{"id":9716,"date":"2012-04-18T11:37:22","date_gmt":"2012-04-18T14:37:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9716"},"modified":"2012-04-18T11:37:22","modified_gmt":"2012-04-18T14:37:22","slug":"geleiras-em-cordilheira-asiatica-ganham-volume-e-confundem-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9716","title":{"rendered":"Geleiras em cordilheira asi\u00e1tica ganham volume e confundem cientistas"},"content":{"rendered":"<p>Algumas geleiras que cobrem montanhas na \u00c1sia est\u00e3o desafiando uma tend\u00eancia global de derretimento e ficando mais espessas, dizem cientistas.<\/p>\n<p>Especialistas franceses usaram informa\u00e7\u00f5es colhidas por sat\u00e9lite para demonstrar que geleiras em partes da cadeia Karakoram, a oeste da regi\u00e3o do Himalaia, est\u00e3o ganhando massa.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe ao certo por que isso estaria acontecendo, j\u00e1 que geleiras em regi\u00f5es do Himalaia est\u00e3o perdendo massa.<\/p>\n<p>As geleiras nessa regi\u00e3o s\u00e3o pouco estudadas, embora sejam fonte vital de \u00e1gua pot\u00e1vel para mais de um bilh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>A resposta das geleiras do Himalaia ao aquecimento global tem sido um tema pol\u00eamico desde 2007, quando um relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, na sigla em ingl\u00eas), incluiu uma afirma\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de que o gelo que cobre a maior parte da regi\u00e3o poderia desaparecer at\u00e9 2035.<\/p>\n<p>Embora sejam com frequ\u00eancia vistas como pertencentes \u00e0 cordilheira do Himalaia, tecnicamente, as montanhas Karakoram s\u00e3o uma cadeia separada que inclui K2, o segundo pico mais alto do mundo.<\/p>\n<p>A maior parte da regi\u00e3o \u00e9 inacess\u00edvel, e h\u00e1 um reconhecimento geral de que mais investiga\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para esclarecer o que estaria acontecendo.<\/p>\n<p><strong>MODELOS DE ELEVA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas franceses, do Centre National de la Recherche Scientifique e Universit\u00e9 de Grenoble, compararam dois modelos de eleva\u00e7\u00f5es sobre a superf\u00edcie da terra obtidos a partir de observa\u00e7\u00f5es por sat\u00e9lites, um datando de 1999, o outro, de 2008.<\/p>\n<p>Suas conclus\u00f5es foram publicadas na revista cient\u00edfica Nature Geoscience.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo que a equipe usou para medir e comparar o volume de gelo sobre a cordilheira Karakoram j\u00e1 foi usado antes em outras cadeias de montanhas, mas ele \u00e9 complexo.<\/p>\n<p>&#8220;[O m\u00e9todo] n\u00e3o \u00e9 usado com mais frequ\u00eancia porque esses modelos de eleva\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem dif\u00edceis de conseguir &#8211;voc\u00ea precisa de condi\u00e7\u00f5es de c\u00e9u l\u00edmpido e camadas reduzidas de neve&#8221;, disse a l\u00edder do estudo, Julie Gardelle.<\/p>\n<p>Outros fatores que podem mudar a altura da superf\u00edcie de gelo, al\u00e9m de mudan\u00e7as no pr\u00f3prio gelo, tamb\u00e9m precisam ser levados em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Feitos os c\u00e1lculos, a equipe concluiu que, entre 1999 e 2008, a massa das geleiras na regi\u00e3o do Karakoram, com 5.615 quil\u00f4metros quadrados, aumentou por uma pequena margem, embora haja varia\u00e7\u00f5es amplas entre geleiras individuais.<\/p>\n<p><strong>QUADRO NEBULOSO<\/strong><\/p>\n<p>As raz\u00f5es para esse fen\u00f4meno n\u00e3o s\u00e3o conhecidas, embora estudos em outras partes do mundo tenham revelado que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode levar a um aumento em precipita\u00e7\u00f5es em regi\u00f5es frias. No caso de regi\u00f5es suficientemente frias, essas precipita\u00e7\u00f5es acabam sendo acrescentadas \u00e0 camada de gelo j\u00e1 existente no local<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sabemos a raz\u00e3o&#8221;, disse Gardelle \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse momento, acreditamos que isso talvez se deva a um clima regional muito espec\u00edfico [que existe] sobre [as montanhas] Karakoram, porque medi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas v\u00eam mostrando um aumento em precipita\u00e7\u00f5es no inverno&#8221;, disse. &#8220;Mas isso, nesse est\u00e1gio, \u00e9 pura especula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Qualquer que seja a explica\u00e7\u00e3o, est\u00e1 claro que essa tend\u00eancia contrasta com o que vem ocorrendo em outras \u00e1reas da regi\u00e3o do Himalaia e do Hindu Kush, onde vivem cerca de 210 milh\u00f5es de pessoas e onde geleiras funcionam como reservat\u00f3rios de \u00e1gua para cerca de 1,3 bilh\u00e3o de pessoas que vivem nas bacias dos rios abaixo delas.<\/p>\n<p>No final do ano passado, o International Centre for Integrated Mountain Development (Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha, Icimod, na sigla em ingl\u00eas), com sede em Katmandu, divulgou informa\u00e7\u00f5es mostrando que, em dez geleiras estudadas com regularidade, o \u00edndice de perda de gelo tinha dobrado desde a d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>No entanto, o centro tamb\u00e9m deixou claro que as informa\u00e7\u00f5es sobre a regi\u00e3o s\u00e3o esparsas, e que essas dez intensamente estudadas geleiras integram um conjunto de 54 mil geleiras.<\/p>\n<p>Medi\u00e7\u00f5es feitas pelo sat\u00e9lite GRACE, que detecta varia\u00e7\u00f5es min\u00fasculas na for\u00e7a gravitacional da Terra, tamb\u00e9m identificaram uma perda de massa na regi\u00e3o como um todo.<\/p>\n<p>Em coment\u00e1rio publicado na revista Nature Geoscience, Graham Cogley, cientista da Trent University, em Ont\u00e1rio, no Canada, primeiro a questionar publicamente a previs\u00e3o do IPCC em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2035, comentou que interpretar os diferentes dados sobre perda de massa de gelo obtidos por m\u00e9todos diversos &#8220;vai manter os glaciologistas ocupados por algum tempo&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: BBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas geleiras que cobrem montanhas na \u00c1sia est\u00e3o desafiando uma tend\u00eancia global de derretimento e ficando mais espessas, dizem cientistas. 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