{"id":9952,"date":"2012-05-31T10:50:07","date_gmt":"2012-05-31T13:50:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9952"},"modified":"2012-05-31T10:50:07","modified_gmt":"2012-05-31T13:50:07","slug":"estudo-traz-sugestoes-para-economia-verde-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=9952","title":{"rendered":"Estudo traz sugest\u00f5es para economia verde no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A transi\u00e7\u00e3o do Brasil para uma economia verde e sustent\u00e1vel depende da maior frequ\u00eancia de reajustes nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, com base na varia\u00e7\u00e3o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional. \u00c9 o que aponta colet\u00e2nea de estudos elaborada pela Funda\u00e7\u00e3o Brasileira para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (FBDS). Para funda\u00e7\u00e3o, a quase aus\u00eancia de aumentos de pre\u00e7os dos combust\u00edveis f\u00f3sseis no mercado interno impede a competitividade dos biocombust\u00edveis no Brasil.<\/p>\n<p>A colet\u00e2nea, elaborada dentre agosto de 2011 e maio desde ano, teve patroc\u00ednio da Ambev, BNDES, JSL, Light, Shell e Tetra Pak e investimento de R$ 540 mil. Os levantamentos, que cont\u00eam propostas para diferentes setores da economia brasileira, foram entregues \u00e0 ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e ser\u00e3o levados \u00e0 confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, a Rio+20, de 13 a 22 de junho, no Rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O diretor superintendente da FBDS, Walfredo Schindler, afirmou que o objetivo dos estudos \u00e9 trazer propostas para implementa\u00e7\u00e3o imediata. Como n\u00e3o \u00e9 objetivo da Rio+20 trazer metas de curto prazo, a expectativa da funda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os assuntos sejam conhecidos e discutidos em um primeiro momento, e possam ser tratados com mais aten\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a confer\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos 12 estudos que comp\u00f5e a colet\u00e2nea, intitulada &#8220;Diretrizes para uma Economia Verde no Brasil&#8221;, defende a incorpora\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais e sociais aos custos da energia. Isso, na pr\u00e1tica, elevaria os pre\u00e7os reais da gera\u00e7\u00e3o f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A gasolina vem sendo mantida com pre\u00e7os artificialmente baixos h\u00e1 muito tempo&#8221;, disse Schindler. Mas admitiu, no entanto, que as reservas do pr\u00e9-sal s\u00e3o ativos importantes e o \u00f3leo continuar\u00e1 a ter papel de destaque na economia mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Schindler, o programa de produ\u00e7\u00e3o e uso de etanol de cana no Brasil representa &#8220;o mais importante programa de energia renov\u00e1vel do mundo e equivale a economia de quase um milh\u00e3o de barris de petr\u00f3leo por dia&#8221;. Essa an\u00e1lise leva em conta produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel l\u00edquido e eletricidade. Nos \u00faltimos 33 anos, segundo Schindler, a produtividade do etanol aumentou 3,6 vezes. &#8220;Hoje, utilizamos 27% da \u00e1rea de cana para produzir a mesma quantidade de etanol produzida nos anos 70&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, Schindler destacou que o Brasil &#8220;ainda tem a matriz energ\u00e9tica muito limpa&#8221; em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia mundial. Entretanto, ressaltou que a quantidade de termel\u00e9tricas a combust\u00edveis f\u00f3sseis tem crescido, principalmente por causa de quest\u00f5es ligadas \u00e0 seguran\u00e7a energ\u00e9tica, dificuldades para obten\u00e7\u00e3o de licenciamento ambiental para hidrel\u00e9tricas e complica\u00e7\u00f5es para o aproveitamento do potencial h\u00eddrico amaz\u00f4nico. Segundo ele, dos cerca de 55% do potencial hidrel\u00e9trico que ainda h\u00e1 para explorar no pa\u00eds, cerca de 70% est\u00e1 na Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre as propostas para aumentar a gera\u00e7\u00e3o est\u00e1 o incremento da energia e\u00f3lica. &#8220;De 15% a 20% da nossa demanda poderia ser suprida por meio de energia e\u00f3lica&#8221;, disse Schindler. Segundo ele, entre 2009 e 2011 foram investidos quase R$ 30 bilh\u00f5es, correspondentes \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de uma capacidade de 5.785 MW. Isso permitir\u00e1 que a participa\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica passe de pouco menos de 1% para mais de 5% da capacidade instalada de gera\u00e7\u00e3o de energia no pa\u00eds, at\u00e9 2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra defesa do estudo \u00e9 que a moderniza\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas mais antigas podem trazer ganhos de capacidade de 2,5% a 20%. Segundo Schindler, \u00e9 poss\u00edvel efetuar programas de repotencia\u00e7\u00e3o em instala\u00e7\u00f5es que hoje correspondem a 32 GW instalados com custos de R$ 250 a R$ 600 por kW adicionado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo afirma que, com o fim das concess\u00f5es das usinas hidrel\u00e9tricas, a partir de 2015, podem ser criadas diretrizes para que empresas e cons\u00f3rcios que fiquem com as concess\u00f5es invistam em bacias hidrogr\u00e1ficas com foco no uso m\u00faltiplo da \u00e1gua incluindo setores como agricultura, uso humano e transporte por rios.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transi\u00e7\u00e3o do Brasil para uma economia verde e sustent\u00e1vel depende da maior frequ\u00eancia de reajustes nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, com base na varia\u00e7\u00e3o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional. \u00c9 o que aponta colet\u00e2nea de estudos elaborada pela Funda\u00e7\u00e3o Brasileira para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (FBDS). 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