{"id":9511,"date":"2012-03-14T10:53:04","date_gmt":"2012-03-14T13:53:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9511"},"modified":"2012-03-14T10:53:04","modified_gmt":"2012-03-14T13:53:04","slug":"com-atrativo-ambiental-e-economico-sobe-busca-de-selo-verde-em-predios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9511","title":{"rendered":"Com atrativo ambiental e econ\u00f4mico, sobe busca de &#8216;selo verde&#8217; em pr\u00e9dios"},"content":{"rendered":"<p><strong>&#8216;Green buildings&#8217; reduzem custos operacionais e colaboram com a natureza.<\/strong><br \/>\n<strong>Busca por selo quase dobrou em 2011 e previs\u00e3o \u00e9 crescer mais neste ano.<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/03\/06\/eldorado-tratadaok.jpg\" alt=\"Biciclet\u00e1rio \u00e9 um dos diferenciais do Eldorado Business Tower, em Pinheiros, na Zona Oeste de S\u00e3o Paulo, que tem o selo verde (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Arquivo pessoal)\" width=\"300\" height=\"400\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Biciclet\u00e1rio \u00e9 um dos diferenciais do Eldorado Business Tower, em S\u00e3o Paulo, que tem o selo verde (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre 2010 e 2011, a procura pela certifica\u00e7\u00e3o &#8220;verde&#8221; de edif\u00edcios quase dobrou no Brasil, e a expectativa \u00e9 continuar crescendo em 2012. A busca \u00e9 por colaborar com o meio ambiente e, de quebra, reduzir custos operacionais e melhorar a imagem das empresas \u2013 o &#8220;carimbo&#8221; garante que um empreendimento adota medidas sustent\u00e1veis e ecologicamente corretas tanto na obra como no dia a dia.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio aponta para um comportamento raro, quando os interesses econ\u00f4micos se unem aos ambientais. Isso porque, apesar de o custo da constru\u00e7\u00e3o ser de 1% a 7% mais caro, em m\u00e9dia, a valoriza\u00e7\u00e3o estimada na revenda \u00e9 de 10% a 20%, al\u00e9m de o investimento proporcionar at\u00e9 30% de redu\u00e7\u00e3o no valor do condom\u00ednio e diminui\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 9% no custo de opera\u00e7\u00e3o durante toda a vida \u00fatil, de acordo o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), que orienta a respeito do selo Leed (sigla em ingl\u00eas para lideran\u00e7a em design em energia e meio ambiente) no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Criado nos Estados Unidos h\u00e1 15 anos, o Leed \u00e9 apontado pelo mercado como o &#8220;precursor&#8221; do setor no Brasil \u2013 o primeiro pedido para certifica\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio nacional ocorreu em 2004 e o primeiro certificado foi emitido em 2007.<\/p>\n<p>Dados do conselho apontam que o n\u00famero de empreendimentos na fila para conseguir o certificado passou de 237 ao fim de 2010 para 434 em 2011. At\u00e9 a terceira semana de fevereiro deste ano, j\u00e1 eram 475. A expectativa \u00e9 fechar 2012 com aproximadamente 650.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/03\/06\/620x1045-predio-verde.jpg\" alt=\"Arte pr\u00e9dio verde (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"496\" height=\"836\" \/><\/p>\n<p>Por conta do tempo necess\u00e1rio para realiza\u00e7\u00e3o das obras ap\u00f3s o pedido da certifica\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de pr\u00e9dios j\u00e1 certificados com o Leed estava em 43 at\u00e9 o final de fevereiro. \u201cOs pr\u00e9dios demoram dois, tr\u00eas, quatro anos para ficarem prontos. Agora \u00e9 que os empreendimentos [na fila para ter o selo] est\u00e3o come\u00e7ando a ficar prontos\u201d, explica o gerente t\u00e9cnico do GBC Brasil, Marcos Casado. A expectativa \u00e9 encerrar este ano com 75 selos.<\/p>\n<p>No ranking mundial do n\u00famero de empreendimentos registrados em busca da certifica\u00e7\u00e3o, o Brasil aparece em quarto lugar, atr\u00e1s dos\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>\u00a0(38.940),\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/china\/\">China<\/a>\u00a0(com 807) e Emirados \u00c1rabes Unidos (758).<\/p>\n<p>Entre os empreendimentos h\u00e1 de tudo \u2013 desde edif\u00edcios comerciais, como residenciais, industriais e de varejo. At\u00e9 os est\u00e1dios da Copa est\u00e3o registrados para a certifica\u00e7\u00e3o Leed, tanto nas novas constru\u00e7\u00f5es quanto nas reformas, de acordo com o GBC. Dos 12 est\u00e1dios que ser\u00e3o sede, apenas o Internacional (em\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/cidade\/porto-alegre.html\">Porto Alegre<\/a>) e o Corinthians (em\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/cidade\/sao-paulo.html\">S\u00e3o Paulo<\/a>) ainda n\u00e3o est\u00e3o registrados em busca do certificado.<\/p>\n<p>\u201cTem muita gente querendo ter o selo, s\u00e3o muitas constru\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise\u201d, afirma Mony Lacerda, coordenador de avalia\u00e7\u00e3o da consultoria Colliers International, que orienta as empresas para a aquisi\u00e7\u00e3o do Leed. De acordo com Lacerda, o processo de certifica\u00e7\u00e3o em uma nova constru\u00e7\u00e3o costuma demorar de um ano a um ano e meio, em m\u00e9dia. Para um pr\u00e9dio antigo que faz uma reforma para se tornar &#8220;verde&#8221;, o processo para conseguir o t\u00edtulo pode demorar dois anos.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/03\/06\/alexandreok.jpg\" alt=\"Alexandre Ferreira vai de bicicleta ao trabalho gra\u00e7as ao biciclet\u00e1rio do pr\u00e9dio (Foto: Arquivo Pessoal)\" width=\"496\" height=\"340\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Alexandre Ferreira vai de bicicleta ao trabalho, em S\u00e3o Paulo, gra\u00e7as ao biciclet\u00e1rio do pr\u00e9dio. Com vesti\u00e1rio, ele pode se trocar antes de come\u00e7ar o expediente (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p><strong>Selo 100% nacional<\/strong><br \/>\nOutro selo verde existente no mercado brasileiro \u00e9 o Aqua, criado pela Funda\u00e7\u00e3o Vanzolini, ligada \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em 2008. \u201cPercebemos um mercado que tinha interesse muito grande pela sustentabilidade do empreendimento da constru\u00e7\u00e3o em si\u201d, afirma Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do processo Aqua. Atualmente s\u00e3o 39 empreendimentos certificados, que compreendem 53 edif\u00edcios. Os n\u00fameros tamb\u00e9m crescem a cada ano: foram 9 edif\u00edcios certificados em 2009, 16 em 2010, 26 em 2011 e, at\u00e9 o come\u00e7o de fevereiro de 2012, mais dois.<\/p>\n<p>\u201cA quantidade de selos est\u00e1 crescendo, e entre empreendedores que s\u00e3o formadores de opini\u00e3o [citando varejistas e grandes construtoras]. O n\u00famero, perto do que se constr\u00f3i no Brasil, ainda \u00e9 pequeno, mas grandes construtoras j\u00e1 t\u00eam [o selo] e pensam em fazer mais. Acho que a preocupa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a se formar\u201d, afirma Martins.<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o para crescer<\/strong><br \/>\nOs pr\u00e9dios verdes ainda representam apenas 1%, em m\u00e9dia, da majorit\u00e1ria massa cinza dos lan\u00e7amentos imobili\u00e1rios que surgem diariamente nas cidades brasileiras, de acordo com o GBC. A pequena propor\u00e7\u00e3o mostra como h\u00e1 espa\u00e7o para crescer. \u201cHoje temos uma possibilidade de crescimento muito grande. Em pa\u00edses mais engajados, o mercado j\u00e1 \u00e9 de 10%, 5%\u201d, diz Casado.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da consultoria Cushman e Wakefield referente ao segundo trimestre de 2011 aponta que, \u00e0 \u00e9poca, 3,5% do estoque total existente nas cidades de S\u00e3o Paulo, Barueri (na Grande SP), Rio de Janeiro e Curitiba era de &#8220;green buildings&#8221;.<\/p>\n<p>At\u00e9 2013, o mesmo levantamento prev\u00ea que 37% dos novos espa\u00e7os nessas cidades estar\u00e3o em pr\u00e9dios verdes, acrescentando Santos,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/df\/distrito-federal\/cidade\/brasilia.html\">Bras\u00edlia<\/a>, Porto Alegre e Salvador \u2013 em S\u00e3o Paulo,<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rj\/rio-de-janeiro\/cidade\/rio-de-janeiro.html\">Rio de Janeiro<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pr\/parana\/cidade\/curitiba.html\">Curitiba<\/a>\u00a0essa propor\u00e7\u00e3o dever\u00e1 chegar a quase 50%.<\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/03\/06\/predio-verde300.jpg\" alt=\"Certificado garante que um empreendimento adota medidas sustent\u00e1veis e ecologicamente corretas  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/GCB)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Certificado garante que um empreendimento adota medidas sustent\u00e1veis e ecologicamente corretas (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/GCB)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Economia<\/strong><br \/>\nO esfor\u00e7o, contudo, vale a pena, de acordo com os especialistas. Dentro dos resultados est\u00e1 a estimativa de que um edif\u00edcio certificado pode reduzir em at\u00e9 70% a emiss\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos (lixo, papel, madeira, carca\u00e7a), 40% o uso de \u00e1gua pot\u00e1vel, de 33% a 39% a emiss\u00e3o de CO2 e de 24% a 50% o uso de energia el\u00e9trica, de acordo com a pesquisa da Colliers.<\/p>\n<p>As estimativas do Green Building Council EUA, usadas pelo conselho no Brasil, refletem um cen\u00e1rio parecido. De acordo com o GBC, o gasto nos pr\u00e9dios verdes com energia \u00e9 30% menor, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% no consumo de \u00e1gua, de at\u00e9 80% nos res\u00edduos e uma valoriza\u00e7\u00e3o de 10% a 20% no pre\u00e7o de revenda, al\u00e9m de redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 9% no custo de opera\u00e7\u00e3o do empreendimento durante toda sua vida \u00fatil.<\/p>\n<p>Para Lacerda, da Colliers, o investimento a mais no custo da obra vale a pena. \u201cIsso \u00e9 reavido no futuro (&#8230;). Se o investidor considerar at\u00e9 10% a mais do custo para ser certificado, isso vai ser para sempre e a longo prazo. Depois, h\u00e1 o ganho na redu\u00e7\u00e3o de custo operacional\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Requisitos<br \/>\n<\/strong>Para que essas economias aconte\u00e7am, contudo, h\u00e1 muitos requisitos. Os empreendimentos precisam ter caracter\u00edsticas que visem a economia de recursos, como \u00e1gua e energia, reciclagem e descarte de materiais, e na sa\u00fade e bem estar de moradores e funcion\u00e1rios e da sociedade em geral, al\u00e9m do fomento \u00e0 economia local.<\/p>\n<p>Para isso, valem desde sistemas de controle do fluxo de \u00e1gua at\u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis de energia e capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva. Melhor utiliza\u00e7\u00e3o da luz natural e projetos coordenados para descarte de materiais tamb\u00e9m entram na lista.<\/p>\n<p>Lacerda diz que as economias geradas tornam o selo cada vez mais atrativo \u00e0s empresas, sem contar a contrapartida intang\u00edvel que \u00e9 aliar a marca a uma imagem de preocupa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. \u201cEmpresas multinacionais que t\u00eam filias no Brasil, por exemplo, tem todo o motivo para refor\u00e7ar a marca com a sustentabilidade\u201d, revela.<\/p>\n<p><strong>Bem-estar<br \/>\n<\/strong>Os pr\u00e9dios verdes tamb\u00e9m precisam levar em conta o bem-estar dos usu\u00e1rios. O banc\u00e1rio Alexandre Augusto Silva Ferreira, de 30 anos, trabalha em um banco localizado em um dos pr\u00e9dios certificados pelo Leed em S\u00e3o Paulo. De acordo com ele, um dos benef\u00edcios \u00e9 a exist\u00eancia de um biciclet\u00e1rio, o que o permite ir trabalhar diariamente de bicicleta. \u201cEu uso praticamente todo dia. S\u00f3 n\u00e3o uso quando tenho necessidades espec\u00edficas, como ir trabalhar em outra unidade do banco, que n\u00e3o tem biciclet\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do lugar para guardar a bike, o pr\u00e9dio tamb\u00e9m oferece um vesti\u00e1rio e arm\u00e1rios para guardar roupas. Assim, Ferreira toma banho todo dia quando chega ao trabalho, para n\u00e3o chegar suado nem com roupas amassadas.<\/p>\n<p>Para o banc\u00e1rio, que usa o biciclet\u00e1rio desde abril do ano passado, s\u00e3o in\u00fameros os benef\u00edcios. Al\u00e9m de n\u00e3o ficar mais parado no tr\u00e2nsito, emagreceu quase dez quilos e diz evitar estresses causados por atrasos devido ao congestionamento. \u201cEstando de bike, quase nunca acontecem imprevistos\u201d, diz, afirmando que consegue programar melhor as atividades do seu dia a dia. Ele mora a 15 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia do trabalho, e diz que demora cerca de 30 minutos para ir e 40 minutos para voltar.<\/p>\n<p>Ferreira trabalha no Eldorado Business Tower, em Pinheiros, na Zona Oeste de S\u00e3o Paulo. Ao todo, 16 empresas est\u00e3o sediadas no edif\u00edcio, com aproximadamente 5 mil funcion\u00e1rios. De acordo com Fernando Sinicatto, gerente de opera\u00e7\u00f5es do edif\u00edcio, o pr\u00e9dio tem diversos sistemas para garantir o selo. A economia de \u00e1gua \u00e9 de 30%. De acordo com ele, por exemplo, o sistema de reuso de \u00e1gua de chuva e condensa\u00e7\u00e3o do ar condicionado proporcionam 100% da \u00e1gua utilizada no paisagismo e limpeza das garagens.<\/p>\n<p>Outro exemplo s\u00e3o os elevadores, que possuem sistema de frenagem regenerativa, proporcionando economia de at\u00e9 37% de energia. O pr\u00e9dio tem tamb\u00e9m programa de coleta seletiva, que gera redu\u00e7\u00e3o de 40% nos res\u00edduos destinados aos aterros sanit\u00e1rios, disse.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda persianas automatizadas, que abrem ou fecham de acordo a incid\u00eancia de luz solar na fachada. At\u00e9 a escolha do local para a constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio foi pensada, j\u00e1 que possui acesso f\u00e1cil ao transporte p\u00fablico, como \u00f4nibus e trem, explicou o gerente.<br \/>\n<strong><br \/>\nVarejo<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de pr\u00e9dios de escrit\u00f3rios, redes varejistas tamb\u00e9m est\u00e3o de olho no conceito. Um exemplo \u00e9 a Leroy Merlin, que tem 8 lojas cadastradas na certifica\u00e7\u00e3o Aqua, sendo que uma delas, em Niter\u00f3i, no Rio de Janeiro, j\u00e1 est\u00e1 com o projeto 100% em uso e tem at\u00e9 um espa\u00e7o sobre sustentabilidade.<\/p>\n<p>\u201cAs informa\u00e7\u00f5es, principalmente nas redes sociais, mudaram a consci\u00eancia do consumidor (&#8230;). Conforme o consumidor vai se conscientizando, ele vai exigir muito mais. As pesquisas j\u00e1 dizem hoje que o consumidor j\u00e1 aceita pagar 10% a mais nos produtos sustent\u00e1veis, est\u00e1 virando um h\u00e1bito\u201d, afirma. O gerente explica, contudo, ser intang\u00edvel medir se as lojas sustent\u00e1veis atraem mais clientes. Ele disse, ainda, que esse n\u00e3o \u00e9 o principal objetivo da rede. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o usamos a sustentabilidade para vender mais&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No caso da unidade de Niter\u00f3i, o custo para o projeto da &#8220;loja verde&#8221; foi de 8% a mais, com um retorno estimado em cinco anos. Entre os resultados est\u00e3o 26% de redu\u00e7\u00e3o no consumo de energia e de 39% no de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Para Casado, do GBC Brasil, grande parte do crescimento do setor pode ser explicada pelo maior conhecimento das pessoas a respeito do conceito de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. \u201cToda vez que se fala em sustentabilidade, fala-se da busca em equilibrar o social, o econ\u00f4mico e o ambiente. Ent\u00e3o, se voc\u00ea consegue, do lado econ\u00f4mico, trazer esses benef\u00edcios, \u00e9 sempre melhor\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Gabriela Gasparin, G1, S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Green buildings&#8217; reduzem custos operacionais e colaboram com a natureza. Busca por selo quase dobrou em 2011 e previs\u00e3o \u00e9 crescer mais neste ano. Entre 2010 e 2011, a procura pela certifica\u00e7\u00e3o &#8220;verde&#8221; de edif\u00edcios quase dobrou no Brasil, e a expectativa \u00e9 continuar crescendo em 2012. 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