{"id":9450,"date":"2012-03-07T11:12:44","date_gmt":"2012-03-07T14:12:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9450"},"modified":"2012-03-07T11:12:44","modified_gmt":"2012-03-07T14:12:44","slug":"ilhas-de-sao-pedro-e-sao-paulo-sao-fast-food-para-tubaroes-baleia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9450","title":{"rendered":"Ilhas de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo s\u00e3o &#8216;fast-food&#8217; para tubar\u00f5es-baleia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Arquip\u00e9lago atrai esp\u00e9cie amea\u00e7ada, que chega a medir at\u00e9 17 metros.<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto de universidade prev\u00ea criar plano de conserva\u00e7\u00e3o no Atl\u00e2ntico.<\/strong><\/p>\n<p>Um dos projetos cient\u00edficos desenvolvidos no arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de exemplares de tubar\u00e3o-baleia (<em>Rhincodon typus<\/em>), uma esp\u00e9cie rara e amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, segundo a lista vermelha da Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Desde 1998, quando a esta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presen\u00e7a desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do \u201cProjeto Tubar\u00e3o-baleia\u201d, conduzido pelos cientistas F\u00e1bio Hazim e Bruno Macena. A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares, que v\u00e3o contribuir no mapeamento da esp\u00e9cie na costa brasileira, al\u00e9m de identificar \u00e1reas importantes no ciclo de vida de tubar\u00f5es-baleia jovens e adultos.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a do tubar\u00e3o-baleia no arquip\u00e9lago indica que a esp\u00e9cie utiliza a regi\u00e3o como parte de sua rota migrat\u00f3ria, local de descanso e, possivelmente, de alimenta\u00e7\u00e3o. Para manter as ilhas na rota desses peixes, s\u00e3o necess\u00e1rios esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o em todo o Oceano Atl\u00e2ntico, em raz\u00e3o do seu h\u00e1bito de migrar por longas dist\u00e2ncias, adentrando diferentes jurisdi\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas\u201d, disse Bruno Macena.<\/p>\n<p>Ainda segundo o pesquisador, esta migra\u00e7\u00e3o ocorre devido \u00e0s diferentes fases do seu ciclo de vida, resultante de sua busca por locais adequados para reprodu\u00e7\u00e3o ou condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis para o seu desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Card\u00e1pio rico<\/strong><br \/>\nO tubar\u00e3o-baleia se alimenta principalmente de zoopl\u00e2ncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, al\u00e9m de lulas, tamb\u00e9m fazem parte de sua dieta. Tudo isso \u00e9 encontrado em abund\u00e2ncia nesta regi\u00e3o brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo j\u00e1 foram registrados 150 esp\u00e9cimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos.<\/p>\n<p>\u201cPouco sabemos sobre a reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, em particular sobre os locais de parto e ber\u00e7\u00e1rio. A presen\u00e7a de f\u00eameas gr\u00e1vidas na \u00e1rea do arquip\u00e9lago torna a regi\u00e3o estrategicamente importante para o estudo dos movimentos migrat\u00f3rios da esp\u00e9cie, a partir do rastreamento via sat\u00e9lite\u201d, complementa Macena.<\/p>\n<p>Ainda segundo ele, essas informa\u00e7\u00f5es devem gerar dados para subsidiar a cria\u00e7\u00e3o de um plano de manejo adequado para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no Oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/03\/05\/tubarao-baleia-1.jpg\" alt=\"Tubar\u00e3o-baleia \u00e9 encontrado na regi\u00e3o de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Tubar\u00e3o-baleia \u00e9 encontrado na regi\u00e3o de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/03\/05\/tubarao-baleia2.jpg\" alt=\"Pesquisador nada com tubar\u00e3o-baleia nas proximidades de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisador nada com tubar\u00e3o-baleia nas proximidades de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arquip\u00e9lago atrai esp\u00e9cie amea\u00e7ada, que chega a medir at\u00e9 17 metros. Projeto de universidade prev\u00ea criar plano de conserva\u00e7\u00e3o no Atl\u00e2ntico. Um dos projetos cient\u00edficos desenvolvidos no arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de exemplares de tubar\u00e3o-baleia (Rhincodon typus), uma esp\u00e9cie rara e amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, segundo a lista vermelha da &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9450\"> <span class=\"screen-reader-text\">Ilhas de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo s\u00e3o &#8216;fast-food&#8217; para tubar\u00f5es-baleia<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[518],"tags":[3862,3208,1796,3219],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9450"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9450"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9450\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9452,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9450\/revisions\/9452"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}