{"id":931,"date":"2009-08-16T12:51:41","date_gmt":"2009-08-16T15:51:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=931"},"modified":"2011-02-21T11:26:53","modified_gmt":"2011-02-21T14:26:53","slug":"ibge-mapeia-animais-aquaticos-com-risco-de-extincao-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=931","title":{"rendered":"IBGE mapeia animais aqu\u00e1ticos com risco de extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<table class=\"texto-11-preto\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\u00a0<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/mapa-animais-aquaticos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-932\" title=\"mapa-animais-aquaticos\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/mapa-animais-aquaticos.jpg\" alt=\"mapa-animais-aquaticos\" width=\"245\" height=\"197\" \/><\/a>No dia 10 de julho o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou o documento \u201cFauna Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o: Invertebrados Aqu\u00e1ticos e Peixes \u2013 2009\u201d, que \u00e9 o quarto e \u00faltimo de uma s\u00e9rie de mapas lan\u00e7ados pelo \u00f3rg\u00e3o, desde 2006, trazendo informa\u00e7\u00f5es sobre aves (2006); mam\u00edferos, r\u00e9pteis e anf\u00edbios (2007); e insetos e outros invertebrados terrestres (2008) que podem entrar em extin\u00e7\u00e3o, totalizando uma lista de 632 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p><span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>Das 238 esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies amea\u00e7adas que o novo mapa mostra, 79 s\u00e3o invertebrados aqu\u00e1ticos (ostras, corais, lagostas e estrelas-do-mar, entre outros) e 159 s\u00e3o peixes de \u00e1gua doce e salgada (por exemplo,. lambaris, tubar\u00f5es, bagres e ca\u00e7\u00f5es). <\/span><\/p>\n<p><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"position:absolute;top:-9109px;left:-4002px;\"><a href=\"http:\/\/www.wallpaperseek.com\/blog\/?download=127-hours-full-movie\">movie the 127 hours<\/a><\/div>\n<p><span><span>\u00a0<br \/>\nA maioria desses animais com risco de desaparecer tem seu habitat em regi\u00f5es de Mata Atl\u00e2ntica e em estados litor\u00e2neos, onde a a\u00e7\u00e3o do homem, principalmente com o crescimento das constru\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias, interfere no ciclo natural das esp\u00e9cies. <\/span><\/span><span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>Segundo L\u00edcia Leone Couto, bi\u00f3loga do IBGE, a extin\u00e7\u00e3o dos animais est\u00e1 ligada \u00e0 atividade humana. &#8220;A principal causa de extin\u00e7\u00e3o \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o do habitat das esp\u00e9cies e isso ocorre prioritariamente pela a\u00e7\u00e3o do homem. Por isso, o mapa aponta maior risco de extin\u00e7\u00e3o de animais que t\u00eam maior ocorr\u00eancia em cidades costeiras, que t\u00eam grande atividade de constru\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias&#8221;, explicou. A bi\u00f3loga destacou como fatores que aceleram o processo de extin\u00e7\u00e3o da fauna marinha: a destrui\u00e7\u00e3o de habitats naturais, a polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, a explota\u00e7\u00e3o (a sobrepesca), a pesca esportiva e o com\u00e9rcio de peixes ornamentais.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>De acordo com o mapa, os cinco estados em que o risco de extin\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies \u00e9 maior s\u00e3o: S\u00e3o Paulo, onde existem 86 esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies amea\u00e7adas; Rio de Janeiro, com 76; Rio Grande do Sul, que tem 55; Bahia, com 51; e Paran\u00e1, com 43. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>O mapa de invertebrados aqu\u00e1ticos, assim como os outros tr\u00eas mapas j\u00e1 produzidos pelo IBGE, foram desenvolvidos com base na \u201cLista das Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o\u201d, publicada em 2004 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). Para o coordenador de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE, Celso Jos\u00e9 Monteiro Filho, o documento ajuda a alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre o real risco que as esp\u00e9cies correm e a orientar pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>\u201cQuando os dados s\u00e3o organizados espacialmente em um mapa, \u00e9 poss\u00edvel observar a real situa\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies da fauna brasileira e, com isso, nortear a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de preserva\u00e7\u00e3o, como a cria\u00e7\u00e3o de novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UC), al\u00e9m de disponibilizar material rico a estudantes e pesquisadores da \u00e1rea\u201d, ressaltou.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>Uma estrat\u00e9gia para reverter o risco de extin\u00e7\u00e3o destas esp\u00e9cies \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de UC marinhas. A delimita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas onde a pesca \u00e9 proibida, tem inclusive permitido uma recupera\u00e7\u00e3o da atividade pesqueira, a partir da exporta\u00e7\u00e3o de peixes das \u00e1reas protegidas para \u00e1reas onde a pesca \u00e9 permitida. Os pa\u00edses signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Diversidade Biol\u00f3gica (CDB) assumiram o compromisso de elevar para 4%, at\u00e9 2010, o total de \u00e1reas protegidas como um todo. Isso representa um grande desafio nas \u00e1reas costeiras e marinhas, pois atualmente o total de \u00e1reas protegidas nesses ambientes \u00e9 muito pequena.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>Segundo a bi\u00f3loga M\u00f4nica Brick Peres, do Instituto Chico Mendes, a lista de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o est\u00e1 crescendo mais acentuadamente por causa das esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas. &#8220;Existem cerca de 30 mil esp\u00e9cies de vertebrados aqu\u00e1ticos no mundo, e s\u00f3 4% j\u00e1 foi pesquisado. Dessa quantia, 39% correm risco de desaparecer&#8221;, segunda a bi\u00f3loga, o que representa o maior potencial de extin\u00e7\u00e3o entre os animais: nos anf\u00edbios pesquisados esse \u00edndice \u00e9 de 31%; entre os r\u00e9pteis, 30%, mam\u00edferos, 22% e aves, 12%.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto-11-preto\" align=\"justify\"><span>Apresentado na escala de 1:5.000.000, o mapa <span>&#8220;Fauna Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o: Invertebrados Aqu\u00e1ticos e Peixes &#8211; 2009&#8221;<\/span> pode ser adquirido por R$ 15,00 nas livrarias do IBGE em todo o pa\u00eds e tamb\u00e9m na loja virtual do instituto, pelo site <a href=\"http:\/\/www.ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\"><span>www.ibge.gov.br<\/span><\/a>, onde \u00e9 poss\u00edvel ainda acessar e baixar o mapa gratuitamente, tanto por meio do link \u201cMapas\u201d, na se\u00e7\u00e3o \u201cCanais\u201d, como na \u00e1rea destinada a \u201cGeoci\u00eancias\u201d.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 No dia 10 de julho o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou o documento \u201cFauna Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o: Invertebrados Aqu\u00e1ticos e Peixes \u2013 2009\u201d, que \u00e9 o quarto e \u00faltimo de uma s\u00e9rie de mapas lan\u00e7ados pelo \u00f3rg\u00e3o, desde 2006, trazendo informa\u00e7\u00f5es sobre aves (2006); mam\u00edferos, r\u00e9pteis e anf\u00edbios (2007); e insetos &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=931\"> <span class=\"screen-reader-text\">IBGE mapeia animais aqu\u00e1ticos com risco de extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[109,20],"tags":[3862,3815,517,303],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/931"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=931"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":934,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/931\/revisions\/934"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}