{"id":9318,"date":"2012-02-17T10:25:10","date_gmt":"2012-02-17T13:25:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9318"},"modified":"2012-02-17T10:25:10","modified_gmt":"2012-02-17T13:25:10","slug":"menor-especie-de-golfinho-corre-risco-de-ser-extinta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9318","title":{"rendered":"Menor esp\u00e9cie de golfinho corre risco de ser extinta"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00daltimos 100 mam\u00edferos de Maui pode deixar de existir na Nova Zel\u00e2ndia.<\/strong><br \/>\n<strong>&#8216;Cephalorhynchus hectori maui&#8217; est\u00e1 inclu\u00eddo na lista vermelha da ONU.<\/strong><\/p>\n<p>Os \u00faltimos 100 golfinhos de Maui, os menores desta esp\u00e9cie marinha, correm risco de extin\u00e7\u00e3o pela atividade pesqueira na Ilha do Norte da\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/nova-zelandia\/\">Nova Zel\u00e2ndia<\/a>, seu \u00fanico habitat na Terra.<\/p>\n<p>O\u00a0<em>Cephalorhynchus hectori maui<\/em>\u00a0est\u00e1 inclu\u00eddo na lista vermelha da ONU das esp\u00e9cies em s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o, e calcula-se que podem desaparecer em poucas d\u00e9cadas caso n\u00e3o sejam adotadas medidas urgentes.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos cometer mais nenhum erro. Devemos acabar com todas as amea\u00e7as ao seu habitat para que a popula\u00e7\u00e3o se estabilize e se recupere&#8221;, declarou \u00e0 Ag\u00eancia Efe a diretora do programa Marinho do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Rebecca Bird.<\/p>\n<p>O habitat desta subesp\u00e9cie fica pr\u00f3ximo ao litoral oriental da Ilha do Norte neozelandesa, onde podem ser visto exemplares na desembocadura dos rios e em ba\u00edas com uma profundidade de 20 metros e a uma dist\u00e2ncia de dez quil\u00f4metros do litoral.<\/p>\n<p>Embora seu predador natural seja o tubar\u00e3o, o maior inimigo do golfinho de Maui \u00e9 o homem, que quase acabou com sua popula\u00e7\u00e3o pela pesca, a minera\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento litor\u00e2neo, a polui\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, entre outros fatores.<\/p>\n<p>Produtos qu\u00edmicos como o DDT e metais pesados jogados ao mar s\u00e3o potencialmente perigosos para a reprodu\u00e7\u00e3o, e as subst\u00e2ncias que s\u00e3o derramadas pelos navios petroleiros causam c\u00e2ncer nestes mam\u00edferos marinhos, afirmou Rebecca.<\/p>\n<p>Mas a maior causa de morte s\u00e3o as redes de pesca onde eles ficam presos sem poder emergir \u00e0 superf\u00edcie para respirar.<\/p>\n<p>Os filhotes, que t\u00eam o tamanho de um gato, morrem pelos ferimentos causados pelas h\u00e9lices dos navios.<\/p>\n<p>Por todos esses motivos, os ecologistas querem que as redes de pesca sejam retiradas do habitat do golfinho de Maui, por\u00e9m Rebecca ressaltou que sua organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige que os pescadores parem de trabalhar, apenas que mudem seus m\u00e9todos.<\/p>\n<p>O golfinho de Maui, chamado pelos maoris de &#8220;Tutumairekurai&#8221; (&#8220;morador do mar&#8221;), \u00e9 considerado raro pelos especialistas por causa de seu pouco n\u00famero de indiv\u00edduos e por ser o menor dentro da fam\u00edlia dos golfinhos marinhos.<\/p>\n<p>Estes cet\u00e1ceos medem at\u00e9 1,4 metro de comprimento, t\u00eam uma nadadeira arredondada, seu focinho \u00e9 curto e apresentam marcas parecidas com as do urso panda, como &#8220;uma m\u00e1scara negra&#8221;, descreveu Rebecca. Eles vivem em comunidades, e os adultos passam a maior parte do tempo comendo peixes e lulas, que localizam emitindo sons de alta frequ\u00eancia que ecoam nos objetos e animais ao seu redor.<\/p>\n<p>Os mais jovens brincam com as algas, fazem bolhas no mar, piruetas ou simplesmente perseguem-se ou brigam com outros companheiros, criando um espet\u00e1culo para os turistas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua expectativa de vida \u00e9 de 20 anos, e eles atingem a maturidade sexual a partir dos sete. Os nascimentos acontecem de dois a quatro anos, o que dificulta o repovoamento da esp\u00e9cie para evitar a extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O golfinho de Maui \u00e9 uma subesp\u00e9cie do golfinho de Hector, que vive pr\u00f3ximo a Ilha do Sul neozelandesa, e acredita-se que esteve isolado por milhares de anos at\u00e9 se diferenciar na atualidade por seus tra\u00e7os f\u00edsicos e gen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>O nome deste animal vem de uma lenda sobre o deus maori Maui, que pescou um peixe muito forte na Ilha do Sul e fez dele sua canoa. Ao morrer, o peixe se transformou em terra e renasceu sob a forma da Ilha do Norte da Nova Zel\u00e2ndia, onde o extremo sul representa a cabe\u00e7a, e a cidade de Wellington, a capital neozelandesa, a boca.<\/p>\n<p>Rebecca comentou que os maoris acreditam que ao morrer os esp\u00edritos humanos se transformam em &#8220;Tutumairekurai&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Da EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00daltimos 100 mam\u00edferos de Maui pode deixar de existir na Nova Zel\u00e2ndia. &#8216;Cephalorhynchus hectori maui&#8217; est\u00e1 inclu\u00eddo na lista vermelha da ONU. Os \u00faltimos 100 golfinhos de Maui, os menores desta esp\u00e9cie marinha, correm risco de extin\u00e7\u00e3o pela atividade pesqueira na Ilha do Norte da\u00a0Nova Zel\u00e2ndia, seu \u00fanico habitat na Terra. 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