{"id":9378,"date":"2012-02-27T09:56:42","date_gmt":"2012-02-27T12:56:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9378"},"modified":"2012-02-27T09:56:42","modified_gmt":"2012-02-27T12:56:42","slug":"pesquisa-descobre-alteracoes-no-genoma-do-boto-vermelho-no-am","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9378","title":{"rendered":"Pesquisa descobre altera\u00e7\u00f5es no genoma do boto-vermelho, no AM"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar se altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o causadas por polui\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\n<strong>Estudos indicaram a presen\u00e7a de merc\u00fario e pesticida DDT.<\/strong><\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) conseguiram identificar modifica\u00e7\u00f5es no genoma do boto-vermelho (<em>Inia geoffrensis<\/em>), tamb\u00e9m conhecido como boto-cor-de-rosa. A pesquisa foi realizada pelos laborat\u00f3rios de Gen\u00e9tica Animal (LGA) e de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos, ambos do Inpa. Os pesquisadores ainda n\u00e3o sabem se as altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o causadas por polui\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa fazem parte da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado \u201cCitogen\u00e9tica cl\u00e1ssica e molecular do boto-vermelho Inia geoffrensis\u201d, elaborada por Heide Luz Bonif\u00e1cio, sob a orienta\u00e7\u00e3o da pesquisadora Eliana Feldberg. O trabalho foi conclu\u00eddo em 2011 e contou tamb\u00e9m com o apoio da Petrobras Ambiental, a Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoas de N\u00edvel Superior (Capes) e a Associa\u00e7\u00e3o Amigos do peixe-boi (Ampa).<\/p>\n<p>Foram coletadas amostras de 27 animais, sendo 14 f\u00eameas e 13 machos distribu\u00eddos na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Mamirau\u00e1 (RDSM), pr\u00f3ximo ao munic\u00edpio de Tef\u00e9, a 523 Km a Oeste de Manaus, na cidade de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, a 852 Km da capital, Aruan\u00e3 (GO), Rio Branco (AC) e nas proximidades de Manaus.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Eliana Feldberg, o boto-vermelho \u00e9 uma esp\u00e9cie do topo da cadeia alimentar e, por isso, pode acumular componentes t\u00f3xicos em seu organismo. Ela disse que estudos j\u00e1 indicaram a presen\u00e7a de merc\u00fario e do pesticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) em amostras de sangue e de tecido desta esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>De acordo com Heide Bonif\u00e1cio, entre as duas esp\u00e9cies de golfinhos de rio da Amaz\u00f4nia, o boto-vermelho \u00e9 a mais pr\u00f3xima aos ancestrais dos cet\u00e1ceos, que constituem uma ordem de animais marinhos, por\u00e9m pertencentes \u00e0 classe dos mam\u00edferos. &#8220;Isto significa que entender como o genoma est\u00e1 organizado possibilita compreender a evolu\u00e7\u00e3o do animal, uma vez que as informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas s\u00e3o compartilhadas com os ancestrais deles. Baseado em an\u00e1lises moleculares e morfol\u00f3gicas, o boto-vermelho \u00e9 considerado uma esp\u00e9cie rara&#8221;, explicou Bonif\u00e1cio.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a predat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/300x169\/2011\/10\/19\/boto3.jpg\" alt=\"piracantinga (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Ampa)\" width=\"300\" height=\"169\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Carne de boto \u00e9 usada na pesca de piracatinga (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Ampa)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um estudo divulgado em 2011, revelou que em dez anos a popula\u00e7\u00e3o de botos da Amaz\u00f4nia reduziu pela metade. Na regi\u00e3o da cidade de Tef\u00e9, a 520 Km de Manaus, apontou que morre por ano uma quantidade de animais sete vezes maior que o limite permitido.<\/p>\n<p>Outro dado apontou que o uso da carne de cada boto-vermelho para pesca pode render ao menos uma tonelada de piracatinga. Na regi\u00e3o de Tef\u00e9, estima-se a pesca de 400 toneladas do pescado ao ano, sendo que grande parte da carga \u00e9 enviada para a Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/01\/24\/boto.jpg\" alt=\"Boto-cor-de-rosa (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Ampa)\" width=\"496\" height=\"310\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Popula\u00e7\u00e3o do boto-cor-de-rosa est\u00e1 diminuindo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Ampa)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: G1, AM<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar se altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o causadas por polui\u00e7\u00e3o. Estudos indicaram a presen\u00e7a de merc\u00fario e pesticida DDT. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) conseguiram identificar modifica\u00e7\u00f5es no genoma do boto-vermelho (Inia geoffrensis), tamb\u00e9m conhecido como boto-cor-de-rosa. 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