{"id":9877,"date":"2012-05-17T10:44:06","date_gmt":"2012-05-17T13:44:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9877"},"modified":"2012-05-17T10:44:06","modified_gmt":"2012-05-17T13:44:06","slug":"repteis-marinhos-que-viveram-ha-150-milhoes-de-anos-sofriam-de-artrite-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9877","title":{"rendered":"R\u00e9pteis marinhos que viveram h\u00e1 150 milh\u00f5es de anos sofriam de artrite, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisadores da Universidade de Bristol descobriram desgaste em f\u00f3ssil de um pliossauro encontrado no Sul da Inglaterra<\/strong><\/p>\n<p>Paleont\u00f3logos da Universidade de Bristol, na Inglaterra, identificaram pela primeira vez sinais de uma doen\u00e7a semelhante \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/repteis-marinhos-que-viveram-ha-150-milhoes-de-anos-sofriam-de-artrite-diz-estudo#sm\"><strong>artrite\u00a0<\/strong><\/a>humana em um f\u00f3ssil de um r\u00e9ptil marinho pr\u00e9-hist\u00f3rico. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista\u00a0<em>Palaeontology<\/em>, foi feita a partir de um cr\u00e2nio de dois metros de um\u00a0<a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/repteis-marinhos-que-viveram-ha-150-milhoes-de-anos-sofriam-de-artrite-diz-estudo#sm\"><strong>pliossauro<\/strong><\/a>\u00a0f\u00eamea que habitou as \u00e1guas do Sul da Inglaterra, h\u00e1 150 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Desde sua descoberta at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do estudo, o f\u00f3ssil vinha sendo mantido na cole\u00e7\u00e3o do Museu e Galeria de Arte da cidade de Bristol.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do f\u00f3ssil permitiu aos pesquisadores descobrir sinais de uma degenera\u00e7\u00e3o similar \u00e0 artrite humana, que corroeu a articula\u00e7\u00e3o da mand\u00edbula esquerda e provocou o seu deslocamento da parte inferior para um lado.<\/p>\n<p>Judyth Sassoon, autora do artigo e pesquisadora da Universidade de Bristol, acredita que o animal tenha vivido com a mand\u00edbula torta por muitos anos. Ela faz essa afirma\u00e7\u00e3o com base nas marcas encontradas na mand\u00edbula inferior, que, provavelmente, foram causadas pelos dentes superiores durante a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Da mesma forma que seres humanos com idade avan\u00e7ada desenvolvem artrite nos quadris, essa &#8216;senhora&#8217; desenvolveu artrite em sua mand\u00edbula e sobreviveu com esse problema por algum tempo. Mas a fratura n\u00e3o curada indica que em algum momento a mand\u00edbula enfraqueceu e eventualmente quebrou. Com a mand\u00edbula quebrada, o pliossauro n\u00e3o seria capaz de se alimentar e isso provavelmente a levou \u00e0 morte&#8221;, explica Sassoon.<\/p>\n<p>Mike Benton, coautor da pesquisa, explica que doen\u00e7as semelhantes s\u00e3o encontradas em animais de hoje. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel ver esse tipo de deformidades em animais vivos, como crocodilos e em baleias cachalotes. Deve ser doloroso, mas esses animais podem sobreviver por anos com esse tipo de desgaste.&#8221;<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, o caso desse pliossauro \u00e9 um raro exemplo de como o estudo de doen\u00e7as em f\u00f3sseis de animais, ci\u00eancia chamada de paleopatologia, pode ajudar os cientistas a reconstruir a hist\u00f3ria de vida e o comportamento de animais extintos e mostrar que &#8220;mesmo um jur\u00e1ssico matador pode sucumbir por doen\u00e7as causadas pela idade avan\u00e7ada.&#8221;<\/p>\n<figure style=\"width: 185px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2012\/5\/78866\/pliossauro-20120516-original.jpg\" alt=\"info-pliossauro\" width=\"185\" height=\"241\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>PLIOSSAURO<\/strong><br \/>\nOs pliossauros s\u00e3o animais parentes de cobras e lagartos. Temidos predadores, os pliossauros ocupavam o topo da cadeia alimentar marinha durante o per\u00edodo jur\u00e1ssico (entre 199 milh\u00f5es e 145 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s). Com mand\u00edbulas gigantes e dentes de 20 cent\u00edmetros de comprimento, esse animal era capaz de estra\u00e7alhar suas presas, geralmente lulas, peixes e outros r\u00e9pteis marinhos. Chegavam a ter oito metros de comprimento. Tinham uma cabe\u00e7a parecida com a dos crocodilos atuais, pesco\u00e7o curto, corpo similar ao de uma baleia e quatro barbatanas para se movimentar na \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>ARTRITE<\/strong><br \/>\nDoen\u00e7a provocada por uma rea\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo que faz as articula\u00e7\u00f5es, as jun\u00e7\u00f5es entre os ossos, se inflamarem, causando dor e incha\u00e7o. Mais frequente nas mulheres que nos homens, a artrite atinge 1% da popula\u00e7\u00e3o mundial e aproximadamente 1,5 milh\u00e3o de brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/assets\/images\/2012\/5\/78843\/Pliossauro-judithy-size-598.jpg?1337186643\" alt=\"pliossauro\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Autora principal do estudo, Judyth Sassoon, identificou desgastes semelhantes \u00e0 artrite humana em f\u00f3ssil de r\u00e9ptil aqu\u00e1tico que viveu h\u00e1 150 milh\u00f5es de anos (Divulga\u00e7\u00e3o\/Universidade de Bristol)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Bristol descobriram desgaste em f\u00f3ssil de um pliossauro encontrado no Sul da Inglaterra Paleont\u00f3logos da Universidade de Bristol, na Inglaterra, identificaram pela primeira vez sinais de uma doen\u00e7a semelhante \u00e0\u00a0artrite\u00a0humana em um f\u00f3ssil de um r\u00e9ptil marinho pr\u00e9-hist\u00f3rico. 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