{"id":9618,"date":"2012-03-28T09:33:27","date_gmt":"2012-03-28T12:33:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9618"},"modified":"2012-03-28T09:33:27","modified_gmt":"2012-03-28T12:33:27","slug":"animais-gigantes-da-australia-foram-extintos-por-humanos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9618","title":{"rendered":"Animais gigantes da Austr\u00e1lia foram extintos por humanos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Teoria corrente creditava desaparecimento da megafauna australiana, por volta de 40 mil anos atr\u00e1s, \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisa de seis universidades australianas mostrou que os primeiros habitantes da Austr\u00e1lia podem ter tido o costume de ca\u00e7ar animais gigantes, quando chegaram, h\u00e1 40 mil anos, ao territ\u00f3rio onde hoje fica o pa\u00eds. Com isso, os cientistas acreditam ter posto fim ao longo debate sobre como esses vertebrados de grande porte \u2013 como cangurus, gansos e lagartos gigantes \u2013 desapareceram subitamente do ecossistema australiano.<\/p>\n<p>Com a extin\u00e7\u00e3o desses animais herb\u00edvoros, o consumo de material vegetal caiu fortemente, o que teria causado uma r\u00e1pida e dram\u00e1tica mudan\u00e7a na paisagem australiana. Antes, as terras mesclavam florestas com \u00e1reas abertas de pastagem. Mas as florestas depois passaram a se espalhar, e \u00e1rvores de eucalipto roubaram a cena do lugar, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>Sabe-se que a maioria dos grandes animais terrestres foi extinta nos \u00faltimos 100 mil anos, mas as raz\u00f5es para este desaparecimento s\u00e3o tema de constantes discuss\u00f5es entre cientistas. Os \u00faltimos argumentos defendiam que a diminui\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies decorreu de uma grande mudan\u00e7a clim\u00e1tica ou de um inc\u00eandio generalizado. Mas pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista\u00a0<em>Science<\/em>contradisse essa teoria.<\/p>\n<p>Para resolver o mist\u00e9rio, os cientistas rastrearam os herb\u00edvoros de grande porte ao longo dos anos por meio de um m\u00e9todo que analisa os esporos (unidades de reprodu\u00e7\u00e3o) de fungos espec\u00edficos que viviam em seus excrementos. &#8220;Os esporos desses fungos podem ser preservados em sedimentos em p\u00e2ntanos e lagos. Como os sedimentos se acumulam ao longo do tempo, \u00e9 poss\u00edvel saber em que per\u00edodo da hist\u00f3ria houve ou n\u00e3o abund\u00e2ncia de grandes herb\u00edvoros no ambiente&#8221;, explica Chris Johnson, l\u00edder do estudo.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, part\u00edculas de p\u00f3len e de carv\u00e3o vegetal tamb\u00e9m ficam presas nesses sedimentos, ou seja, \u00e9 poss\u00edvel analisar a hist\u00f3ria e a abund\u00e2ncia dos grandes animais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as na vegeta\u00e7\u00e3o do ambiente e a um poss\u00edvel inc\u00eandio. A pesquisa se focou, em grande parte, em um p\u00e2ntano chamado Lynch\u2019s Crater, no nordeste do estado australiano de Queensland.<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que a quantidade de mam\u00edferos gigantes era est\u00e1vel at\u00e9 pouco antes de 40 mil anos atr\u00e1s, momento em que subitamente caiu. &#8220;Isto exclui as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas como causa da extin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que antes do desaparecimento houve v\u00e1rios per\u00edodos de seca que n\u00e3o causaram nenhum efeito sobre a quantidade dos animais. E no momento em que eles foram extintos, o clima era est\u00e1vel&#8221;, diz Johnson.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com os dados cronol\u00f3gicos levantados pela pesquisa, os cientistas perceberam que a extin\u00e7\u00e3o se seguiu logo ap\u00f3s o momento em que pessoas chegaram \u00e0 regi\u00e3o \u2013 tamb\u00e9m h\u00e1 40 mil anos \u2013, por isso acreditam que os seres humanos foram os respons\u00e1veis por ela. &#8220;Nosso estudo n\u00e3o se concentrou em descobrir diretamente de que forma as pessoas causaram a extin\u00e7\u00e3o, mas o mecanismo mais prov\u00e1vel \u00e9 a ca\u00e7a&#8221;, conclui o pesquisador.<\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2012\/3\/72012\/sthenurus-01-size-598.jpg?1332528169\" alt=\"Sthenerus\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Canguru gigante australiano pertencente ao extinto g\u00eanero Sthenurus. Ele chegava a medir at\u00e9 tr\u00eas metros de comprimento, sendo aproximadamente duas vezes maior que o canguru moderno (Divulga\u00e7\u00e3o\/Wikipedia)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teoria corrente creditava desaparecimento da megafauna australiana, por volta de 40 mil anos atr\u00e1s, \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas Pesquisa de seis universidades australianas mostrou que os primeiros habitantes da Austr\u00e1lia podem ter tido o costume de ca\u00e7ar animais gigantes, quando chegaram, h\u00e1 40 mil anos, ao territ\u00f3rio onde hoje fica o pa\u00eds. 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