{"id":938,"date":"2009-08-17T22:55:48","date_gmt":"2009-08-18T01:55:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=938"},"modified":"2011-05-18T15:26:44","modified_gmt":"2011-05-18T18:26:44","slug":"empresa-pode-recorrer-a-fundo-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=938","title":{"rendered":"Empresa pode recorrer a fundo amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Recursos vindos de outros pa\u00edses ser\u00e3o usados em projetos de preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Afra Balazina escreve para &#8220;O Estado de SP&#8221;:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9228px;left:-5666px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/download\/salt-dvdrip\">where was salt film<\/a><\/div>\n<p>Criado pelo governo brasileiro para receber doa\u00e7\u00f5es de pa\u00edses que queiram financiar a conserva\u00e7\u00e3o da floresta, o Fundo Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m vai repassar recursos para projetos montados por empresas privadas. Inicialmente, a previs\u00e3o era atender organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs), popula\u00e7\u00f5es tradicionais e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa voltadas para o setor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada pelo comit\u00ea orientador do fundo (Cofa) e confirmada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. &#8220;Algumas empresas com fins lucrativos podem ser beneficiadas. Mas s\u00e3o as pequenas que criam empregos sustent\u00e1veis&#8221;, afirmou Minc ao Estado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), \u00f3rg\u00e3o executor do fundo, a proposta apresentada deve contribuir direta ou indiretamente para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia. Segundo Minc, a ideia de incluir empresas foi levada ao comit\u00ea pelo setor n\u00e3o-governamental &#8211; que re\u00fane ONGs, cientistas e ind\u00fastria. &#8220;O Cofa \u00e9 democr\u00e1tico. Inclui governo federal, Estados e sociedade, e s\u00f3 toma uma decis\u00e3o quando os tr\u00eas setores concordam.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ele ressalta que foram &#8220;estipulados crit\u00e9rios muito r\u00edgidos&#8221;. &#8220;As empresas poder\u00e3o receber recursos desde que suas atividades sejam sustent\u00e1veis e que elas n\u00e3o possam realiz\u00e1-las sem o apoio do fundo&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Paulo Moutinho, coordenador de pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), n\u00e3o \u00e9 contra o favorecimento de empresas pelo fundo. Na opini\u00e3o dele, por\u00e9m, os projetos n\u00e3o podem ter somente &#8220;o vi\u00e9s do lucro&#8221;. &#8220;\u00c9 preciso apoiar projetos que possam mudar a l\u00f3gica atual da regi\u00e3o de derrubar a floresta&#8221;, afirmou. De acordo com Moutinho, \u00e9 importante que o fundo d\u00ea certo. &#8220;Mas ele carece de discuss\u00f5es sobre quem tem direito de receber os recursos.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Roberto Waack, presidente da empresa de produ\u00e7\u00e3o de madeira certificada Amata, acredita que tanto iniciativas p\u00fablicas como privadas devem ser contempladas para tornar poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o de &#8220;uma economia da floresta tropical&#8221;.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10391px;left:-4044px;\"><a href=\"http:\/\/www.circleofblue.org\/waternews\/movie-online-the-back-up-plan\">the back-up plan move<\/a><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Amata tem uma concess\u00e3o &#8211; esp\u00e9cie de aluguel &#8211; para fazer manejo na Floresta Nacional do Jamari, em Rond\u00f4nia. Al\u00e9m disso, trabalha com o plantio de \u00e1rvores nativas em \u00e1reas degradadas. &#8220;O Jamari \u00e9 cercado por \u00e1reas desflorestadas e a press\u00e3o do desmatamento \u00e9 muito grande. A contrapartida da empresa \u00e9 ter nesse local um projeto que consiga manter a floresta em p\u00e9.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Propostas<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, 70 propostas foram apresentadas ao fundo. E h\u00e1, em caixa, US$ 110 milh\u00f5es (R$ 202,2 milh\u00f5es) doados pela Noruega. Esse pa\u00eds dever\u00e1 disponibilizar outro US$ 1 bilh\u00e3o (R$ 1,83 bilh\u00e3o) em sete anos &#8211; a libera\u00e7\u00e3o do dinheiro est\u00e1 condicionada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do desmate. J\u00e1 a Alemanha se compromete a doar 18 milh\u00f5es de euros (R$ 46,9 milh\u00f5es) para o fundo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, em Manaus (AM), Minc anunciou que seriam beneficiados o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), o Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG) e o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O BNDES, por\u00e9m, afirmou que ainda n\u00e3o h\u00e1 projetos aprovados. Alguns est\u00e3o em fase mais adiantada, mas ainda sob &#8220;sigilo banc\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O diretor de pol\u00edticas p\u00fablicas do Greenpeace, S\u00e9rgio Leit\u00e3o, discorda que \u00f3rg\u00e3os governamentais sejam beneficiadas pelo fundo. &#8220;\u00c9 absurdo beneficiar iniciativas do pr\u00f3prio governo com doa\u00e7\u00e3o. Isso ele tem de bancar.&#8221; Leit\u00e3o comparou o fundo \u00e0 &#8220;porta da esperan\u00e7a&#8221;. &#8220;Todos querem dinheiro: sat\u00e9lites do Inpe, empres\u00e1rios que fazem manejo florestal, povos ind\u00edgenas, ONGs. N\u00e3o tem como dar conta.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O ministro rebate. &#8220;Essa quest\u00e3o nunca foi levantada, at\u00e9 porque n\u00e3o h\u00e1 quem seja contra apoiar o Inpe a ter mais sat\u00e9lites&#8221;, disse. Ele ressalta que seria contradit\u00f3rio n\u00e3o apoiar governos, j\u00e1 que um dos objetivos do \u00e9 criar mais unidades de conserva\u00e7\u00e3o da floresta, como parques e reservas. Hoje, quem cria e implanta essas unidades s\u00e3o os governos municipais, estaduais e o federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cidades apresentar\u00e3o projetos<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Moradores e gestores de nove cidades ter\u00e3o, este m\u00eas, a oportunidade de conhecer o Fundo Amaz\u00f4nia e a maneira como eles podem submeter seus projetos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es est\u00e3o \u00e0 cargo do Servi\u00e7o Florestal Brasileiro e do BNDES. E as propostas t\u00eam de estar relacionadas a \u00e1reas tem\u00e1ticas: expans\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de florestas protegidas, est\u00edmulo a processos sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o, desenvolvimento de pesquisa e gest\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 valor predeterminado para os projetos. Os recursos variam de acordo com cada proposta, em raz\u00e3o das caracter\u00edsticas de cada uma (como o tipo de a\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 desenvolvida).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O fundo \u00e9 visto como um dos instrumentos de apoio para que o Brasil consiga atingir a meta que estabeleceu no Plano Nacional de Mudan\u00e7a do Clima: reduzir em 70% o desmatamento at\u00e9 2017. Os munic\u00edpios contemplados s\u00e3o Bel\u00e9m (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Macap\u00e1 (AP), Porto Velho (RO), Cuiab\u00e1 (MT), Rio Branco (AC), Imperatriz (MA) e Palmas (TO).<\/p>\n<p>(O Estado de SP, 17\/8)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recursos vindos de outros pa\u00edses ser\u00e3o usados em projetos de preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Afra Balazina escreve para &#8220;O Estado de SP&#8221;: \u00a0 where was salt film Criado pelo governo brasileiro para receber doa\u00e7\u00f5es de pa\u00edses que queiram financiar a conserva\u00e7\u00e3o da floresta, o Fundo Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m vai repassar recursos para projetos montados por empresas privadas. &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=938\"> <span class=\"screen-reader-text\">Empresa pode recorrer a fundo amaz\u00f4nia<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[84,30],"tags":[3796,520,3817],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/938"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=938"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6275,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/938\/revisions\/6275"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}