{"id":9465,"date":"2012-03-08T09:49:47","date_gmt":"2012-03-08T12:49:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9465"},"modified":"2012-03-08T09:49:47","modified_gmt":"2012-03-08T12:49:47","slug":"nova-especie-de-tubarao-e-identificada-em-galapagos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9465","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de tubar\u00e3o \u00e9 identificada em Gal\u00e1pagos"},"content":{"rendered":"<p><strong>O animal, que vive em \u00e1guas profundas, tem aproximadamente 40 cent\u00edmetros de comprimento<\/strong><\/p>\n<p>Cientistas da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, identificaram uma nova esp\u00e9cie de tubar\u00e3o. Ela foi encontrada na regi\u00e3o das ilhas Gal\u00e1pagos, vivendo em \u00e1guas profundas &#8211; entre\u00a0400 a 600 metros abaixo da superf\u00edcie. A esp\u00e9cie rec\u00e9m-descrita (<em>Bythaelurus giddingsi<\/em>) foi apresentada na edi\u00e7\u00e3o de 5 de mar\u00e7o da revista<em>\u00a0Zootaxa<\/em>.<\/p>\n<p>O animal tem aproximadamente 40 cent\u00edmetros de comprimento e uma colora\u00e7\u00e3o marrom, com pequenas manchas p\u00e1lidas, irregularmente distribu\u00eddas em seu corpo, lembrando a pele de uma on\u00e7a-pintada. Os padr\u00f5es, segundo os pesquisadores, parecem ser \u00fanicos para cada indiv\u00edduo. Ele pertence \u00e0 fam\u00edlia\u00a0<em>Scyliorhinidae<\/em>, a mesma do tubar\u00e3o conhecido no Brasil como pata-roxa (<em>Scyliorhinus canicula<\/em>), uma das menores e mais abundantes no Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>&#8220;A descoberta de uma nova esp\u00e9cie de tubar\u00e3o \u00e9 sempre interessante, especialmente neste momento em que os tubar\u00f5es est\u00e3o enfrentando uma incr\u00edvel press\u00e3o&#8221;, conta John McCosker, presidente do setor de Biologia Aqu\u00e1tica da Academia e coordenador da pesquisa. &#8220;Muitas esp\u00e9cies se tornaram localmente raras e outras est\u00e3o em vias de extin\u00e7\u00e3o devido a intensa captura de animais para abastecer o com\u00e9rcio de barbatanas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A primeira expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia pelas ilhas Gal\u00e1pagos ocorreu em 1905. Desde ent\u00e3o, diversas viagens foram realizadas. Como resultado, a institui\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 lar da maior cole\u00e7\u00e3o do mundo de esp\u00e9cimes cient\u00edficos origin\u00e1rios dessa regi\u00e3o. Dezenas de novas esp\u00e9cies marinhas foram descobertas pela Academia nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Nos anos 1990, McCosker realizou uma s\u00e9rie de mergulhos a bordo do ve\u00edculo submers\u00edvel Johnson Sea Link para explorar a vida marinha no arquip\u00e9lago. Estes submarinos permitem aos cientistas explorarem uma vasta parte de Gal\u00e1pagos que n\u00e3o era acess\u00edvel a Charles Darwin, por exemplo, que esteve na regi\u00e3o quando viajou pelo mundo no navio Beagle, de 1831 a 1836. McCosker coletou sete exemplares do novo animal em expedi\u00e7\u00f5es realizadas no local em 1995 e 1998, mas s\u00f3 conseguiu identific\u00e1-los como uma esp\u00e9cie in\u00e9dita agora.<\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/pictures\/69693\/tubarao-20120307-size-598.jpg?1331153001\" alt=\"O Bythaelurus giddingsi \u00e9 pequeno, de pele marrom com pequenas manchas claras e vive a mais de 400 metros abaixo da superf\u00edcie do mar\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O &#39;Bythaelurus giddingsi&#39; \u00e9 pequeno, de pele marrom com pequenas manchas claras e vive a mais de 400 metros abaixo da superf\u00edcie do mar (California Academy of Sciences)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O animal, que vive em \u00e1guas profundas, tem aproximadamente 40 cent\u00edmetros de comprimento Cientistas da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, identificaram uma nova esp\u00e9cie de tubar\u00e3o. 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