.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/02\/13\/120213_peixe_antartida.jpg\" alt=\"O desenvolvimento de glicoprote\u00ednas anticongelantes levou os notothenioids a se adaptarem em condi\u00e7\u00f5es polares (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Universidade Yale)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O desenvolvimento de glicoprote\u00ednas anticongelantes levou os &quot;notothenioids&quot; a se adaptarem em condi\u00e7\u00f5es polares (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Universidade Yale)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A chave da adapta\u00e7\u00e3o dos &#8220;notothenioids&#8221; teria sido o desenvolvimento de glicoprote\u00ednas anti-congelantes, de 22 a 42 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A mesma caracter\u00edstica que ajudou os peixes a sobreviverem em um ambiente mais frio os torna sucet\u00edveis a um mundo mais quente, diz Near.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, a propaga\u00e7\u00e3o desses animais pelo oceano Ant\u00e1rtico ocorreu cerca de 10 milh\u00f5es de anos depois do surgimento da prote\u00edna. Eles teriam se espalhado para diversos habitats e se diversificado, originando esp\u00e9cies diferentes. Isso indicaria que outros fatores, al\u00e9m da prote\u00edna, influenciaram no sucesso da sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie nas \u00e1guas geladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Globo Natureza, S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo &#8216;notothenioids&#8217; desenvolveu prote\u00ednas para n\u00e3o congelar em \u00e1guas frias. Ele pode ser devastado por n\u00e3o se adaptar a um oceano mais quente. Uma linhagem de peixes da Ant\u00e1rtida, que desenvolveu um tipo especial de prote\u00edna para n\u00e3o congelar nas \u00e1guas geladas, est\u00e1 amea\u00e7ada pelo aquecimento do mar, segundo um estudo da Universidade Yale, nos &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9263\"> <span class=\"screen-reader-text\">Peixes da Ant\u00e1rtida est\u00e3o amea\u00e7ados por mudan\u00e7a clim\u00e1tica, diz estudo<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[518],"tags":[1752,3862,3804,3813,592,1830],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9263"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9263"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9265,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9263\/revisions\/9265"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}