{"id":9845,"date":"2012-05-14T10:10:00","date_gmt":"2012-05-14T13:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9845"},"modified":"2012-05-14T10:10:00","modified_gmt":"2012-05-14T13:10:00","slug":"primo-mais-antigo-dos-pandas-viveu-ha-11-milhoes-de-anos-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9845","title":{"rendered":"&#8216;Primo&#8217; mais antigo dos pandas viveu h\u00e1 11 milh\u00f5es de anos na Espanha"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisadores encontraram f\u00f3sseis dos ursos &#8216;Agriarctos beatrix&#8217;, parentes dos pandas gigantes da atualidade, na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise de f\u00f3sseis de dentes encontrados no nordeste da Espanha indica que &#8216;parentes&#8217; do panda gigante, esp\u00e9cie que hoje habita a China, viveram na regi\u00e3o h\u00e1 11 milh\u00f5es de anos. Essa foi a primeira evid\u00eancia encontrada de um urso semelhante aos pandas na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil analisado no estudo \u00e9 de uma nova esp\u00e9cie de urso,\u00a0<em>Agriarctos beatrix<\/em>, que foi descoberta no s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Nombrevilla, na prov\u00edncia de Sarago\u00e7a, na Espanha. &#8220;N\u00f3s encontramos esse f\u00f3ssil em escava\u00e7\u00f5es feitas h\u00e1 muito tempo, na d\u00e9cada de 1980. N\u00f3s pens\u00e1vamos que era de um tipo de urso qualquer, ele estava l\u00e1 em uma caixa esperando algu\u00e9m estud\u00e1-lo&#8221;, explica Jorge Morales, do Museu Nacional de Ci\u00eancias Naturais e um dos autores do trabalho.<\/p>\n<p>Os resultados da an\u00e1lise do f\u00f3ssil foram publicados na edi\u00e7\u00e3o do segundo semestre de 2011 do peri\u00f3dico\u00a0<em>Estudios Geol\u00f3gicos<\/em>, mas apenas agora foram divulgados pelos cientistas.<\/p>\n<p>Ainda que a esp\u00e9cie encontrada seja parecia ao panda gigante em aspectos alimentares e de formato dos dentes, as duas esp\u00e9cies diferem bastante em tamanho. &#8220;Essa esp\u00e9cie era ainda menor do que o urso malaio [que tem cerca de 1,5 metro de altura e pesa pouco mais de 60 quilos, em m\u00e9dia], considerada atualmente a menor esp\u00e9cie de ursos. Ele n\u00e3o deveria pesar mais do que 60 quilos&#8221;, afirma Juan Abella, pesquisador do Departamento de Paleobiologia do Museu Nacional de Ci\u00eancias Naturais e principal autor do estudo. Os pandas gigantes da atualidade pesam cerca de 100 quilos e medem em m\u00e9dia 3,5 metros.<\/p>\n<p>Embora seja dif\u00edcil determinar sua apar\u00eancia t\u00edpica, j\u00e1 que foram encontrados apenas f\u00f3sseis de dentes, os cientistas acreditam que o animal tinha pelo escuro com manchas brancas, principalmente no peito, em volta dos olhos e provavelmente pr\u00f3ximas \u00e0 cauda. &#8220;Esse \u00e9 considerado o padr\u00e3o de pelo em ursos primitivos&#8221;, explica Abella.<\/p>\n<p>Os ursos<em>\u00a0Agriarctos beatrix<\/em>\u00a0teriam vivido na floresta e seriam menos n\u00f4mades do que esp\u00e9cies que costumam ca\u00e7ar, como os ursos marrom e polar. De acordo com os pesquisadores, esse urso extinto deveria fugir de grandes carn\u00edvoros escalando \u00e1rvores. Segundo Abella, a dieta do animal &#8220;deveria ser similar \u00e0 do urso malaio ou do urso-de-\u00f3culos, que come vegetais, frutas, e pouca carne\u201d.<\/p>\n<p><strong>Formato dos dentes \u2014\u00a0<\/strong>Jorge Morales explica que uma das principais caracter\u00edsticas que aproxima a nova esp\u00e9cie descoberta dos pandas gigantes \u00e9 a morfologia dos dentes. &#8220;Os dentes encontrados tinham formato mais arredondado, caracter\u00edstica de animais que quase n\u00e3o se alimentam de carne. Os dentes dos pandas de hoje s\u00e3o menos pontiagudos, j\u00e1 que eles s\u00e3o herb\u00edvoros e n\u00e3o precisam ter dentes afiados para cortar carne.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s sabemos que \u00e9 uma esp\u00e9cie diferente daquelas documentadas at\u00e9 agora devido a suas diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas e o tamanho de seus dentes&#8221;, diz Abella. Para chegar a essas conclus\u00f5es, os cientistas compararam os f\u00f3sseis encontrados com dentes de esp\u00e9cies atuais, como ursos marrons e polares.<\/p>\n<p>Ainda que n\u00e3o se possa saber com certeza quais raz\u00f5es levaram essa esp\u00e9cie \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, para Abella a causa mais prov\u00e1vel \u00e9 que &#8220;a vegeta\u00e7\u00e3o florestal tenha dado espa\u00e7o para locais mais secos e abertos que proporcionaram o surgimento de esp\u00e9cies similares, maiores e mais competitivas.&#8221;<\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2012\/5\/78094\/panda-espanha-size-598.jpg?1336662604\" alt=\"panda espanha\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cientistas acreditam que o urso do f\u00f3ssil encontado tinha pelo escuro e manchas brancas em algumas regi\u00f5es do corpo como na regi\u00e3o dos olhos, no peito e na cauda (Ilustra\u00e7\u00e3o do SINC)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores encontraram f\u00f3sseis dos ursos &#8216;Agriarctos beatrix&#8217;, parentes dos pandas gigantes da atualidade, na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica A an\u00e1lise de f\u00f3sseis de dentes encontrados no nordeste da Espanha indica que &#8216;parentes&#8217; do panda gigante, esp\u00e9cie que hoje habita a China, viveram na regi\u00e3o h\u00e1 11 milh\u00f5es de anos. Essa foi a primeira evid\u00eancia encontrada de um &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9845\"> <span class=\"screen-reader-text\">&#8216;Primo&#8217; mais antigo dos pandas viveu h\u00e1 11 milh\u00f5es de anos na Espanha<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[822,494],"tags":[1815,2611,3256,1382,3815,815,521,3408,3308],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9845"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9845"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9846,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9845\/revisions\/9846"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}