Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas
Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.
Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.
Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.
“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

Fonte: Veja Ciência